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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

SÃO PAULO, 10 Nov (Reuters) – O dólar subia ante o real
nesta sexta-feira, com os investidores cautelosos com as
negociações políticas do governo do presidente Michel Temer para
tentar votar a reforma da Previdência após os conflitos internos
no PSDB, legenda que faz parte da base de apoio.
O Ibovespa recuava pelo segundo pregão seguido, com o tom de
cautela predominando diante de receios em relação ao trâmite da
reforma da Previdência e ainda de olho na divulgação de
balanços. Já as taxas dos contratos futuros de juros recuavam,
após o IPCA de outubro vir ligeiramente abaixo das expectativas,
e com os investidores ainda de olho no cenário político.
A agência de classificação de risco Fitch manteve nesta
sexta-feira o rating soberano do Brasil em BB e a perspectiva
negativa, diante das incertezas sobre a recuperação econômica e
"fraqueza estrutural" das finanças públicas, além da
instabilidade política e dúvidas sobre o avanço de questões no
legislativo.
Em Wall Street, os principais índices acionários recuavam,
pressionados por sinais de adiamento nos cortes de impostos
corporativos até 2019, o que pode estagnar o rali do mercado.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 14h desta sexta-feira:

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

CÂMBIO
O dólar subia ante o real nesta sexta-feira, com os
investidores cautelosos com as negociações políticas do governo
do presidente Michel Temer para tentar votar a reforma da
Previdência após os conflitos internos no PSDB, legenda que faz
parte da base de apoio.
"Esse racha do PSDB prejudica a situação (para a votação da
reforma da Previdência)", afirmou o analista-chefe da corretora
Rico, Roberto Indech.
Na véspera, o presidente licenciado do PSDB, senador Aécio
Neves (MG), retirou o também senador Tasso Jereissati (CE) do
comando interino da legenda. O movimento se deu num momento de
racha interno do PSDB, onde uma parcela dos tucanos, entre eles
Tasso, defende o desembarque do partido do governo federal,
enquanto uma outra, que tem Aécio entre seus expoentes, defende
a permanência.
Nos últimos dias, o governo concentrou esforços para
conseguir tirar do papel ainda este ano a reforma da Previdência
e já se conformou com um texto mais enxuto. Depois de Temer
sinalizar no começo da semana que poderia desistir da reforma, a
força-tarefa do governo que se seguiu voltou a trazer o
benefício da dúvida aos mercados financeiros, mas sempre com
bastante cautela.
Em meio a esse ambiente doméstico, no exterior cresceram as
preocupações com a reforma tributária do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump. Na véspera, os republicanos do Senado
apresentaram um plano tributário diferente da versão dos
deputados em vários tópicos importantes, incluindo a maneira
como tratam a taxa corporativa, a dedução para Estados e as
taxas locais, além das estatais.
O dólar registrava leve oscilação ante uma cesta de moedas
, mas subia frente a divisas de países emergentes como os
pesos chileno e mexicano .

. Dólar/Real : +0,32%, a 3,2706 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,1%, a 1,1652 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,03%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista recuava pelo segundo
pregão seguido nesta sexta-feira, com o tom de cautela
predominando diante de receios em relação ao trâmite da reforma
da Previdência e ainda de olho na divulgação de balanços.
Embora a possibilidade de votar um texto da reforma da
Previdência ainda este ano tenha voltado à tona, ainda há
receios sobre a habilidade do governo em articular a maioria
necessária para aprovar a medida e sobre o teor da versão que
conseguiria passar no Congresso.
"A reforma da Previdência agora pode ser votada ainda em
2017, mas não se tem muita ideia do que pode ser discutido e
aprovado", disse o economista-chefe da corretora Modalmais,
Alvaro Bandeira, em nota a clientes.
Ainda ajudando o tom de cautela com a cena política, o
presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), retirou
na véspera o senador Tasso Jereissati (CE) do comando interino
do partido, em movimento que acontece num momento de racha
interno do PSDB. Parte dos tucanos, entre eles Tasso, é
favorável ao desembarque do partido do governo federal, enquanto
outra parcela, incluindo Aécio, defende a permanência.

