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Por Tim Hepher
PARIS, 15 Fev (Reuters) – A Airbus teve um impacto
de 1,3 bilhão de euros com o atraso no seu avião de transporte
militar A400M, elevando os custos do maior projeto de defesa
europeu para mais de 8 bilhões de euros e tirando parte do
brilho do resultado melhor que o esperado.
As ações da empresa, maior grupo aeroespacial da Europa,
subiam cerca de 10 por cento, atingindo máxima em duas semanas,
após a Airbus cortar custos de seu novo jato A350 e confirmar
que buscava elevar a produção de seu modelo mais vendido, o
A320, em 17 por cento para 70 unidades por mês em meio à forte
demanda.
Mas a empresa pediu a seus fabricantes de motores para
lidarem com atrasos que têm interrompido entregas da versão
atualizada A320neo e disse que sua meta de 800 entregas este ano
dependeria do desempenho desses fornecedores.
"Nós temos muitos desafios à frente, mas isso é
administrável", disse o presidente-executivo, Tom Enders, nesta
quinta-feira.
A Airbus registrou um aumento de 8 por cento no lucro
operacional ajustado em 2017 de 4,253 bilhões de euros e receita
estável de 66,767 bilhões de euros. A empresa também projetou um
aumento de 20 por cento no seu lucro operacional beneficiado por
mudanças contábeis.
Analistas esperavam em média lucro operacional de 3,996
bilhões de euros em 2017 e receita de 67,343 bilhões de euros. A
empresa elevou seu dividendo em 11 por cento.
"Nossa cautela em relação ao Ebit de 2018 parece infundada",
disse o analista Sandy Morris, do Jefferies, que tem
recomendação "manter" para as ações da empresa. "Na Airbus
Commercial, as coisas simplesmente parecem ter se encaixado".
O analista do Barclays Phil Buller escreveu: "O item mais
importante para nós e para muitos outros é o caixa e este
superou as expectativas em cerca de 700 milhões de euros ou 34
por cento no quarto trimestre". O banco tem recomendação
"overweight" para as ações da Airbus.
O custo com o A400M vem após a Airbus fechar acordo
preliminar na semana passada com sete países compradores
Europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)
sobre mais atrasos para o avião.
"Isso certamente não é bom, mas nós estávamos fazendo um bom
progresso de maneira geral", disse Enders a analistas,
acrescentando que o acordo reduziria significativamente os
riscos remanescentes.
A Airbus também teve um custo de 117 milhões de euros no
quarto trimestre após um acordo com procuradores alemães sobre
um caso de corrupção ligado à venda de uma caça para a Áustria
em 2003. O encargo inclui 35 milhões de euros em custos legais.
No lado comercial, a Airbus está no meio de uma mudança para
uma versão atualizada do A320, mas tem sido prejudicada por
atrasos no fornecimento de motores, principalmente da Pratt &
Whitney , assim como alguns atrasos das fabricantes de
motores CFM International .
A empresa disse que ainda avaliava o impacto de uma nova
rodada de problemas com motores da Pratt que tiveram alguns
jatos em solo e algumas entregas suspensas esta semana.
Enders disse que estava em contato com as lideranças da
Safran e da General Electric, donas da CFM que tem reportado
atrasos de diversas semanas na entrega de motores.
A fabricante de aviões, concorrente da Boeing ,
reportou "bom progresso" na produção do novo A350 e reiterou
planos para atingir a produção de 10 jatos por mês até o fim do
ano.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7727))
REUTERS FB RBS


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