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SÃO PAULO, 5 Dez (Reuters) – O dólar operava em baixa ante o
real nesta terça-feira, dando continuidade ao movimento da
véspera, após o Banco Central anunciar nova intervenção no
mercado para injetar liquidez.
O Ibovespa subia, buscando manter o tom favorável da véspera
diante de melhora no otimismo em torno das negociações para a
votação da reforma da Previdência. O cenário político mais ameno
influenciava também o mercado de DIs, com as taxas dos contratos
futuros de juros recuando.
Os principais índices acionários dos Estados Unidos tinham
leves variações após a abertura dos negócios, com investidores
buscando ações que se beneficiariam mais do potencial corte de
impostos corporativos.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12h50 desta terça-feira:

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CÂMBIO
O dólar operava em baixa ante o real nesta terça-feira,
dando continuidade ao movimento da véspera, após o Banco Central
anunciar nova intervenção no mercado para injetar liquidez.
Os investidores, no entanto, continuavam atentos às
negociações do governo do presidente Michel Temer para tentar
garantir apoio à reforma da Previdência.
"O leilão ajuda a puxar para baixo o dólar ao aliviar a
pressão de compra", afirmou o diretor da consultoria de valores
mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior.
Ele referia-se ao leilão de venda de dólares com compromisso
de recompra anunciado na noite passada e no valor de até 2
bilhões de dólares. Os leilões ocorrerão nesta tarde e, segundo
o BC, o leilão A tem data de liquidação em 2 de fevereiro de
2018 e o leilão B em 3 de abril de 2018.
A assessoria de imprensa do BC explicou que os leilões de
linha buscam dar liquidez ao mercado no final do ano, quando
costuma ficar menor, e não serão para rolar contratos já
existentes.
O BC também realizou novo leilão e vendeu o total de até 14
mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de
dólares, para rolagem do vencimento de janeiro. Até agora, rolou
o equivalente a 2,1 bilhões de dólares do total de 9,638 bilhões
de dólares que vencem no mês que vem.
Como pano de fundo, os investidores continuavam de olho nas
negociações do governo com os partidos da base para garantir
apoio para votar a reforma da Previdência neste mês na Câmara
dos Deputados, onde ainda não tem votos suficientes.
O governo tenta mostrar mais otimismo após a rodada de
conversas que Temer capitaneou no fim de semana com o objetivo
de conquistar apoio de presidentes e líderes de partidos à
reforma.
Nesta terça-feira, a bancada do PMDB (partido do presidente
Temer) na Câmara dos Deputados decidiu pelo fechamento de
questão a favor da reforma da e deve formalizar pedido para a
Executiva Nacional, disse à Reuters uma fonte da legenda.
Para o governo, o melhor dos mundos seria que os partidos da
base fechassem questão a favor da reforma da Previdência, o que
aumentaria as chances de aprovação em breve. No entanto, as
legendas dão sinais de que não devem adotar essa posição, no
máximo recomendando o voto favorável à matéria.
A dificuldade do governo de conseguir apoio à reforma
–considerada essencial para colocar as contas públicas em
ordem– fez o dólar mudar de patamar em outubro passado, quando
chegou a ser negociado no patamar de 3,15 reais mas foi próximo
a 3,30 reais.
No exterior, o dólar abandonou a pequena queda de mais cedo
e exibia leve alta ante uma cesta de moedas . Também subia
ante rand sul-africano e o peso mexicano .

