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SÃO PAULO, 18 Jan (Reuters) – O dólar anulou a alta inicial
e passou a recuar ante o real, abandonando a tentativa de
correção após recuar na véspera em meio à fraqueza da moeda
norte-americana ante divisas de países emergentes no exterior.
O principal índice da bolsa paulista operava sem viés firme,
ensaiando algum ajuste após renovar recordes na véspera e fechar
acima dos 81 mil pontos, mas com o persistente fluxo estrangeiro
diante do viés mais favorável limitando o movimento. Já as taxas
da maioria dos contratos futuros de juros devolveram as altas do
início do pregão e passaram a exibir pequenas oscilações, com
investidores vendendo taxas após o término do leilão de títulos
do Tesouro Nacional.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 13:15 desta quinta-feira:

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CÂMBIO
O dólar anulou a alta inicial e recuava ante o real,
abandonando a tentativa de correção após recuar na véspera em
meio à fraqueza da moeda norte-americana ante divisas de países
emergentes no exterior.
O dólar caiu 0,37 por cento na véspera e encerrou a 3,2170
reais, acumulando recuo de 2,94 por cento ante o real no ano.
Esse nível de preço chegou a atrair compradores e deu alguma
sustentação à moeda, mas o movimento de alta não se sustentou.
"Os dados da China fortalecem o apetite por risco", disse o
operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado,
avaliando que a correção vista mais cedo seria tímida.
A economia da China cresceu 6,8 por cento no quarto
trimestre sobre o ano anterior, acima da expectativa de 6,7 por
cento. Em 2017, o crescimento foi de 6,9 por cento sobre 2016, a
primeira aceleração anual da economia desde 2010.
Esses números fortes da China ajudavam na valorização das
moedas de países emergentes e ligados às commodities, e assim o
dólar cedia ante os pesos chilenos , mexicano e o
rand sul-africano . Contra uma cesta de moedas ele
operava com tímida alta.
Como pano de fundo, o mercado monitorava o noticiário em
torno da reforma da Previdência, além do desfecho do julgamento
em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
na próxima semana.
"Acho que enquanto ele ainda não estiver fora do jogo
eleitoral é mais difícil para os investidores comprarem mais
Brasil", avaliou Machado, acrescentando que as incertezas
decorrentes desse processo podem levar o dólar a oscilar
novamente até os 3,30 reais.
O julgamento de Lula está marcado para o dia 24 de janeiro,
enquanto a votação em primeiro turno da reforma a Previdência
está prevista para 19 de fevereiro.

. Dólar/Real : -0,29%, a 3,2079 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,57%, a 1,2253 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,06%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista operava sem viés firme
nesta quinta-feira, ensaiando algum ajuste após renovar recordes
na véspera e fechar acima dos 81 mil pontos, mas com o
persistente fluxo estrangeiro diante do viés mais favorável
limitando o movimento.
No ano até o dia 15, o saldo de investimento estrangeiro na
B3 acumula entrada líquida superior a 4 bilhões de reais,
movimento que tem ajudado a levar o Ibovespa a máximas recordes.

"A forte entrada de recursos de investidores estrangeiros
continua gerando o movimento, sendo que o volume financeiro
médio desde o começo do ano tem girado numa faixa superior a 8
bilhões de reais, o que não é nada mal", escreveram os analistas
da corretora Magliano, em nota a clientes.
Ajudando a manter esse fluxo está a perspectiva de
recuperação econômica no Brasil, aliada a uma ampla liquidez
externa e uma visão também favorável para a economia mundial.
Nesta sessão, dados da China ajudam a corroborar a visão
favorável para o exterior. A economia do país asiático cresceu
6,8 por cento no quarto trimestre, um pouco acima do esperado em
pesquisa Reuters, de 6,7 por cento.

– FIBRIA ON tinha alta de 3,3 por cento e
liderava as altas do Ibovespa, após anunciar aumento no preço de
celulose para Europa, América do Norte e Ásia a partir de 1º de
fevereiro. SUZANO PAPEL E CELULOSE ON ganhava 3,2 por
cento e KLABIN UNIT subia 1,6 por cento, tendo ainda
no radar os comentários da equipe do Bradesco BBI afirmarem que
o setor de papel e celulose ainda tem potencial de ganhos, com a
manutenção de preços elevados de celulose e taxa de câmbio
favorável.

– PETROBRAS PN recuava 0,05 por cento e PETROBRAS
ON tinha alta de 0,2 por cento, após os papéis
fecharem na véspera no maior patamar desde outubro de 2014
diante do noticiário recente envolvendo a empresa, como o avanço
rumo à definição sobre a revisão do contrato de cessão onerosa,
após o governo ter criado uma comissão interministerial que tem
prazo de 60 dias para negociar os termos com a estatal. Nesta
sessão, a petroleira informou que aprovou uma revisão de sua
política para os preços do GLP residencial para aliviar repasses
ao consumidor.