Além das incertezas com o cenário interno, o exterior também
se soma à cautela, conforme aumentam os receios em relação ao
andamento da reforma tributária nos Estados Unidos, o que
pressionou o mercado acionário em Wall Street na véspera e segue
no radar.

– BRF ON recuava 4 por cento, anulando os ganhos
iniciais, quando chegou a subir 1,74 por cento na máxima, tendo
como pano de fundo o resultado do terceiro trimestre que mostrou
lucro abaixo do esperado. A empresa de alimentos reportou lucro
líquido de 138 milhões de reais no terceiro trimestre, abaixo da
estimativa de consenso da Thomson Reuters de 178 milhões de
reais.

– CEMIG PN tinha queda de 2,9 por cento. Como
pano de fundo estava o anúncio da elétrica de programa para
quitação de 588 milhões de reais em ICMS, que impactará
negativamente o Ebitda e o lucro do terceiro trimestre em
aproximadamente 588 milhões e 388 milhões de reais,
respectivamente.

– CYRELA ON subia 1,7 por cento, revertendo as
perdas vistas mais cedo. Como pano de fundo estava o resultado
do terceiro trimestre que mostrou prejuízo de 6,8 milhões de
reais, afetado por uma queda forte nas receitas, apesar de
aumento nas vendas contratadas.

– ELETROBRAS ON caía 4,4 por cento e ELETROBRAS
PNB recuava 7,2 por cento, ampliando as perdas da
véspera após o BNDES divulgar as regras básicas para o leilão de
privatização de seis distribuidoras de eletricidade da estatal,
prevendo ajustes financeiros para acomodar uma dívida de quase
21 bilhões de reais.

– ECORODVIAS ON subia 2,4 por cento, após
reportar resultado do terceiro trimestre que mostrou crescimento
de 86 por cento no lucro líquido, para 125 milhões de reais. O
destaque do resultado, segundo analistas da Coinvalores, foi a
melhora da margem, em decorrência de evolução na receita, aliada
a um controle de despesas.

– PETROBRAS PN tinha baixa de 0,1 por cento e
PETROBRAS ON rondava a estabilidade, em sessão de
leves variações para os preços do petróleo no mercado
internacional.