. Dólar/Real : -0,43%, a 3,2333 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,3%, a 1,1828 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,17%

BOVESPA
O principal índice acionário da B3 subia nesta terça-feira,
buscando manter o tom favorável da véspera diante de melhora no
otimismo em torno das negociações para a votação da reforma da
Previdência.
O mercado tem mostrado forte sensibilidade às negociações do
governo do presidente Michel Temer para angariar apoio e
conseguir colocar a reforma em votação na Câmara dos Deputados
ainda este ano. Neste sentido, apesar do cenário mais otimista,
operadores não descartam volatilidade ao longo da sessão e nos
próximos pregões, dependendo do noticiário.
A expectativa é que alguns partidos, incluindo o PSDB,
decidam se vão fechar questão para votar a favor da reforma, o
que deixaria o governo mais perto de conseguir os 308 votos
necessários na Câmara.
Nesta sessão, uma fonte disse à Reuters que a bancada do
PMDB na Câmara decidiu pelo fechamento de questão a favor da
reforma e deve formalizar pedido para a Executiva Nacional do
partido oficializar a decisão.
"Esse é o jogo do dia e a posição do PSDB forçará outros
partidos da base para o fechamento de questão", escreveram
analistas da corretora Lerosa Investimentos, em nota a clientes.
Na véspera, o bom humor veio na esteira de reuniões ao longo
do fim de semana e declarações mais otimistas do presidente da
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Embora tenha
afirmado que o governo ainda está distante de ter os votos
necessários para a aprovação do texto, Maia disse que a base
aliada está organizada.

– VALE ON RECUAVA 0,4 por cento, revertendo os
ganhos vistos mais cedo, após o Credit Suisse elevar a
recomendação para os ADRs da empresa para outperform,
ante neutra, elevando o preço-alvo para 15 dólares, de 9,50
dólares. Na máxima da sessão até o momento, o papel subiu 1,55
por cento e alcançou 37,4 reais– maior cotação desde setembro
de 2011. A sessão teve foi marcada ainda pela queda modesta para
os contratos do minério de ferro na China nesta sessão.

– JBS ON avançava 3,3 por cento, entre as maiores
altas do Ibovespa, engatando o quarto pregão seguido no azul e
após subir 8 por cento na véspera. Apesar da sequência de
ganhos, o papel ainda é negociado abaixo do patamar que estava
antes da delação dos executivos da empresa, em meados de maio.

– PETROBRAS PN tinha alta de 1 por cento e
PETROBRAS ON ganhava 0,6 por cento, em dia positivo
também para os preços do petróleo no mercado internacional e
tendo como pano de fundo a atuação da empresa para melhorar o
perfil da dívida. A petroleira informou que fechou um contrato
de financiamento de 5 bilhões de dólares com o China Development
Bank (CDB), com vencimento em 2027, ao mesmo tempo em que
anunciou pré-pagamento do saldo devedor de 2,8 bilhões de
dólares de um empréstimo contratado com o banco em 2009.

– SANTANDER UNIT ganhava 2 por cento, tendo no
radar a informação de que a gestora de recursos do banco
assumirá a gestão de fundos locais do J.P. Morgan no Brasil.
Segundo analistas da corretora Coinvalores, a notícia é
favorável para o banco, mas tem um impacto apenas marginal no
seu resultado consolidado.

– ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,7 por cento e BRADESCO
PN ganhava 0,6 por cento, corroborando o tom positivo
do índice devido ao peso em sua composição. Os demais bancos que
figuram o Ibovespa também avançavam, e o BANCO DO BRASIL ON
tinha alta de 1,4 por cento.

. Ibovespa : +0,82%, a 73.687 pontos;
. Volume financeiro: R$2,5 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +0,95%, a
22.072 pontos.
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os principais índices acionários dos Estados Unidos tinham
leves variações após a abertura dos negócios, com investidores
buscando ações que se beneficiariam mais do potencial corte de
impostos corporativos.

