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Por Claudia Violante e Paula Arend Laier
SÃO PAULO, Jun 12 (Reuters) – A atuação discricionária do
Banco Central no mercado cambial contribuía para o dólar se
manter contido e rondar o patamar de 3,70 reais nesta
terça-feira, embora a cautela com o desfecho do encontro de
política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira,
segurassem o movimento.
Os contratos futuros de juros também sentiam a influência da
atuação conjunta do BC e do Tesouro Nacional, com leves
variações. Já a Bovespa, após cinco quedas, tentava engatar
recuperação e já subia mais de 1 por cento.
Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12h05 desta terça-feira:

CÂMBIO
O dólar recuava nesta terça-feira e rondava o patamar de
3,70 reais, com o mercado bastante atento à atuação do Banco
Central no mercado de câmbio e antes do término da reunião do
Federal Reserve, banco central norte-americano, no dia seguinte,
o que trazia alguma cautela.
Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,6895 reais
e, na máxima, a 3,7303 reais. O dólar futuro tinha alta
de cerca de 0,05 por cento.
"No geral, esses números estão alinhados com as expectativas
e, como tal, não devem movimentar muito os mercados hoje ou
mudar o debate para os formuladores de políticas antes da
reunião do Fed amanhã", afirmou o analista da gestora CIBC
Andrew Grantham.
Ele referia-se ao índice de preços ao consumidor dos Estados
Unidos de maio divulgado nesta manhã, com alta de 0,2 por cento,
dentro do esperado.
O Fed acompanha uma medida de inflação diferente, que está
um pouco abaixo da meta de 2 por cento. A autoridade deverá
aumentar a taxa de juros pela segunda vez este ano na
quarta-feira.
Os economistas estavam divididos sobre se sinalizará mais um
ou dois aumentos dos juros em seu comunicado. Taxas elevadas têm
potencial de atrair aos Estados Unidos recursos aplicados em
outras praças financeiras, como a brasileira.
Assim, o dólar registrava leve alta ante uma cesta de moedas
, e subia ante a maioria das divisas de países emergentes.
O recuo doméstico da moeda norte-americana ante o real tinha
influência da ação discricionária do BC, que prometeu na semana
passada injetar 20 bilhões de dólares adicionais em novos
contratos swaps cambiais até a próxima sexta-feira para dar
liquidez ao mercado e ajudar a conter a volatilidade.
"O mercado ainda está cauteloso em função da reunião do Fed
e questões internas, mas ele se mantém amortecido com o BC
agindo", afirmou o operador de câmbio da corretora Spinelli José
Carlos Amado.
Nesta sessão, o BC anunciou e realizou leilão de até 30 mil
novos contratos de swap cambial tradicional, vendidos
integralmente, colocando neste mês, até o momento, 14,616
bilhões de dólares em novos swaps.
O BC também vendeu a oferta integral de até 8.800 swaps
cambiais tradicionais para rolagem, já somando 3,520 bilhões de
dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho.
Se mantiver esse volume até o final do mês, fará rolagem
integral.
Os investidores também seguiam preocupados com a questão
eleitoral e a falta de tração dos candidatos que consideram mais
comprometidos com o ajuste fiscal nas pesquisas de intenção de
voto.
. Dólar/Real : -0,27%, a 3,7166 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,01%, a 1,1781 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,06%

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BOVESPA
A bolsa paulista ensaiava recuperação nesta terça-feira,
após cinco pregões seguidos de queda, em sessão de noticiário
fraco e quadro externo misto, enquanto permaneçam preocupações
com o cenário político-eleitoral e com a fraqueza da economia no
Brasil.
A trégua vem após o Ibovespa recuar 8 por cento nos últimos
cinco pregões.
Na visão do analista Régis Chinchila, da Terra
Investimentos, o clima ainda é de cautela no mercado, com os
negócios afetados pelos cortes das expectativas de crescimento
da economia em 2018 e forte ruído político, sem um candidato
pró-reformas e agenda do mercado
"…além, é claro, de uma ausência de gatilhos para uma
recuperação dos compradores e um movimento de alta", destacou.
Agentes financeiros também estão na expectativa do resultado
da reunião de política monetária do banco central dos Estados
Unidos, que será conhecido na quarta-feira.
Com a alta de juros pelo Federal Reserve dada como certa
nesta semana, os investidores estão focados em como Comitê
Federal de Mercado Aberto (Fomc) vai caracterizar sua política
monetária uma vez que os custos de empréstimo retornam a níveis
mais normais em meio à expansão econômica.