– VALE ON subia 0,2 por cento, revertendo as
perdas vistas mais cedo, em dia de queda para os contratos
futuros do minério de ferro na China.
. Ibovespa : -0,99%, a 72.207 pontos;
. Volume financeiro: R$3,873 bi
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -1,8%, a
21.789 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
O mercado acionário norte-americano operava em baixa nesta
sexta-feira, pressionado por sinais de atraso nos cortes de
impostos corporativos até 2019, o que pode interromper o rali no
mercado.
Os republicanos do Senado dos Estados Unidos apresentaram um
plano tributário na quinta-feira diferente da versão da Câmara
dos Deputados em vários tópicos importantes, incluindo a maneira
como tratam a taxa corporativa, a dedução para Estados e as
taxas locais, além das estatais.
O S&P 500 subiu mais de 20 por cento desde a eleição
presidencial de 2016, alimentado pelas promessas de Donald
Trump.
Os três principais índices acionários dos Estados Unidos
caminhavam para terminar a semana em baixa, com o S&P e o Dow
podendo registrar perdas semanais depois de oito semanas
seguidas de ganhos.
"Se a versão do Senado for escolhida, uma correção do
mercado acontecerá e, à medida que a batalha pela reforma
tributária se intensificar, as ações devem sentir a
instabilidade do mercado", disse o economista chefe de mercado
do First Standard Financial Peter Cardillo.
. Dow Jones : -0,17%, a 23.420 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,21%, a 2.579 pontos;
. Nasdaq : -0,12%, a 6.742 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,35 por
cento, a 1.529 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,67
por cento, a 7.434 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,41 por cento, a
13.127 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,49 por cento, a
5.381 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
0,33 por cento, a 22.566 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,31
por cento, a 10.110 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,26 por
cento, a 5.308 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros mais curtos
registravam baixas nesta sexta-feira, após o IPCA de outubro vir
ligeiramente abaixo das expectativas, e com os investidores
ainda de olho no cenário político e esforços do governo para
tentar votar a reforma da Previdência.
"O mercado estava com prêmio e o indicador (IPCA) mais fraco
do que o esperado reduz a pressão para colocar prêmio na curva",
afirmou o estrategista de renda fixa da corretora Coinvalores,
Paulo Nepomuceno.
O IPCA de outubro subiu 0,42 por cento, abaixo da previsão
de alta de 0,47 por cento apurada em pesquisa Reuters. Em 12
meses, o indicador acumula alta de 2,70 por cento, ainda abaixo
do piso da meta de inflação, de 3 por cento, o que mantém o
caminho aberto para o Banco Central continuar cortando os juros
básicos.
A curva a termo precificava nesta sessão cerca de 85 por
cento de chances de redução de 0,50 ponto percentual da Selic em
dezembro, acima dos 75 por cento da véspera. O restante indicava
corte de 0,25 ponto, segundo dados da Reuters.
Os DIs mantinham ainda, segundo operadores, apostas
marginais de corte de 0,25 ponto percentual em fevereiro, na
primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC
em 2018.
Atualmente, a Selic está em 7,50 por cento ao ano, após dois
cortes de 0,25 ponto, seguidos de dois de 0,75 ponto, quatro de
1 ponto e mais um de 0,75 ponto.
Os investidores também seguiam monitorando as negociações do
governo com a base aliada para tentar fechar um acordo que
coloque em votação a reforma da Previdência. O racha no PSDB era
um dos pontos que acendia a luz amarela entre os investidores.
Na véspera, o presidente licenciado do PSDB, senador Aécio
Neves (MG), retirou o também senador Tasso Jereissati (CE) do
comando interino da legenda. O movimento se deu num momento de
racha interno do PSDB, onde uma parcela dos tucanos, entre eles
Tasso, defende o desembarque do partido do governo federal,
enquanto uma outra, que tem Aécio entre seus expoentes, defende
a permanência.
Para a Renascença Corretora, essa situação "deverá gerar
mais ruído político neste momento decisivo da reforma da
Previdência", destacou em relatório.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
APR8 6,965 6,995 -0,03
JAN8 7,183 7,189 -0,006
JAN9 7,26 7,28 -0,02
JAN21 9,3 9,27 0,03
JAN23 10,04 10,03 0,01

DÍVIDA
O rendimento dos Treasuries de 30 anos subiu
para perto das máximas da sessão com uma venda de papéis pelo
mercado, com operadores animados com o 'achatamento da curva' em
suas posições e reduzindo suas posições de longo prazo após os
leilões desta semana.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,3966%, ante 2,331% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em alta a 4,5018%,
ante 4,485% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo tinham leves variações nesta
sexta-feira, sustentados por contínuos cortes de oferta e pelas
expectativas de que o acordo de redução de produção será
ampliado no final do mês.
Os preços mais altos são resultado dos esforços liderados
pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e
pela Rússia para apertar o mercado através do corte de produção.
A forte demanda e a crescente tensão política dão suporte
adicional.
Há também expectativas no mercado de que na próxima reunião
da Opep, em 30 de novembro, será acordado o prolongamento dos
cortes para março de 2018.
Nesta sexta-feira, o jornal saudita Al Hayat citou que o
Ministro de Energia do reino, Suhail bin Mohammed al-Mazroui,
teria dito que os produtores de petróleo terão pouca dificuldade
em tomar uma decisão sobre a extensão do pacto.

. Nymex – DEZ/17 : +0,05%, a 57,2 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent JAN/17 : +0,23%, a 64,08
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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