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SÃO PAULO, 9 Jan (Reuters) – O dólar operava com leve alta
ante o real nesta terça-feira, buscando uma correção após as
recentes quedas, mas sem forças para consolidar o movimento em
meio à agenda doméstica mais tranquila e volume de negócios mais
restrito.
O Ibovespa ensaiava um ajuste, após 11 pregões seguidos de
ganhos e renovação de recordes, mas o movimento era contido pelo
ingresso de recursos diante do otimismo externo e com o cenário
local. Já as taxas dos contratos futuros de juros mais curtos
registravam leves baixas, com os investidores fazendo pequenos
ajustes diante do cenário inflacionário mais benigno e que
mantém o caminho pavimentado para o Banco Central continuar
cortando a Selic.
Os principais índices acionários dos Estados Unidos abriram
em máximas recordes, mantendo vivo o rali de 2018 que é
impulsionado por dados econômicos robustos e expectativa por
fortes resultados trimestrais de empresas.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:40 desta terça-feira:

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CÂMBIO
O dólar operava com leve alta ante o real, buscando uma
correção após as recentes quedas, mas sem forças para consolidar
o movimento em meio à agenda doméstica mais tranquila e volume
de negócios mais restrito.
"O mercado tem nos 3,23 reais um ponto de suporte que está
difícil ultrapassar. Chega nesses níveis, entra pressão
compradora", afirmou o diretor da mesa de câmbio da corretora
Multimoney, Durval Correa.
Nos últimos três pregões, a moeda norte-americana flertou
com os 3,22 reais na mínima do dia, mas não conseguiu sustentar
o nível de preços até o fechamento.
Como em janeiro o volume de negócios está mais enxuto, acaba
favorecendo inversões mais rápidas na trajetória do dólar, com
poucas operações interferindo na tendência.
"Assim que o mercado fica mais ofertado (de dólar), os
preços começam a cair de novo", acrescentou Correa, ao lembrar
que o ingresso de recursos na Bolsa de Valores têm contribuído
para o recuo do dólar ante o real.
Como pano de fundo, os investidores seguiam monitorando o
noticiário sobre a reforma da Previdência, um dia depois que o
ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reforçou que a matéria
é prioridade para o governo.
No exterior, o dólar operava com pequena alta ante uma cesta
de moedas e também divisas de países emergentes, como os
pesos chileno e mexicano .

. Dólar/Real : +0,31%, a 3,2465 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,28%, a 1,1931 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,2%

BOVESPA
O principal índice acionário da B3 ensaiava um ajuste, após
11 pregões seguidos de ganhos e renovação de recordes, mas o
movimento era contido pelo ingresso de recursos diante do
otimismo externo e com o cenário local.
A proximidade do índice de referência da bolsa paulista dos
80 mil pontos abre espaço para ajustes, mas com o movimento
limitado devido à manutenção do forte fluxo de investidores para
a bolsa. Apenas nos três primeiros pregões do ano, saldo externo
na bolsa teve entrada líquida de 1,59 bilhão de reais.

"As bolsas realizam lucros de curto prazo no intraday,
absorvidos pelos recursos que estão ingressando e, em seguida,
voltam a subir… O motivo segue sendo o reposicionamento de
carteiras com assunção de maior volume de risco, tendo como pano
de fundo a recuperação econômica global", escreveu o
economista-chefe da corretora Modalmais, Alvaro Bandeira.
Localmente, o noticiário econômico também segue favorável,
indicando um processo de recuperação, o que ajuda a manter o
otimismo com o mercado acionário local.
Os dados de vendas no varejo em novembro no Brasil mostraram
alta superior à espera em novembro e o melhor resultado para o
mês em seis anos com o impulso da Black Friday e das festas de
fim de ano. Em novembro, as vendas subiram 0,7 por cento ante o
mês anterior, acima da estimativa em pesquisa Reuters, de alta
de 0,2 por cento.
– VALE ON subia 0,7 por cento em sessão positiva
também para os contratos futuros do minério de ferro na China.

– CSN ON avançava 2,6 por cento, com o melhor
desempenho entre as siderúrgicas, ainda diante da expectativa
pela renegociação de dívidas com bancos locais e tendo no radar
a notícia publicada pelo jornal O Estado de São Paulo de que a
venda da fatia detida pela empresa na Usiminas tem
chances de ocorrer em breve. As ações da Usiminas tinham alta de
0,6 por cento, enquanto GERDAU PN recuava 0,5 por
cento.

– FIBRIA ON subia 1 por cento e SUZANO PAPEL E
CELULOSE ON tinha alta de 0,4 por cento, em mais uma
sessão positiva para os papéis das duas empresas, ainda na
esteira das perspectivas positivas para preços da celulose,
principalmente em 2019 e 2020.

