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SÃO PAULO, 16 Mai(Reuters) – As taxas dos contratos de juros
futuros de prazo mais curto registravam quedas tímidas nesta
quarta-feira, com os investidores mantendo apostas majoritárias
de que o Copom vai reduzir novamente a Selic. O dólar, contudo,
mantinha a trajetória de alta dos últimos dias ante o real
acompanhando o exterior; e o Ibovespa tinha a alta guiada por
blue chips.
Os mercados acionários dos Estados Unidos avançavam, com os
fortes resultados da Macy's ajudando a impulsionar os ganhos em
ações de varejo.

Veja como estavam os principais mercados financeiros pouco
depois das 12h20 desta quarta-feira:

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CÂMBIO
O dólar mantinha nesta quarta-feira a trajetória de alta dos
últimos dias ante o real, acompanhando o cenário externo, em
meio a temores de que os juros nos Estados Unidos possam subir
mais do que o esperado, já que altas adicionais influenciam o
fluxo global de recursos.
Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,6901 reais.
"A intenção do banco central norte-americano em continuar
com seu gradualismo na condução da política monetária ainda gera
muitas dúvidas… Consenso mesmo é que o Fed deve anunciar seu
segundo aumento do juro em junho", afirmou a Advanced Corretora
em relatório.
Na véspera, os dados de vendas do varejo norte-americano
elevaram as apostas para três novas altas de juros neste ano,
somando-se à que foi feita em março pelo Federal Reserve. Mas,
nesta quarta-feira, os dados da produção industrial de abril,
embora tenham vindo mais fortes do que as projeções, trouxe
revisões em baixa dos números de meses passados.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas ,
mas perdeu força após os dados da produção industrial. A moeda
norte-americana operava mista ante divisas de emergentes.
O rendimento do Treasury dos Estados Unidos de 10 anos
abandonou a queda de mais cedo e subia, mantendo-se
acima do nível de 3 por cento, o que ajudava a pressionar o
câmbio.
O Banco Central brasileiro realizou e vendeu nesta sessão a
oferta integral de até 5 mil novos swaps cambiais tradicionais,
equivalentes à venda futura de dólares. Com isso, já colocou o
equivalente a 750 milhões de dólares adicionais no mercado.

A autoridade também vendeu a oferta integral de até 4.225 de
swaps para rolagem do vencimento de junho. Dessa forma, já rolou
3,96 bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares que
vencem mês que vem.
Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês,
o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês
que vem.
. Dólar/Real : +0,58%, a 3,6816 reais na venda;
. Euro/Dólar : -0,48%, a 1,178 dólar;
. Dólar/Cesta de moedas : +0,32%

BOVESPA
O principal índice de ações da B3 subia nesta quarta-feira,
puxado pelas ações de blue chips como Vale e
Petrobras , tendo como pano de fundo um cenário ainda
sem tendência única no exterior.
Também no radar estava a decisão do Banco Central, que deve
cortar mais uma vez a taxa básica de juros, para 6,25 por cento
ao ano, conforme expectativas majoritárias no mercado.
De acordo com a equipe da Coinvalores, em nota distribuída a
clientes, tais expectativas estão apoiadas no "quadro
inflacionário benigno e na letargia na recuperação da atividade
econômica doméstica".
"No entanto, há de se ponderar as incertezas tanto do
ambiente interno, sobretudo de natureza política, e também no
cenário internacional que têm impactado sobremaneira a cotação
cambial recentemente. Dessa forma, a comunicação e as
sinalizações da autoridade monetária tendem a ganhar muita
importância para balizar as expectativas dos mercados".
A sessão na bolsa também era marcada pelo vencimento mensal
dos contratos de opções sobre o Ibovespa.

– PETROBRAS ON e PETROBRAS PN subiam
2,01 e 2,24 por cento, apesar da queda dos preços do petróleo,
conforme segue o viés benigno com as ações, em meio a
expectativas relacionadas à execução operacional da companhia,
bem como ao acordo sobre a cessão onerosa.

– VALE tinha alta de 2,21 por cento, favorecida
pela alta do preço do minério de ferro à vista na China
. Os futuros do minério de ferro na China também
subiram, alcançando o patamar mais alto desde março, estimulados
pelo consumo de aço no maior consumidor do mundo.

– ITAÚ UNIBANCO PN avançava 2,04 por cento, em
sessão positiva para o setor bancário como um todo após perdas
na véspera. BRADESCO PN , que também tem peso
relevante no Ibovespa, valorizava-se 1,18 por cento.

– ESTÁCIO ganhava 9,05 por cento, em movimento de
correção após fortes perdas recentes. Desde a divulgação do
balanço no final de abril até a véspera, a ação acumula recuo de
quase 30 por cento.

– CEMIG PN subia 4,23 por cento, tendo no radar
resultado do primeiro trimestre da estatal mineira de
eletricidade, com lucro líquido de 464,6 milhões de reais, alta
de 35,6 por cento comparação com o resultado do mesmo período de
2017.

– ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON
cediam 2,34 e 2,45 por cento, respectivamente, com balanço do
primeiro trimestre também de pano de fundo, que mostrou lucro
líquido de 56 milhões de reais, 96 por cento inferior ao lucro
de 1,378 bilhão no mesmo período do ano passado.

