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SÃO PAULO, 1 Dez (Reuters) – O dólar recuava ante o real
nesta sexta-feira, após ter subido no 1 por cento por dois
pregões seguidos em meio a preocupações com a capacidade do
governo do presidente Michel Temer de conseguir apoio político
para tirar a reforma da Previdência do papel.
O Ibovespa tinha leve alta, com as quedas recentes abrindo
algum espaço para oportunidades de compra, enquanto persistia a
cautela diante das negociações sobre a reforma da Previdência.
Já as taxas dos contratos futuros de juros registravam leves
oscilações nesta sexta-feira, com o mercado em compasso de
espera diante da política.
Em Wall Street, os índices S&P 500 e Dow Jones abriram com
leves variações, após um dia de recordes, em meio a preocupações
sobre a aprovação de um projeto fiscal conforme os congressistas
debatem sobre o impacto da lei no déficit do país.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 13h15 desta sexta-feira:

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CÂMBIO
O dólar recuava ante o real nesta sexta-feira, após subir
forte por dois pregões seguidos em meio a preocupações maiores
com a capacidade do governo do presidente Michel Temer de
conseguir apoio político para tirar a reforma da Previdência do
papel.
A volta do Banco Central ao mercado de câmbio também ajudava
na trajetória da moeda norte-americana nesta sessão.
"O dólar… pode ir acima de 3,30 reais se a reforma for
adiada ou o governo jogar a toalha", afirmou a diretora de
câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares.
O noticiário ficou mais negativo nesta semana, diante da
dificuldade do governo de conseguir o apoio necessário para
colocar em votação o texto da reforma em breve. Não por menos, o
dólar saltou do patamar de 3,20 reais para 3,27 reais nos
últimos dias.
Na véspera, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), disse que ainda faltavam muitos votos para
atingir os 308 necessários para passar a Proposta de Emenda
Constitucional (PEC) na Casa.
No sábado, Temer vai se reunir com o governador de São Paulo
e provável futuro presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, para
tratar do apoio dos tucanos à matéria. No dia seguinte, o
presidente será o principal convidado de um jantar, a ser
promovido por Maia com líderes e presidentes de partidos em
busca de apoios.
O movimento de queda do dólar também vinha pela atuação do
BC, que retomou os leilões de swap cambial –equivalentes à
venda futura de dólares. Nesta manhã, vendeu toda a oferta
integral de até 14 mil contratos (ou 700 milhões de dólares) e,
se mantiver esse ritmo, conseguirá rolar todo o vencimento de
janeiro, que soma 9,638 bilhões de dólares.
O BC não atuou no mercado nos dois últimos meses porque não
havia vencimentos de swap. Em setembro, quando fez a última
atuação, o BC rolou apenas 6 bilhões de dólares do total de
9,975 bilhões de dólares vencendo no mês seguinte.
"O fato de o BC voltar ao mercado rolando swap ajuda a
suavizar a cotação. Há atuação dos exportadores desovando suas
operações", afirmou o operador da Advanced Corretora Alessandro
Faganello.
. Dólar/Real : -0,3%, a 3,2622 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,39%, a 1,1856 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,18%

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista subia nesta
sexta-feira, com as quedas recentes abrindo algum espaço para
oportunidades de compra, enquanto persistia a cautela diante das
negociações sobre a reforma da Previdência.
O noticiário sobre as articulações do governo que busca
apoio para aprovar a reforma previdenciária tem dominado o
movimento dos mercados nos últimos dias, especialmente com o
calendário cada vez mais apertado para colocar a medida em pauta
ainda este ano e antes de começar o processo eleitoral de 2018.
"Como esta aprovação é fundamental para traçar cenários
econômicos para o próximo ano, que tem ainda os efeitos incertos
da eleição, fica totalmente turva a visão para economistas,
investidores locais e estrangeiros", escreveram analistas da
corretora Magliano, em nota a clientes.
Em meio às negociações que acontecem em Brasília, o mercado
aguarda o desfecho de um encontro entre o presidente Michel
Temer e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no fim de
semana, à espera por um acordo que sele o apoio do PSDB à
reforma.
Nesta manhã, o IBGE divulgou os números do Produto Interno
Bruto do terceiro trimestre, que mostraram crescimento de 0,1
por cento ante o segundo trimestre, o terceiro período seguido a
mostrar alguma expansão, embora tenha vindo abaixo da estimativa
de analistas ouvidos pela Reuters, que esperavam alta de 0,3 por
cento.

– PETROBRAS PN subia 1,6 por cento e PETROBRAS ON
tinha alta de 1,4 por cento, em linha com o movimento
dos preços do petróleo no mercado internacional.

– FIBRIA ON tinha leve alta de 0,2 por cento e
SUZANO PAPEL E CELULOSE ON subia 0,7 por cento,
revertendo as perdas vistas mais cedo após o Credit Suisse
cortar a recomendação das ações das duas empresas para "neutra",
ante "outperform". No caso da Fibria, o preço-alvo para as ações
foi cortado para 48 reais, ante 60 reais, enquanto o novo
preço-alvo para os papéis da Suzano foi reduzido a 20 reais,
ante 24 reais.

