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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Flavia Bohone e Claudia Violante
SÃO PAULO, 14 Nov (Reuters) – O dólar cedia ante o real e os
DIs recuavam nesta terça-feira com os investidores mais animados
com as perspectivas de votação da reforma da Previdência ainda
neste ano após o presidente Michel Temer anunciar que fará uma
reforma ministerial que pode garantir mais apoio político ao
governo no Congresso Nacional.
O Ibovespa oscilava entre leves altas e baixas, com
investidores alternando as atenções entre a reforma da
Previdência e divulgação dos balanços corporativos.
Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12h50 desta terça-feira:

CÂMBIO
O dólar cedia ante o real nesta terça-feira com os
investidores mais animados com as perspectivas de votação da
reforma da Previdência ainda neste ano após o presidente Michel
Temer anunciar que fará uma reforma ministerial que pode
garantir mais apoio político ao governo no Congresso Nacional.
"A probabilidade de aprovação (da reforma da Previdência)
continua maior do que a 2,3 semanas atrás", avaliou a corretora
Guide em relatório ao acrescentar que "o governo está fazendo
sua parte e procura solidificar a sua base de apoio".
A saída do ministro das Cidades do governo, Bruno Araújo
(PSDB), anunciada no final da tarde na véspera, levou Temer a
antecipar uma reforma ministerial, que deve estar concluída até
meados de dezembro. O movimento pode aumentar o espaço de
partidos do centrão que, ao contrário dos tucanos, votaram
praticamente coesos na rejeição das duas denúncias criminais
contra o presidente.
Apesar do bom humor nesta sessão, os investidores mantinham
a cautela à espera de que essa estratégia do governo de fato
aumentará o apoio político para aprovar a reforma da Previdência
no Congresso Nacional.
Não por menos, o dólar continua longe do patamar ao redor de
3,15 reais que prevaleceu na primeira metade de outubro.
O feriado da Proclamação da República, no dia seguinte,
adicionava também alguma cautela nos mercados, destacaram
profissionais.
No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas e
também ante divisas de países emergentes, como o peso mexicano
e o rand sul-africano .
. Dólar/Real : -0,13%, a 3,2946 reais na venda;
. Euro/Dólar : +0,74%, a 1,1751 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : -0,39%

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista oscilava entre leves
altas e baixas nesta terça-feira, com investidores alternando as
atenções entre a expectativa pelo avanço da reforma da
Previdência e a divulgação dos balanços corporativos.
A véspera de feriado no Brasil, quando os mercados
internacionais operam normalmente, também gerava alguma cautela
e favorecia a volatilidade.
A expectativa pelo andamento da reforma da Previdência
voltou a rondar os negócios após o pedido de demissão do
ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, o que levou o
Palácio do Planalto a iniciar a reforma ministerial, que deverá
ser concluída até meados de dezembro.

– PETROBRAS PN caía 3,5 por cento e PETROBRAS ON
tinha perda de 4,3 por cento, entre as maiores perdas
do Ibovespa, após resultado do terceiro trimestre, com lucro
líquido de 266 milhões de reais, abaixo da expectativa do
mercado, em meio a eventos não recorrentes, como contingências
judiciais e adesão a programas de regularização tributária, além
de queda nas vendas de combustíveis.

– JBS ON subia mais de 5 por cento, liderando a
ponta positiva do Ibovespa, após a empresa de alimentos reportar
lucro líquido no terceiro trimestre de 323 milhões de reais,
enquanto o Ebitda ajustado somou 4,32 bilhões de reais, alta de
37 por cento na comparação anual. Segundo analistas do BTG
Pactual, o forte resultado da JBS mostra como o "senso de
urgência" pode ajudar a restaurar valor.

– MARFRIG ON caía 1,2 por cento. No radar estava
a divulgação do resultado do terceiro trimestre, que mostrou
redução no prejuízo líquido, para 58 milhões de reais. Segundo a
equipe do BTG Pactual, o resultado mostra melhora nas métricas
operacionais, o que é positivo. No entanto, a manutenção desses
resultados e a capacidade da empresa em transformar isso em
geração de caixa mais forte e, por fim, reduzir a alavancagem e
o custo de capital ainda precisam ser vistas.

– ELETROBRAS ON tinha perda de 1,3 por cento e
ELETROBRAS PNB recuava 1,7 por cento, também tendo
como pano de fundo o resultado do terceiro trimestre, com queda
de 37 por cento no lucro líquido da empresa, para 550 milhões de
reais. Os papéis da empresa têm passado por grande volatilidade
em meio à expectativa pela privatização.