– SABESP caía 0,11 por cento, revertendo ganhos
da abertura, conforme o papel segue pressionado pela revisão
tarifária abaixo do esperado e tendo no radar mudança no
comando.
. Ibovespa : +1,6%, a 86.495 pontos;
. Volume financeiro: R$ 4,6 bi.
. Índice dos principais ADRs brasileiros : +1,09%, a
23.396 pontos.
. Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

. Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

BOLSAS DOS EUA
Os mercados acionários dos Estados Unidos avançavam nesta
quarta-feira, com os fortes resultados da Macy's ajudando a
impulsionar os ganhos em ações de varejo.
A ação da Macy's subia depois de informar aumento
muito melhor do que o esperado nas vendas no quesito mesmas
lojas e no lucro do primeiro trimestre. Isso impulsionou as
ações de outros varejistas, incluindo a JC Penney , a
Kohl's e a Nordstrom .
O índice discricionário do consumidor subia,
proporcionando uma dos maiores impulsos do S&P.
No entanto, a queda nos preços do petróleo e as crescentes
dúvidas sobre a cúpula entre EUA e Coreia do Norte no próximo
mês limitavam os ganhos dos índices.
A Coreia do Norte pôs em dúvida a reunião de cúpula entre
Kim Jong Un e o presidente norte-americano, Donald Trump,
ameaçando semanas de progresso diplomático ao dizer que pode
reconsiderar o encontro se Washington insistir que Pyongyang
desista unilateralmente de suas armas nucleares.
A ameaça do país de cancelar a reunião de cúpula de 12 de
junho em Cingapura aumentava o nervosismo no mercado, que já
estava atento às tensões comerciais entre a China e os EUA e com
as preocupações com a inflação.
. Dow Jones : -0,03%, a 24.697 pontos;
. Standard & Poor's 500 : +0,122813%, a 2.714 pontos;
. Nasdaq : +0,28%, a 7.372 pontos;

BOLSAS DA EUROPA
O índice FTSEurofirst 300 tinha alta de 0,20 por
cento, a 1.543 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,21
por cento, a 7.739 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,14 por cento, a
12.988 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 0,26 por cento, a
5.567 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de
2,29 por cento, a 23.740 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,98
por cento, a 1.107 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,07 por
cento, a 5.695 pontos.

JUROS
As taxas dos contratos de juros futuros de prazo mais curto
registravam quedas tímidas nesta quarta-feira, com os
investidores mantendo amplas apostas de que o Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central vai reduzir novamente a Selic
agora, diante do cenário de inflação e atividade econômica
fracas.
"A leitura é que o BC vai cortar 0,25 ponto percentual hoje.
A discussão é se o BC vai sinalizar se para mesmo depois disso
ou se vai deixar a porta aberta (para novo corte)", afirmou o
estrategista da gestora Fator Administração de Recursos, Paulo
Gala.
Em seu encontro de março, quando reduziu a Selic para 6,50
por cento ao ano, o BC indicou que faria mais uma redução de
0,25 ponto no encontro que termina nesta quarta-feira e que
depois interromperia a trajetória de cortes.
Desde aquela data, no entanto, o dólar já saltou mais de 12
por cento sobre o real, principalmente com temores de o Federal
Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevar mais do que o
esperado os juros do país.
Com isso, muitos investidores se questionarem se o BC
brasileiro deveria mesmo promover mais um corte na Selic agora,
apesar da atividade bastante fraca e inflação comportada. Mas o
presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, repetiu que o
BC olha para atividade e preços e que o aumento do dólar ante o
real era um movimento global.
Outro sinal de que a atividade econômica continua fraca foi
dado nesta manhã. O Índice de Atividade Econômica do Banco
Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno
Bruto (PIB), recuou 0,74 por cento em março na comparação com
fevereiro, bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters
com analistas, de queda de 0,10 por cento.
Com isso, a economia brasileira fechou o primeiro trimestre
com queda de 0,13 por cento na margem, interrompendo quatro
trimestres no azul.
A curva a termo continuava precificando nesta sessão 62 por
cento de chances de corte de 0,25 ponto percentual da Selic
agora, com o restante indicando manutenção, segundo operadores.
Para junho, próximo encontro do Copom, as apostas de novo
corte da mesma magnitude também seguiam em 8 por cento, com o
restante indicando manutenção.
As taxas dos DIs mais longo chegaram a cair logo após a
abertura deste pregão, mas já subiam diante do contínuo
movimento de alta do dólar frente ao real, que tende a
pressionar a inflação.
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (%) (p.p.)
JUL8 6,234 6,245 -0,011
JAN9 6,325 6,35 -0,025
JAN0 7,33 7,35 -0,02
JAN21 8,45 8,47 -0,02
JAN23 9,64 9,67 -0,03

DÍVIDA
. Treasuries de 10 anos : rendimento em alta a
3,0908%, ante 3,08% no dia anterior;
. Global 27 : rendimento em alta a 4,9621%, ante
4,677% no dia anterior.

PETRÓLEO
Os preços do petróleo recuavam nesta quarta-feira, depois
que dados de aumento no estoque dos Estados Unidos adicionaram
sinais de que a demanda pode estar desacelerando, em meio a
contínuos cortes de produção da Organização de Países
Exportadores de Petróleo (Opep) e a iminentes sanções
norte-americanas contra o Irã.
. Nymex – JUN/17 : -0,35%, a 71,06 dólares por barril;
. ICE Futures Europe – Brent JUL/18 : -0,33%, a 78,17
dólares por barril.

(PANORAMA1 e PANORAMA2 são localizados no terminal de
notícias da Reuters pelo código PAN/SA )

(Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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