– ELETROBRAS ON caía 2,2 por cento e ELETROBRAS
PNB tinha queda de 3 por cento, tendo no radar a
possibilidade de aumento de custos para a elétrica, após nova
fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
sinalizar a possibilidade de cobrança de mais 1 bilhão de reais.

– PETROBRAS PN subia 0,3 por cento e PETROBRAS ON
tinha variação positiva de 0,05 por cento, anulando
as perdas vistas mais cedo, em sessão positiva também para os
preços do petróleo no mercado internaiconal.

– BRADESCO PN caía 1 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN
tinha baixa de 0,7 por cento, ajudando a tirar fôlego
do índice devido ao peso em sua composição.

– BRF ON tinha oscilação positiva de 0,05 por
cento. Mais cedo a empresa anunciou sua terceira marca de
produtos processados no país, que tem como objetivo ampliar a
produtividade do grupo e elevar margens da empresa.

. Ibovespa : -0,43%, a 79.036 pontos;
. Volume financeiro: R$2,4 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -0,36%, a
23.949 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acionários dos Estados Unidos abriram
em máximas recordes, mantendo vivo o rali de 2018. A valorização
é motivada por dados econômicos robustos e expectativa por
fortes resultados trimestrais de companhias.

. Dow Jones : +0,27%, a 25.350 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,19%, a 2.752 pontos;
. Nasdaq : +0,05%, a 7.161 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha alta de 0,39 por
cento, a 1.571 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,40
por cento, a 7.727 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,18 por cento, a
13.391 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 0,56 por cento, a
5.518 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,72 por cento, a 23.011 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,40
por cento, a 10.439 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,80 por
cento, a 5.690 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros mais curtos
registravam leves baixas, com os investidores fazendo pequenos
ajustes diante do cenário inflacionário mais favorável e que
mantém caminho para o Banco Central continuar reduzindo a Selic.
"Mesmo que a atividade econômica esteja mais forte, como
mostrou o varejo, não está havendo reflexo na inflação", afirmou
o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira.
"Por ora, acho que vem um corte de 0,25 ponto percentual (na
taxa básica de juros em fevereiro), mas se houver uma indicação
da reforma da Previdência, há espaço para ele cortar mais",
acrescentou ele.
A precificação da curva a termo mantinha em cerca de 90 por
cento as chances de corte de 0,25 ponto da Selic no mês que vem,
próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC,
segundo dados da Reuters. O restante indicava manutenção.

Para a reunião de março, as apostas de novo corte de 0,25
ponto também continuavam em 40 por cento, com o restante vendo
manutenção, segundo operadores. Atualmente, a Selic está em 7
por cento ao ano, menor nível histórico.
Mais cedo, foi divulgado que o Índice Geral de
Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou 2017 com deflação
de 0,42 por cento em 2017, após alta de 7,18 no ano anterior.

Nem mesmo o resultado mais forte das vendas do varejo em
novembro, divulgado nesta manhã, mudaram as perspectivas dos
investidores de inflação sob controle.
No dia seguinte, será conhecida a inflação medida pelo IPCA
em dezembro e 2017 fechado, com estimativas em pesquisa Reuters
de alta de 0,3 e 2,80 por cento, respectivamente, abaixo do piso
da meta oficial, de 3 por cento.
Em meses recentes, a inflação surpreendeu e trouxe
resultados abaixo do esperado, o que levou boa parte do mercado
a precificar que o BC continuaria reduzindo a Selic ainda mais.
A cena política também continuava no radar dos mercados,
sobretudo os esforços do governo do presidente Michel Temer para
tentar votar a reforma da Previdência, considerada essencial
para colocar as contas públicas em ordem no país.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
APR8 6,721 6,725 -0,004
JAN9 6,8 6,81 -0,01
JAN0 7,98 7,98 0
JAN21 8,87 8,86 0,01
JAN23 9,75 9,74 0,01

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,5201%, ante 2,482% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em queda a 4,1723%,
ante 4,207% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os futuros do petróleo subiam, com o Brent rondando os 68
dólares o barril e tocando o nível mais alto desde maio de 2015,
em meio aos cortes de produção liderados pela Opep e pela
expectativa de que os estoques norte-americanos tenham diminuído
pela oitava semana consecutiva.
A Organização dos País Exportadores de Petróleo (Opep) e
aliados, incluindo a Rússia, estão segurando a oferta também em
2018, no segundo ano de restrição, para reduzir o excesso de
produção que tem pesado sobre os preços.
"Os preços do petróleo continuam em uma trajetória de alta",
disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.
Em paralelo, relatórios de oferta nesta semana do Instituto
Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês) e da
Administração de Informação de Energia do país devem mostrar um
recuo nas reservas nacionais da commodity para 4,1 milhões de
barris, na oitava semana de declínio.

. Nymex – FEV/17 : +0,63%, a 62,12 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent MAR/18 : +0,38%, a 68,04
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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