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SÃO PAULO, 7 Dez (Reuters) – O Mercado Livre
anunciou nesta quinta-feira a aquisição da empresa de tecnologia
para comércio eletrônico Ecommet, em uma aposta para aumentar a
integração entre suas soluções.
A transação de 36,5 milhões de reais, foi realizada
integralmente em dinheiro, e garantiu a compra de 100 por cento
da Ecommet, disse o diretor de operações da companhia, Stello
Tolda.
A Ecommet, criada em 2011 por dois empresários que iniciaram
a carreira como vendedores no próprio Mercado Livre, desenvolveu
ferramentas que auxiliam lojistas em questões que afetam o
varejo online e físico, como gestão de pedidos e estoques e
integração de lojas com marketplaces, o que deve ajudar o
Mercado Livre a complementar soluções de sua unidade de negócios
de suporte de negócios.
"A gente tem clientes que hoje não estão no mundo online e
podem se beneficiar em entrar no mundo online usando uma
ferramenta como o 'becommerce' (desenvolvida pela Ecommet)",
disse Tolda em referência à plataforma de gestão de vendas
online da Ecommet, que tem cerca de 3 mil clientes.
O Mercado Livre, que faturou 569,3 milhões de dólares no
Brasil entre janeiro e setembro, vê com naturalidade a chegada
da Amazon.com como marketplace no país, apesar dos temores
iniciais do mercado de que a varejista norte-americana pudesse
iniciar uma expansão mais agressiva neste ano.
"O mercado brasileiro é um mercado com muito potencial, é
natural que esse mercado chame a atenção de companhias regionais
e globais", disse Tolda. "Em determinado momento pode ter havido
uma preocupação (do mercado), depois houve um movimento
contrário a isso, de reconhecimento de que as coisas não
acontecem de forma tão rápida", acrescentou, lembrando que o
Brasil apresenta muitos desafios, como problemas logísticos, que
devem ser superados pelos marketplaces estreantes no país.
Em 2018, o Mercado Livre deve manter a estratégia de
integração de suas unidades de negócio e se integrar mais ao
mundo físico, ressaltou Tolda.
Já o diretor da unidade de meios de pagamento Mercado Pago,
Túlio Oliveira ressaltou as medidas para expansão da vertical de
negócios, vista como área de destaque pela empresa.
"A gente tem feito bastante coisa para se aproximar cada vez
mais do mundo físico. A gente lançou a maquininha (de pagamentos
com cartão), os próximos passos é que a gente passe a
maquininha, ela não seja mais necessária. A gente já tem um
serviço de pagamento entre pessoas com QR Code, por exemplo",
disse Oliveira.
(Por Natália Scalzaretto)
((Edição Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ


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