– VALE ON recuava 0,5 por cento, na contramão dos
contratos futuros do minério de ferro na China, que fecharam em
alta nesta sessão.

– COPEL PNB caía 1 por cento. No radar estava o
rebalanceamento da carteira do índice MSCI para o Brasil, que
entra em vigor no final do pregão do dia 30 de novembro, e
exclui o papel, o que tende a causar uma pressão vendedora.

. Ibovespa : -0,14%, a 72.373 pontos;
. Volume financeiro: R$2,9 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : -0,56%, a
21.652 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acionários dos Estados Unidos abriram
em queda pela quinta sessão seguida nesta terça-feira, com as
preocupações sobre os planos de reforma tributária e a
capacidade da economia lidar com mais altas de juros pesando
sobre os negócios.
. Dow Jones : -0,33%, a 23.362 pontos;
. Standard & Poor's 500 : -0,38%, a 2.575 pontos;
. Nasdaq : -0,37%, a 6.732 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,60 por
cento, a 1.511 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,10
por cento, a 7.422 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,20 por cento, a
13.048 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,47 por cento, a
5.316 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
0,52 por cento, a 22.321 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,37
por cento, a 10.013 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,45 por
cento, a 5.281 pontos.

JUROS
As taxas da maioria dos contratos futuros de juros caíam
nesta terça-feira, com os mercados mais animados após o
presidente Michel Temer informar que fará uma reforma
ministerial, aumentando as esperanças de que a reforma da
Previdência possa ser aprovada ainda neste ano no Congresso
Nacional.
"Não está dado que o governo vai conseguir votar a
Previdência desidratada neste ano, mas caminhou-se nesse
sentido", avaliou um gestor de derivativos de uma corretora
nacional ao citar o pedido de demissão, no final da tarde da
véspera, do ministro das Cidades Bruno Araújo (PSDB).

A saída do tucano precipitou um rearranjo na Esplanada dos
Ministérios com o aumento de espaço de partidos do centrão que,
ao contrário dos tucanos, votaram praticamente coesos na
rejeição das duas denúncias criminais contra Temer.
"A (reforma ministerial) pode até mesmo ser mais ampla, com
vistas de obter a reforma da Previdência", reforçou a Renascença
Corretora em nota.
O recuo do dólar ante o real também favorecia a queda
das taxas de juros nesta sessão, uma vez que tende a tirar
pressão sobre a inflação.
A curva a termo precificava nesta sessão cerca de 70 por
cento de chances de redução de 0,50 ponto percentual da Selic em
dezembro, com o restante indicando corte de 0,25 ponto, segundo
dados da Reuters.
Os DIs mantinham, segundo operadores, apostas marginais de
redução de 0,25 ponto percentual em fevereiro, na primeira
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 2018.
Atualmente, a Selic está em 7,50 por cento ao ano, após dois
cortes de 0,25 ponto, seguidos de dois de 0,75 ponto, quatro de
1 ponto e mais um de 0,75 ponto.
mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
JAN8 7,161 7,165 -0,004
APR8 6,96 6,96 0
JAN9 7,25 7,27 -0,02
JAN21 9,43 9,44 -0,01
JAN23 10,25 10,25 0

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos : rendimento em queda a
2,3824%, ante 2,4% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em queda a 4,5863%,
ante 4,587% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo operavam em queda nesta terça-feira,
com a perspectiva de novos aumentos da produção dos Estados
Unidos que ofuscam parte do otimismo de que os cortes de
produção liderados pela Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (Opep) vão apertar o equilíbrio entre a oferta e a
demanda de petróleo.
Ambos os contratos futuros atingiram na semana anterior as
máximas desde 2015, mas operadores disseram que o mercado perdeu
parte da força desde então.
Isso ocorre após o aumento da produção norte-americana
, que cresceu mais de 14 por cento desde meados de
2016 para um recorde de 9,62 milhões de barris por dia (bpd).
Operadores disseram que estão cautelosos em apostar em mais
altas das cotações.
"Os preços…começa a parecer que eles vão ter uma pausa, ou
que um recuo é necessário", disse o estrategista chefe da
corretora Axi Trader, Greg McKenna.
O governo dos EUA informou nesta segunda-feira que a
produção de petróleo de xisto nos EUA em dezembro vai crescer
pelo 12º mês consecutivo, aumentando em 80 mil bpd.
Apesar da cautela, os operadores disseram que os preços do
petróleo não devem cair muito, em grande parte devido às
restrições de oferta lideradas pela Opep e pela Rússia, que
ajudaram a reduzir o excesso dos estoques.
. Nymex – DEZ/17 : -1,16%, a 56,1 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent JAN/18 : -1,14%, a 62,44
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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