– BRF ON caía 2,3 por cento, entre as maiores
quedas do Ibovespa, engatando o segundo pregão seguido em
território negativo. No ano, no entanto, papel acumula alta de 7
por cento.

. Ibovespa : +0,03%, a 81.212 pontos;
. Volume financeiro: R$3,4 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +0,49%, a
24.820 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Em Wall Street, os principais índices recuavam nesta
quinta-feira, com as perdas nas ações de saúde e energia
interrompendo a alta que levou o Dow a ganhar mil pontos da
maneira mais rápida na história.

. Dow Jones : -0,25%, a 26.049 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,13%, a 2.799 pontos;
. Nasdaq : -0,15%, a 7.287 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,04 por
cento, a 1.564 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,44
por cento, a 7.691 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,37 por cento, a
13.232 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,20 por cento, a
5.482 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,19 por cento, a 23.558 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,40
por cento, a 10.432 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,78 por
cento, a 5.662 pontos.

JUROS
As taxas da maioria dos contratos futuros de juros
devolveram as altas do início do pregão e passaram a exibir
pequenas oscilações, com investidores vendendo taxas após o
término do leilão de títulos do Tesouro Nacional.
"O dólar também firmou queda ante o real e favorecia a
devolução da alta", disse um operador de renda fixa de uma
corretora local. O dólar não conseguiu manter a leve correção da
abertura e passou a cair ante o real, em sintonia com a
trajetória da moeda norte-americana ante divisas de emergentes
no exterior. A moeda já estava na casa de 3,20 reais.
O Tesouro Nacional vendeu integralmente as ofertas de Letras
do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LTN) e
Notas do Tesouro Nacional – série F (NTN-F), e os investidores
que não levaram papéis desmontaram a posição defensiva em DIs,
vendendo taxas, apostando em queda dos juros.
Mas cedo, os contratos futuros de juros subiam influenciadas
pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) e pelo avanço dos
rendimentos dos Treasuries no exterior.
"O índice (IGP-M) mais salgado reforça a leitura de
resistência da desinflação", destacou o chefe da mesa de renda
fixa de uma corretora local.
O IGP-M registrou alta de 0,82 por cento na segunda prévia
de janeiro, mostrando maior pressão dos preços no varejo uma vez
que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta a
0,43 por cento, de 0,31 por cento na segunda leitura de
dezembro.
A alta do indicador, entretanto, não mudou a percepção dos
investidores de que o Banco Central promoverá um novo corte de
juros em seu encontro de fevereiro.
A curva de juros mantinha apostas amplamente majoritárias de
corte de 0,25 ponto percentual da Selic em fevereiro, com o
restante vendo manutenção da taxa, segundo dados da Reuters.

Para março, as apostas de nova redução de 0,25 ponto
indicavam 24 por cento de chances, segundo operadores, igual à
véspera. Hoje, a Selic está em 7 por cento, mínima histórica.
No exterior, o rendimento dos Treasuries sobe sob influência
dos dados mais robustos da economia chinesa e serviam de
influência à curva de juros local.
A China cresceu 6,8 por cento no quarto trimestre de 2017
ante igual período de 2016, acima das expectativas de analistas
de 6,7 por cento. Em todo o ano passado, a alta foi de 6,9 por
cento ante 2016, a primeira aceleração anual da economia desde
2010.
O retorno do Treasury de dois anos atingiu a
máxima desde 2008 nesta manhã, a 2,06 por cento.
Como pano de fundo, o mercado seguia monitorando o
noticiário político, em busca de novidades sobre as negociações
do governo para garantir apoio para a reforma da Previdência,
cuja votação está prevista para 19 de fevereiro.
O leilão de títulos do Tesouro Nacional nesta quinta-feira
também foi citado por operadores como motivo de pressão para a
alta dos DIs nesta manhã, bem como a leve alta do dólar ante o
real.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
APR8 6,749 6,755 -0,006
JAN9 6,915 6,905 0,01
JAN0 8,07 8,06 0,01
JAN21 8,91 8,91 0
JAN23 9,65 9,68 -0,03

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,6016%, ante 2,578% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em alta a 4,2939%,
ante 4,261% no dia anterior.

PETRÓLEO
O petróleo tipo Brent caía para perto de 68 dólares o barril
nesta quinta-feira, pressionado pela alta nos estoques nos
Estados Unidos e expectativas de que os esforços liderados pela
Opep para aumentar os preços com cortes de produção aumente a
oferta dos EUA e outros rivais.
. Nymex – FEV/17 : -0,41%, a 63,71 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent MAR/18 : -0,66%, a 68,92
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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