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SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – O receio de que o governo não
conseguirá colocar a reforma da Previdência em votação na
próxima semana na Câmara dos Deputados pesava sobre os mercados
nesta quinta-feira, com o dólar em alta forte ante o real e o
Ibovespa em queda.
Já as taxas dos contratos futuros de juros de curto prazo
exibiam leves baixas, mantendo as apostas de que o Banco Central
reduzirá, ainda que de maneira menos intensa, a Selic no início
de 2018 depois de ter falado na véspera que adotará cautela na
política monetária daqui para frente.
Em Wall Street, ganhos em ações de empresas de tecnologia
ajudavam a segurar os ganhos do Nasdaq, enquanto o S&P 500 e o
Dow Jones tinham leves variações, pressionados por perdas em
ações de empresas de consumo.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12:50 desta quinta-feira:

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

CÂMBIO
O dólar operava com forte alta ante o real, anulando a queda
acumulada nos últimos quatro pregões e na casa dos 3,30 reais,
diante da cautela com as chances de o governo conseguir votar a
reforma da Previdência em breve devido à dificuldade de
conquistar apoio político suficiente.
"A situação volta a complicar… vamos ter que conviver com
mais uma sessão de informações desencontradas, o que agrega
volatilidade aos mercados", explicou o economista-chefe da
corretora Modalmais, Alvaro Bandeira.
Sem votos suficientes para colocar em votação a reforma da
Previdência neste ano na Câmara dos Deputados, o governo adiou
para esta quinta-feira a decisão de quando vai pautar a
matéria.
Essa posição foi tomada em jantar na noite passada promovido
pelo presidente Michel Temer no Palácio da Alvorada com a
presença de 19 ministros, 7 presidentes de partidos, 18
deputados, boa parte deles líderes de bancada, e o secretário de
Previdência Social, Marcelo Caetano.
"Se não houver uma definição sobre o tema ainda este ano,
com sua aprovação, o Brasil tende a ter sua nota de crédito
rebaixada por agências de classificação de risco, afetando
inclusive a política monetária do país", avaliou em nota o
operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello.
O Banco Central vendeu o total de até 14 mil swaps cambiais
tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para
rolagem do vencimento de janeiro. Até agora, rolou o equivalente
a 3,5 bilhões de dólares do total de 9,638 bilhões de dólares
que vencem no mês que vem.

. Dólar/Real : +2,33%, a 3,3053 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,03%, a 1,1791 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,07%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista tinha uma sessão
amplamente negativa nesta quinta-feira, com a cautela voltando
ao foco após o governo federal adiar decisão sobre a data para a
votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados,
diante da incerteza de possuir os votos necessários para
aprovação.
A correção vem após o Ibovespa fechar em alta de 1 por cento
na véspera, com a renovação dos ânimos sobre a reforma da
Previdência, depois que o PMDB fechou questão a favor da
reforma.
No entanto, os ânimos voltaram a esfriar diante das dúvidas
em relação à quantidade de votos em apoio à reforma, o que fez o
governo do presidente Michel Temer adiar para esta quinta-feira
uma decisão sobre se a nova versão da reforma da Previdência
será colocada em votação no plenário da Câmara na próxima
semana. A medida precisa de pelo menos 308 votos para passar na
Câmara.
"Ontem o PMDB e PTB anunciaram formalmente que seus membros
irão votar a favor da reforma e espera-se que entre hoje e
amanhã outros partidos anunciem seu apoio, mas a cada recontagem
de votos o governo acaba sabendo que o número de 308 votos ainda
está longe e isto gera apreensão em nosso mercado financeiro",
escreveram os analistas da corretora Magliano em nota a
clientes.

– PETROBRAS PN caía 1 por cento e PETROBRAS ON
perdia 0,2 por cento, cedendo ao mau humor no
mercado, apesar do tom mais positivo para os preços do petróleo
no mercado internacional.

– VALE ON tinha baixa de 1,3 por cento, em sessão
de perdas para os contratos futuros do minério de ferro na
China.

– ITAÚ UNIBANCO PN perdia 2,1 por cento e
BRADESCO PN caía 2,4 por cento, ajudando a pressionar
o índice devido ao peso dessas ações em sua composição.
SANTANDER UNIT e BANCO DO BRASIL ON
tinham quedas de 1,6 por cento e 3,7 por cento, respectivamente.

– NATURA ON tinha queda de 3,3 por cento. Apesar
do movimento negativo da sessão, em linha com o mau humor
predominante no mercado, o papel acumula ganhos superiores a 30
por cento no ano.

– JBS recuava 2 por cento em dia de apresentação
da companhia à investidores e analistas. No encontro, executivos
da companhia afirmaram que o grupo ainda avalia como prioridade
listagem de suas operações internacionais e que a unidade Seara
está aproveitando os sinais de recupeação na economia brasileira
para elevar o preço médio de seus produtos.

