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SÃO PAULO, 19 Out (Reuters) – O dólar tinha leve alta sobre
o real nesta quinta-feira após dois dias seguidos de queda e em
meio a alguma cautela ainda com o cenário político, mesmo depois
que o presidente Michel Temer conseguiu sair vitorioso na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na votação do relatório
que barra a segunda denúncia contra ele.
O principal índice da bolsa paulista operava no vermelho
nesta quinta-feira, com o cenário externo menos favorável a
ativos de risco em sessão de pressão para ações ligadas a
commodities, como Vale e Petrobras
. Já as taxas dos contratos futuros de juros tinham
leves quedas.
Em Wall Street, os principais índices acionários caíam, em
meio à queda generalizada puxada por ações de tecnologia e com
resultados trimestrais decepcionantes de grandes empresas.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12h40 desta quinta-feira:

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CÂMBIO
O dólar tinha leve alta sobre o real nesta quinta-feira,
após dois dias seguidos de queda e em meio a alguma cautela
ainda com o cenário político, mesmo depois que o presidente
Michel Temer conseguiu sair vitorioso na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), mas com uma margem mais apertada,
na votação do relatório que barra a segunda denúncia contra ele.
"A votação (na CCJ) clareia o cenário para tirar a reforma
da Previdência da gaveta. O placar da votação mostra que ela tem
chance de ser aprovada, mas pode ser que haja mais alterações",
disse o operador de câmbio da corretora H.Commcor, Cleber
Alessie Machado.
Apesar da vitória de Temer na CCJ, uma nova crise foi aberta
na véspera pelo Palácio do Planalto com o presidente da Câmara
dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao divulgar que um
encontro dele fora da agenda com Temer teria sido para tratar do
rito da votação da segunda denúncia no plenário da Casa, na
próxima semana, sendo desmentido em seguida por uma nota de
Maia.
No exterior, o dólar recuava frente ao euro e a uma
cesta de moedas diante da demanda por "hedge" (seguro) de
investidores de títulos antes da reunião de política monetária
do Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana, embora a
incerteza política em torno da Catalunha limitasse os
movimentos.
Havia também incertezas sobre a escolha do próximo chair do
Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos. O mandato da
atual chair do Fed, Janet Yellen, termina em fevereiro de 2018 e
há receio de que seu sucessor seja mais conservador do que ela.

"O impacto dessa escolha sobre o dólar deve ficar mais forte
na próxima semana e pode ocorrer certa busca por ativos dos EUA,
como o dólar", disse Machado.

. Dólar/Real : +0,21%, a 3,1718 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,51%, a 1,1847 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,28%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista operava no vermelho
nesta quinta-feira, com o cenário externo menos favorável a
ativos de risco em sessão de pressão para ações ligadas a
commodities, como Vale e Petrobras
.
No exterior, além de queda nas commodities, a tensão entre
Catalunha e o governo central da Espanha também ajuda a diminuir
o apetite de investidores por ativos de maior risco.
O líder da Catalunha, Carles Puigdemont, ameaçou submeter
uma declaração formal de independência ao Parlamento regional,
levando o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, a anunciar
que reunirá seu conselho de ministros em sessão extraordinária
no sábado para iniciar os trâmites que levarão a uma intervenção
prevista na Constituição espanhola sobre a autonomia da região.

Localmente, o presidente Michel Temer obteve uma vitória na
noite passado, com a aprovação do parecer na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pela
rejeição da segunda denúncia contra o presidente. O parecer deve
ser analisado pelo plenário da Câmara na próxima semana.

"A expectativa é que, rejeitada a nova denúncia, as atenções
do Congresso se voltem às questões referentes ao ajuste fiscal,
ainda que a posição do governo para dar prosseguimento à agenda
de reformas pareça mais fragilizada", escreveram analistas da
corretora Coinvalores em nota a clientes.

– PETROBRAS PN caía 0,56 por cento e PETROBRAS ON
perdia 0,84 por cento, em linha com o movimento dos
preços do petróleo no mercado internacional. Também no radar
estava a decisão do governo de excluir as participações da
Petrobras na Braskem do Programa Nacional de Desestatização
(PND). Na visão de operadores, isso deve desburocratizar o
processo de venda da fatia da Petrobras na empresa. Os papéis da
BRASKEM recuavam 0,4 por cento.

– VALE ON perdia 0,9 por cento, após queda de
mais de 3 por cento nos contratos futuros do minério de ferro na
China e com a percepção inicial de que os números sobre a
produção do terceiro trimestre não surpreenderam. No período, a
mineradora produziu um volume recorde de minério de ferro, de
95,1 milhões de toneladas, alta de 3,3 por cento ante o mesmo
período do ano passado. Para os analistas do BTG Pactual, que
mantiveram recomendação neutra para os papéis da mineradora, os
números vieram em linha com o esperado e não trouxeram mudança
para o guidance da produção.

– CYRELA ON perdia 2,9 por cento, após divulgar
os dados preliminares do terceiro trimestre que, segundo
analistas da Citi Corretora, foram mistos. As vendas contratadas
líquidas da empresa isoladamente subiram 32,9 por cento ante
igual período do ano passado, para 554 milhões de reais. No
entanto, a equipe do Citi destaca que o ganho veio
principalmente por um aumento nas vendas de lançamentos,
enquanto as vendas de estoques diminuíram.

– BRADESCO PN recuava 1,19 por cento e ITAÚ
UNIBANCO PN caía 1,37 por cento, ajudando a
pressionar o Ibovespa devido ao peso desses papéis em sua
composição.

