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Logo depois do fechamento do mercado nesta segunda-feira, a Oi comunicou que ajuizou junto suas subsidiárias integrais, diretas e indiretas, Oi Móvel, Telemar Norte Leste, Copart 4 Participações, Copart 5 Participações, Portugal Telecom International Finance BV, Oi Brasil Holdings Coöperatief (Empresas Oi), o pedido de recuperação judicial das Empresas Oi no Rio de Janeiro, em caráter de urgência, conforme aprovado pelo Conselho de Administração da Companhia em reuniões realizadas hoje.

Conforme o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ejá anunciado, as Empresas Oi vinham empreendendo esforços e estudos, em conjunto com seus assessores financeiros e legais, para otimizar sua liquidez e perfil de endividamento. “A Companhia, em conjunto com seus assessores legais e financeiros, também conduzia negociações com seus credores financeiros e com a Moelis & Company, na qualidade de assessor financeiro de um grupo de titulares de bonds, com vistas a uma reestruturação consensual de dívidas das Empresas. O objetivo era de fortalecer a sua estrutura de capital”, justifica no comunicado.

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No entanto, “considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das Empresas Oi à luz do cronograma de vencimento de suas dívidas financeiras, ameaças ao caixa das Empresas, representadas por iminentes penhoras ou bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de proteção das Empresas Oi, a Companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada, neste momento, para preservar a continuidade da oferta de serviços de qualidade a seus clientes, dentro das regras e compromissos assumidos com a ANATEL, preservar o valor das Empresas Oi, manter a continuidade de seu negócio e sua função social, de forma a proteger de forma organizada os interesses das Empresas Oi e de suas subsidiárias, de seus clientes, de seus acionistas e demais stakeholders, e proteger o caixa das Empresas Oi.”

O pedido de recuperação foi ajuizado por conta das dificuldades enfrentadas pela Companhia para encontrar uma alternativa viável junto aos seus credores que possibilitasse atingir os objetivos, viabilizar a proteção adequada das Empresas contra credores e preservando a continuidade das atividades empresariais. O total dos créditos com pessoas não controladas pela Oi listados nos documentos protocolados com o pedido de recuperação judicial soma, nesta data, aproximadamente R$ 65,4 bilhões.

No comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a administração das Empresas Oi pretende tomar as providências e adotar os atos necessários à efetivação do pedido de recuperação, em todas as jurisdições nas quais tais medidas sejam necessárias.

“O ajuizamento do pedido de recuperação judicial é mais um passo na direção da reestruturação financeira da Companhia, que continuará trabalhando para conquistar novos clientes, mantendo suas vendas de serviços e produtos para todos os segmentos de mercado, em todos os seus canais de distribuição e atendimento. As atividades de instalação, manutenção e reparo também continuarão sendo desempenhadas prontamente. Toda a força de trabalho da Oi manterá normalmente sua atuação, com suas atividades comerciais, operacionais e administrativas”, segue o relato.

A Oi afirmou também que mantém o foco nos investimentos em projetos estruturantes que visam a promover melhoria de qualidade na prestação de seus serviços, de forma a continuar levando avanços tecnológicos, alto padrão de atendimento e inovação aos clientes.


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