– ELETROBRAS ON subia 0,4 por cento e ELETROBRAS
PNB tinha alta de 0,6 por cento. Os papéis da empresa
seguem mostrando volatilidade em meio à espera pelo processo de
privatização da elétrica. Esta semana, a empresa informou que o
Ministério de Minas e Energia propôs que a Eletrobras seja
privatizada por meio de uma operação de aumento de capital, que
poderá ser seguida por uma oferta secundária de ações
pertencentes à União.

– VALE ON subia 0,5 por cento, em sessão positiva
para os contratos futuros do minério de ferro na China, ajudando
a aliviar a pressão sobre o índice devido ao peso em sua
composição.

. Ibovespa : +0,4%, a 72.256 pontos;
. Volume financeiro: R$2,8 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +1,29%, a
21.551 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Em Wall Street, os índices S&P 500 e Dow Jones abriram com
leves variações nesta sessão, após um dia de recordes, em meio a
preocupações sobre a aprovação de um projeto fiscal conforme os
congressistas debatem sobre o impacto da lei no déficit do país.
. Dow Jones : 0%, a 24.272 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,077429%, a 2.649 pontos;
. Nasdaq : -0,08%, a 6.868 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha alta de 0,20 por
cento, a 1.522 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,25
por cento, a 7.345 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,06 por cento, a
13.016 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 0,09 por cento, a
5.377 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
0,06 por cento, a 22.355 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,44
por cento, a 10.165 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,41 por
cento, a 5.385 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros registravam leves
oscilações nesta sexta-feira, com o mercado em compasso de
espera pelos próximos passos do governo no fim de semana para
conquistar o apoio necessário para votar a reforma da
Previdência.
"O mercado se movimentou com o cenário mais pessimista (para
a Previdência)…o tempo está apertado e, ao mesmo tempo, ele é
curto para fechar uma matéria como essa", explicou a gestora de
renda fixa da gestora Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia
Pereira.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
disse na quinta-feira que a proposta de reforma da Previdência
está "muito longe" dos 308 votos necessários para ser aprovada
na Casa, e que não tem como definir uma data para votar a
matéria.
Diante desse imbróglio, o presidente Michel Temer deve
passar por uma maratona de reuniões nos próximos dias para
garantir o apoio que ainda falta, entre eles o do PSDB, com quem
terá tratativas no sábado, com o governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin.
Na véspera, com o clima já bem mais pessimista diante da
dificuldade do governo para votar a reforma da Previdência neste
ano, o DI com vencimento em 2021 , um dos mais
líquidos, avançou 0,24 ponto percentual ante quarta-feira, para
9,33 por cento. Nesta sessão, passa por uma suave correção.
O trecho mais curto da curva a termo exibia quedas tímidas
nesta sessão, sem novidades que justificassem a mudança das
apostas para os próximos passos do Banco Central.
A alta de 0,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no
terceiro trimestre sobre os três meses anteriores chegou a
influenciar uma queda maior nos primeiros negócios da sessão,
mas o efeito acabou se dissipando.
Os contratos de juros precificavam nesta sessão 98 por cento
de chances de redução de 0,50 ponto percentual da Selic na
reunião da semana que vem do BC, ante cerca de 95 por cento na
véspera, com o restante indicando corte de 0,25 ponto, segundo
dados da Reuters.
Para 2018, as apostas de redução de 0,25 ponto percentual em
fevereiro, na primeira reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom) do ano, estavam em 60 por cento, contra perto de 70 por
cento na véspera, segundo operadores. O restante indicava
manutenção da Selic.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 7,50 por cento ao
ano, muito próximo da mínima histórica de 7,25 por cento.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
APR8 6,855 6,87 -0,015
JAN8 7,003 7,018 -0,015
JAN9 7,09 7,11 -0,02
JAN21 9,33 9,38 -0,05
JAN23 10,21 10,28 -0,07

DÍVIDA
Os rendimentos dos Treasuries mais longos dos Estados Unidos
caíam nesta sexta-feira, com o mercado vendo probabilidade menor
de o corte de impostos passar pelo Senado do país.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,4062%, ante 2,415% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em alta a 4,4082%,
ante 4,4% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo avançavam nesta sexta-feira, um dia
depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e
outros grandes produtores concordarem em estender os cortes de
produção até o final de 2018, com o objetivo de enfrentar o
excesso de oferta global e impulsionar os preços.
A Opep e alguns produtores não membros liderados pela Rússia
concordaram na quinta-feira em manter os limites atuais de
produção até o final do próximo ano, embora tenham sinalizado um
possível encerramento do acordo caso o mercado superaqueça e os
preços subam muito.
A decisão da Opep de estender os cortes de produção foi
amplamente precificada pelo mercado, disseram analistas.
Os operadores impulsionaram os preços em novembro em
antecipação à decisão, levando o Brent a acumular uma alta de
cerca de 3,6 por cento e os contratos dos EUA, ganhos de 5,6 por
cento.
. Nymex – JAN/17 : +2,18%, a 58,65 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent FEV/17 : +2,2%, a 64,01
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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