. Ibovespa : -1,24%, a 75.639 pontos;
. Volume financeiro: R$2,29 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -1,1%, a
23.510 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os mercados acionários norte-americanos recuavam nesta
quinta-feira e afastavam-se das máximas recordes em meio a uma
queda generalizada liderada pelas ações do setor de tecnologia e
por resultados trimestrais decepcionantes de grandes empresas.
A Apple caía 2,5 por cento com preocupações
crescentes sobre a demanda fraca dos novos iPhones.
A Amazon , o Facebook , a Alphabet e
a Netflix também recuavam.
"As pessoas acham que outubro é um momento assustador e que
devem realizar lucros, talvez seja isso que está acontecendo com
as ações de tecnologia", disse o analista de pesquisa de ações
da Fort Pitt Capital Group Kim Forrest.
O setor de tecnologia tem tido um forte avanço
neste ano, acumulando alta de mais de 30 por cento e
impulsionando os três principais índices para novas máximas.
A queda acontece após o Dow Jones ter fechado acima da marca
de 23 mil pontos pela primeira vez na quarta-feira.
Nove dos 11 principais índices do S&P recuavam, com as única
altas sendo nos setores de serviços públicos defensivos
e de telecomunicações .

. Dow Jones : -0,34%, a 23.077 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,355684%, a 2.552 pontos;
. Nasdaq : -0,72%, a 6.576 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,72 por
cento, a 1.528 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,32
por cento, a 7.518 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,58 por cento, a
12.968 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,46 por cento, a
5.359 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
1,13 por cento, a 22.102 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,80
por cento, a 10.191 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,25 por
cento, a 5.447 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros tinham leves quedas
nesta quinta-feira, com os investidores ainda cautelosos diante
da cena política interna e a poucos dias de o Banco Central
tomar mais uma decisão sobre a Selic.
"A curva de juros, pelo menos na parte mais curta, já está
dada", afirmou o profissional da mesa da corretora Ativa,
Arlindo Sá, referindo-se às apostas sobre o futuro da Selic.
No próximo dia 25, o Comitê de Política Monetária (Copom) do
BC divulga a nova taxa básica de juros, com apostas amplamente
majoritárias de que ela será reduzida em 0,75 ponto percentual,
com o restante vendo corte de 0,50 ponto percentual, segundo
dados da Reuters.
O ciclo de corte total da Selic daqui para a frente estava
em cerca de 1,30 ponto percentual, segundo operadores.
Atualmente, a taxa está em 8,25 por cento, após dois cortes de
0,25 ponto, dois de 0,75 ponto e quatro de 1 ponto, em meio ao
cenário de inflação bastante controlada.
Mas já havia casas que veem chances de o BC ir mais além e
levar a Selic abaixo de 7 por cento neste ciclo de redução. Por
isso o comunicado das decisões ganha cada vez mais importância.
A cena política também continuava no radar dos investidores.
Na noite passada, o presidente Michel Temer conseguiu sair
vitorioso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ainda que
com uma margem mais apertada, na votação do relatório que barra
a segunda denúncia contra ele.
A cautela, no entanto, imperava no mercado diante da nova
crise aberta pelo Palácio do Planalto com o presidente da Câmara
dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao divulgar que um
encontro dele fora da agenda com Temer teria sido para tratar do
rito da votação da segunda denúncia no plenário da Casa, na
próxima semana, sendo desmentido em seguida por uma nota de
Maia.
O temor é de que todo esse processo de defesa de Temer afete
ainda mais o andamento de importantes pautas econômicas no
Congresso Nacional, em especial a reforma da Previdência.
Permanecia no radar ainda as especulações de que o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode escolher um
chair mais "hawkish" para o Federal Reserve, banco central
norte-americano, quando terminar o mandato de Janet Yellen no
início de 2018.

mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
NOV7 7,825 7,847 -0,022
JAN8 7,32 7,343 -0,023
JAN9 7,23 7,26 -0,03
JAN21 8,85 8,91 -0,06
JAN23 9,54 9,6 -0,06

DÍVIDA
Os rendimentos dos Treasuries operavam perto das mínimas da
sessão nesta quinta-feira, mesmo com os pedidos de
auxílio-desemprego nos Estados Unidos registrando o menor nível
em mais de 44 anos.
A queda também acontecia mesmo diante da inesperada alta da
atividade empresarial no Meio-Atlântico dos EUA para o patamar
mais alto desde maio, de acordo com dado do Federal Reserve da
Filadélfia.

. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,3016%, ante 2,339% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em queda a 4,2576%,
ante 4,282% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo recuavam nesta quinta-feira, mas
mantinham a maior parte das altas recentes, apoiados pelos
cortes na oferta pela Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (Opep), pela tensão no Oriente Médio e pela menor
produção dos Estados Unidos.
Analistas disseram que alguns investidores estavam
realizando lucros após duas semanas de avanço dos preços, mas
que o impulso de alta permanece forte.
"O mercado de petróleo está se apertando gradualmente",
disse o analista da corretora PVM Oil Associates, Tamas Varga.
"A Opep deve prolongar suas restrições à produção por mais nove
meses, há oferta em risco no Oriente Médio e os estoques nos EUA
estão caindo", adicionou.
A Administração de Informação de Energia dos EUA informou na
quarta-feira que os estoques de petróleo do país caíram em 5,7
milhões de barris na semana encerrada em 13 de outubro, para
456,49 milhões de barris.
A produção dos EUA caiu 11 por cento ante a semana anterior,
para 8,4 milhões de barris por dia (bpd), a mínima desde junho
de 2014, com o fechamento de unidades de produção devido a um
furacão.
A instabilidade no Oriente Médio também eleva os riscos de
abastecimento.

. Nymex – NOV/17 : -0,86%, a 51,59 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent DEZ/17 : -1,03%, a 57,55
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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