. Dow Jones : +0,1%, a 24.315 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,05%, a 2.640 pontos;
. Nasdaq : +0,43%, a 6.804 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 0,15 por
cento, a 1.520 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,12
por cento, a 7.348 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,31 por cento, a
13.017 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,43 por cento, a
5.366 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de
0,16 por cento, a 22.398 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,11
por cento, a 10.220 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,59 por
cento, a 5.395 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos futuros de juros recuavam nesta
terça-feira, com os investidores ainda atentos ao movimento do
governo do presidente Michel Temer para tentar garantir apoio
político para a votação da reforma da Previdência ainda neste
mês.
O mercado também estava em compasso de espera pela reunião
do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no dia
seguinte, quando vão procurar pistas sobre a trajetória dos
juros básicos à frente.
"As últimas movimentações políticas,… parecem aumentar a
probabilidade de a Câmara dos Deputados votar a PEC (da reforma
da Previdência) ainda neste ano", trouxe a corretora Coinvalores
em relatório.
Para o governo, o melhor dos mundos seria que os partidos da
base fechassem questão a favor da reforma da Previdência, o que
aumentaria as chances de aprovação em breve. No entanto, as
legendas dão sinais de que não devem adotar essa posição, no
máximo recomendando o voto favorável à matéria.
O PSDB tem reunião no dia seguinte para decidir sua posição.
Na véspera, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
(DEM-RJ), chegou a afirmar que, sem o apoio do PSDB, não há
"nenhuma condição" de se aprovar a reforma da Previdência.

Os DIs mais curtos tinham quedas bem mais contidas neste
pregão, com os investidores corroborando as apostas de que o
Copom reduzirá a Selic novamente no dia seguinte. As atenções,
no entanto, ficarão para o comunicado do BC, em busca de sinais
sobre os passos seguintes da política monetária.
Os contratos futuros de juros precificavam nesta sessão 96
por cento de chances de redução de 0,50 ponto percentual da
Selic agora, ante 93 por cento na véspera, com o restante
indicando corte de 0,25 ponto, segundo dados da Reuters.

Para 2018, as apostas de redução de 0,25 ponto percentual em
fevereiro, na primeira reunião do Copom do ano, estavam em cerca
de 65 por cento, ante cerca de 70 por cento no pregão passado,
segundo operadores. O restante indicava manutenção da Selic.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 7,50 por cento ao
ano, muito próximo da atual mínima histórica de 7,25 por cento,
em meio ao cenário de inflação baixa.
O recuo do dólar ante o real também favorecia a baixa
nos DIs, que retira pressão inflacionária.

mês ticker último (%) fechamento variação
anterior (%) (p.p.)
JAN8 6,955 6,98 -0,025
APR8 6,825 6,845 -0,02
JAN9 7,04 7,06 -0,02
JAN21 9,19 9,23 -0,04
JAN23 10,09 10,13 -0,04

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
2,3866%, ante 2,363% no dia anterior;
. Global 26 : rendimento em alta a 4,3651%,
ante 4,365% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo operavam acima dos 62 dólares o barril
nesta terça-feira, uma vez que as expectativas de uma queda nos
estoques dos Estados Unidos e o prolongamento das restrições de
fornecimento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo
e de outros produtores ofuscavam o aumento da produção
norte-americana.
A Opep, a Rússia e outros produtores não membros ampliaram
na semana passada seu acordo para reduzir a produção em 1,8
milhão de barris por dia (bpd) até o final de 2018.
Além disso, os analistas esperam que os relatórios do
Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) e da
Administração de Informações de Energia (EIA, na sigla em
inglês) mostrem que os estoques de petróleo caíram em 3,5
milhões de barris na última semana.
A Opep demonstrou forte cumprimento com o acordo de redução
da oferta e, em novembro, a produção caiu em 300 mil bpd para a
mínima desde maio, de acordo com uma pesquisa da Reuters.
Mas o aumento da produção de petróleo nos EUA vai na direção
oposta dos esforços da Opep, e os dados da semana passada
mostraram que a produção norte-americana atingiu quase 9,5
milhões de bpd em setembro, perto da máxima de 9,63 milhões de
bpd em 2015.

. Nymex – JAN/17 : +0,02%, a 57,48 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent FEV/18 : +0,3%, a 62,64
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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