. Ibovespa : -1,81%, a 71.943 pontos;
. Volume financeiro: R$3,2 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -3,32%, a
21.213 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Ganhos em ações de empresas de tecnologia ajudavam a segurar
os ganhos do Nasdaq nesta quinta-feira, enquanto o S&P 500 e o
Dow Jones tinham leves variações, pressionados por perdas em
ações de empresas de consumo.

. Dow Jones : +0,17%, a 24.180 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,070742%, a 2.631 pontos;
. Nasdaq : +0,22%, a 6.791 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,10 por
cento, a 1.518 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,11
por cento, a 7.340 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,17 por cento, a
13.021 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 0,02 por cento, a
5.375 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,36 por cento, a 22.388 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,31
por cento, a 10.215 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,03 por
cento, a 5.382 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros de curto prazo
exibiam leves baixas nesta quinta-feira, mantendo as apostas de
que o Banco Central reduzirá, ainda que de maneira menos
intensa, a Selic no início de 2018 depois de ter falado em
cautela daqui para frente.
Os DIs mais longos, no entanto, tinham fortes altas, com os
investidores mais temerosos com as chances de o governo
conseguir votar a reforma da Previdência em breve, diante da
dificuldade de angariar apoio político suficiente.
"O ajuste ao Copom está limitado à ponta curta (dos DIs). No
longo, o mercado já está se precavendo de a Previdência não ser
votada neste ano", afirmou o estrategista-chefe da corretora
Coinvalores, Paulo Nepomuceno.
Na noite passada, o Comitê de Política Monetária (Copom)
cortou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 7 por
cento ao ano, movimento amplamente esperado pelo mercado e que
levou a Selic ao seu menor nível histórico, deixando a porta
aberta para nova redução adiante, mas ressalvando que encarará a
investida com "cautela".
Isso porque o BC deixou claro que os passos seguintes estão
mais sensíveis a eventuais mudanças no cenário de riscos o que,
para analistas, foi uma sinalização sobre como será o desfecho
da reforma da Previdência.
A curva a termo precificava nesta sessão cerca de 60 por
cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual da Selic no
encontro de fevereiro do Copom, com o restante sinalizando
manutenção, segundo operadores.
Este deve ser o último corte da Selic neste atual ciclo de
afrouxamento monetário, já que a curva embutia ainda apenas 12
por cento de chances de nova redução de 0,25 por cento em março.
Os DIs mais longos disparavam nesta sessão, com muitas
operações de "stop loss", ou seja, zeragem de posições para
limitar as perdas diante do cenário político.
Sem votos suficientes para colocar em votação a reforma da
Previdência neste ano na Câmara dos Deputados, o governo adiou
para esta quinta-feira a decisão de quando vai pautar a matéria.

Essa posição foi tomada em jantar na noite passada promovido
por Temer no Palácio da Alvorada com a presença de 19 ministros,
7 presidentes de partidos, 18 deputados, boa parte deles líderes
de bancada, e o secretário de Previdência Social, Marcelo
Caetano.
"O fluxo de notícias do jantar foi realmente decepcionante.
O governo não conseguiu entregar um bom número de votos e não
agendaram qualquer data para a votação (da reforma da
Previdência)", disse o estrategista da BGC Liquidez, Juliano
Ferreira, em comentário.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
JAN8 6,895 6,921 -0,026
APR8 6,81 6,82 -0,01
JAN9 7,07 7,04 0,03
JAN21 9,31 9,18 0,13
JAN23 10,2 10,04 0,16

DÍVIDA
Os rendimentos dos Treasuries tinham leves variações nesta
quinta-feira, enquanto investidores aguardavam o relatório sobre
o mercado de trabalho norte-americano, que será divulgado na
sexta-feira.

. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,3296%, ante 2,33% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em queda a 4,2873%,
ante 4,331% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo avançavam nesta quinta-feira em sinal
de que os investidores estão cautelosos em pressionar o mercado
em resposta a um aumento inesperado dos estoques de produtos
refinados nos Estados Unidos, o que levantou temores quanto à
perspectiva de demanda.
As reservas de gasolina dos EUA subiram 6,8
milhões de barris, para 220,9 milhões de barris, de acordo com o
relatório da Administração de Informações de Energia (EIA, na
sigla em inglês), muito acima das expectativas dos analistas de
uma alta de 1,7 milhão de barris.
Mas estoques de petróleo dos EUA caíram em 5,6 milhões de
barris na semana encerrada em 1° de dezembro, para 448,1 milhões
de barris , abaixo dos níveis sazonais em 2015 e
2016.

. Nymex – JAN/17 : +0,75%, a 56,38 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent FEV/18 : +0,95%, a 61,8
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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