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Por Zeba Siddiqui
KUTUPALONG, Bangladesh, 19 Jan (Reuters) – Líderes rohingyas
refugiados em um acampamento em Bangladesh elaboraram uma lista
de exigências que esperam que Mianmar cumpra antes que
autoridades comecem a enviar de volta centenas de milhares em um
processo de repatriação esperado para começar na próxima semana
e durar dois anos.
A exigência é o sinal mais recente dos desafios à frente
para Bangladesh e Mianmar, conforme tentam planejar o retorno de
refugiados que temem operações militares contínuas no Estado de
Rakhine e estão consternados com a possibilidade de uma estadia
prolongada em "acampamentos temporários" em Mianmar quando
voltarem.
Anciãos rohingyas que dizem representar 40 vilarejos de
Rakhine mostraram uma lista de exigências para um repórter da
Reuters no acampamento de refugiados de Kutupalong, onde a maior
parte dos 655 mil refugiados rohingyas está.
A petição, escrita à mão em birmanês, informa que nenhum
muçulmano rohingya irá voltar a Mianmar, país de maioria
budista, a não ser que as exigências sejam cumpridas.
A petição, que ainda precisa ser finalizada, exige que o
governo de Mianmar anuncie publicamente que está dando aos
rohingyas a há tempos negada cidadania e inclusão em uma lista
de grupos étnicos reconhecidos pelo país. A petição exige que as
terras no passado ocupadas pelos refugiados sejam devolvidas a
eles e suas casas, mesquitas e escolas sejam reconstruídas.
A petição exige ainda que o Exército seja considerado
responsável por supostos assassinatos, saques e estupros, e a
libertação de "rohingyas inocentes" presos em operações contra
insurgência.
Entre as exigências está que Mianmar pare de listar pessoas
com suas fotografias como "terroristas" na mídia estatal e em
páginas do governo no Facebook.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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