– VIA VAREJO ganhava 6,2 por cento, com o setor
de varejo com forte presença no comércio eletrônico novamente na
ponta positiva do Ibovespa, com investidores de olho em
possíveis efeitos positivos da Copa do Mundo. MAGAZINE LUIZA
subia 4,3 por cento.

– BANCO DO BRASIL avançava 4,3 por cento,
destaque positivo no setor bancário no Ibovespa, ajudado por
comentário de analistas do Credit Suisse que colocaram os papéis
do banco estatal entre seus preferidos, apesar de corte no
preço-alvo, para 36 reais ante 50 reais anteriormente.

– SANTANDER BRASIL subia 0,4 por cento,
revertendo perdas inciais, quando pesou decisão do Credit Suisse
de cortar recomendação para 'neutra', enquanto reduziu
preço-alvo de 44 para 33 reais. ITAÚ UNIBANCO subia
1,1 por cento e BRADESCO PN tinham alta de 1,2 por
cento. O Credit Suisse cortou o preço-alvo de Itaú para 46 reais
e do Bradesco para 33 reais.

– PETROBRAS PN tinha elevação de 1,2 por cento,
em meio a anúncio de pré-pagamento de linha de crédito com o The
Bank of Nova Scotia, no valor de 750 milhões de dólares, cujo
vencimento ocorreria em 2022, e contrato de novo financiamento
com o mesmo banco, de igual valor, "mas com custos financeiros
mais competitivos", com vencimento em 2023.

– VALE avançava 2,6 por cento, em sessão de alta
dos preços do minério de ferro na China . A
mineradora também divulgou na véspera que fechou contratos de
venda antecipada de cobalto, que irão permitir destravar
investimentos de 1,7 bilhão de dólares para a expansão da mina
de Voisey’s Bay, no Canadá.

– ELETROBRAS PNB subia 2,6 por cento, ainda sob
efeito da notícia de que a empresa poderá avançar com o processo
de privatização de suas empresas de distribuição, após derrubar
liminar que suspendia o processo.

– BRF perdia 0,5 por cento, também tendo no radar
relatório de analistas do Credit Suisse cortando o preço-alvo
das ações da companhia de alimentos para 18 reais ante 28 reais
e mantendo a recomendação 'underperform'.
. Ibovespa : +1,24%, a 73.201 pontos;
. Volume financeiro: R$ 3,2 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +1,3%, a
19.702 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acinários em Wall Street mostravam
leves oscilações nesta terça-feira, com as ações de bancos em
alta, enquanto investidores aguardavam elevação dos juros
norte-americanos no término da reunião do Federal Reserve no dia
seguinte.
. Dow Jones : -0,01%, a 25.319 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,13%, a 2.785 pontos;
. Nasdaq : +0,38%, a 7.688 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,04 por
cento, a 1.515 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,33
por cento, a 7.711 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,07 por cento, a
12.851 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,29 por cento, a
5.458 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,26 por cento, a 22.143 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,11
por cento, a 9.908 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,30 por
cento, a 5.661 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves
variações nesta terça-feira, de olho na trajetória do dólar ante
o real e em meio à atuação conjunta do Tesouro Nacional e Banco
Central nos mercados, enquanto os investidores aguardavam a
decisão de política monetária do Federal Reserve, banco central
norte-americano, no dia seguinte.
"O índice cheio (de inflação) segue acima da meta do Fed de
2 por cento, mas a expectativa no curto e médio prazo é que a
inflação corra próximo da meta, como indicado pelo núcleo",
trouxe a corretora CM Capital Markets em relatório, lembrando
que números mais fortes de inflação tendem a elevar as apostas
de quarta elevação dos juros em 2018.
Mais cedo, foi divulgado que o índice de preços ao
consumidor dos Estados Unidos de maio subiu 0,2 por cento,
dentro do esperado.
O Fed acompanha uma medida de inflação diferente, que está
um pouco abaixo da meta de 2 por cento. A autoridade deverá
aumentar a taxa de juros pela segunda vez este ano na
quarta-feira.
Os economistas estavam divididos sobre se sinalizará mais um
ou dois aumentos dos juros em seu comunicado. Taxas elevadas têm
potencial de atrair aos Estados Unidos recursos aplicados em
outras praças financeiras, como a brasileira.
Os investidores, desta forma, vão observar muito de perto o
comunicado do Fed e a entrevista do seu chair, Jerome Powell, de
onde podem surgir pistas sobre a trajetória dos juros neste ano.
O miolo da curva a termo dos juros doméstica tem se destoado
do restante desde a véspera, com leves elevações, uma vez que o
presidente do BC brasileiro, Ilan Goldfajn, tem dito que não
pretende elevar os juros neste momento, o que acaba empurrando
para a frente um aumento das taxas.
"Caso o dólar se estabilize abaixo de 3,90 até a próxima
reunião (do BC, na semana que vem), os juros deverão ficar no
mesmo patamar", afirmou o gestor de uma administradora de
recursos do Rio de Janeiro. "Um choque de juros só seria
necessário caso o dólar ultrapassasse 4 reais de maneira
rápida", acrescentou.
Nesta sessão, o dólar era negociado em baixa,
rondando o patamar de 3,70 reais, com a ação do BC no mercado de
câmbio ajudando no movimento.
A curva a termo de juros, no entanto, seguia precificando
apostas majoritárias de alta da Selic de 0,25 ponto percentual
na semana que vem, com o restante indicando manutenção, segundo
dados da Reuters, devido às recentes turbulências vividas pelo
mercado. A taxa básica de juros está em 6,50 por cento ao ano.

O Tesouro realizou novamente nesta sessão leilão de compra e
venda de notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) em 4
vencimentos, com oferta de até 1,5 milhão e até 300 mil,
respectivamente.
Não vendeu nenhum papel e comprou apenas 120 mil títulos, a
maioria de papéis com vencimento em 2029 , que
saiu com taxa de 11,69 por cento, ante consenso de 11,78 por
cento.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUL8 6,465 6,494 -0,029
JAN9 7,135 7,19 -0,055
JAN0 8,66 8,65 0,01
JAN21 9,73 9,66 0,07
JAN23 11,21 11,14 0,07

DÍVIDA
Os rendimentos dos Treasuries subiam nesta terça-feira antes
do esperado aumento dos juros pelo Federal Reserve na
quarta-feira, e após dados de inflação nos Estados Unidos dentro
das expectativas dos economistas.
Os preços ao consumidor nos EUA subiram dentro do esperado
em maio, em meio a uma desaceleração no ritmo de aumentos no
custo da gasolina, apontando para pressões inflacionárias
moderadas.
Os dados de inflação foram publicados antes do início da
reunião de política monetária do Federal Reserve nesta
terça-feira. A expectativa é de que o banco central dos EUA
eleve os juros pela segunda vez este ano.
"Os dados foram bons o suficiente para manter o Fed no
caminho certo, mas não bons o suficiente para fazer muito mais",
disse Aaron Kohli, estrategista de juros da BMO Capital Markets.
As autoridades do Fed vão atualizar suas projeções
econômicas e para os juros na quarta-feira e os investidores vão
observar se a expectativa de aumentos dos juros aumenta para
quatro vezes este ano, de três.
Os dados de vendas no varejo, que serão divulgados na
quinta-feira, compõem o próximo grande relatório econômico dos
EUA e serão observados em busca de mais indicações de pressões
de preços.
A reunião do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira
também é um foco importante depois que o economista-chefe do
banco disse na semana passada que o BCE debaterá se deve ou não
encerrar as compras de bônus ainda neste ano.
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,9663%, ante 2,957% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em alta a 5,6398%, ante
5,6% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo tinham leves altas nesta terça-feira e
a volatilidade caiu para o menor patamar em três semanas, com os
investidores se preparando para uma importante reunião da
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na
próxima semana.
. Nymex – JUL/17 : +0,53%, a 66,45 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent AGO/18 : +0,12%, a 76,55
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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