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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 14 Mai (Reuters) – A JBS inaugura no
Pará no próximo semestre um laboratório de controle de qualidade
e está modernizando outras seis instalações de análise pouco
mais de um ano após o surgimento da operação Carne Fraca, da
Polícia Federal, que envolveu grandes nomes do setor em
investigações sobre irregularidades sanitárias.
O novo laboratório faz parte de um plano de 5 milhões de
reais da JBS em investimentos para modernizar e agilizar
processos internos voltados ao controle de qualidade de seus
produtos. Anualmente, a empresa investe cerca 65 milhões de
reais na área de qualidade da divisão de carnes.
A nova unidade de análise será aberta em Redenção (PA) e
será a segunda construída em menos de um ano pela companhia.
Desde outubro de 2017, entrou em operação um novo laboratório em
Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. No total, a empresa tem 10
laboratórios, incluindo unidades recém-construídas.
A diretora de garantia da qualidade da JBS Carnes, Emilia
Raucci, disse que a companhia começou a planejar a construção e
modernização de seus laboratórios antes de todas as perturbações
geradas no mercado brasileiro pelas investigações da Polícia
Federal.
"Nós realmente fizemos isso por uma questão de melhora
contínua no nosso processo, para ganhar escala analítica e
qualidade nas análises, além de conseguir ampliar nosso escopo",
afirmou a executiva à Reuters. Segundo ela, a decisão de
investir nas mudanças foi tomada no final de 2016. "Tomamos a
decisão para termos os resultados mais rápidos, com
confiabilidade maior", disse.
Em março de 2017, as Polícia Federal deflagrou a operação
Carne Fraca, com as investigações apontando que fiscais recebiam
propina para emitir certificados sanitários sem fiscalização
efetiva. Entre as companhias citadas estavam JBS e BRF
. Apesar de alguns erros na divulgação das
informações, a operação foi suficiente para arranhar a imagem de
qualidade dos produtos do país e afetar o desempenho das
companhias.
A Carne Fraca ainda teve outras duas fases (maio de 2017 e
março de 2018), mas sem citar o grupo JBS.

AGILIDADE
O laboratório de Redenção realizará análises microbiológicas
e fisico-químicas para apoiar as unidades da JBS Carnes no Pará
(Redenção, Marabá, Tucumã e Santana do Araguaia) e em Tocantins
(Araguaína). De acordo com a empresa, serão em média 2,5 mil
análises por dia.
Em Campo Grande (MS), o laboratório inaugurado em março tem
como objetivo realizar cerca de 4,5 mil análises por dia e
atenderá unidades da empresa na capital, além de Nova Andradina,
Ponta Porã, Anastácio e Naviraí, todas no Mato Grosso do Sul.
A unidade na capital do Mato Grosso do Sul conta com uma
área focada em análises microbiológicas e físico-químicas, mas a
partir do segundo semestre começará a fazer análises de biologia
molecular (testes de DNA) para algumas espécies de
microorganismos em amostras de carne bovina e de ambiente em
tempo real.
Raucci destacou que a novidade vai permitir uma queda
acentuada na obtenção dos diagnósticos. Segundo ela, algumas
amostras eram enviadas para serem examinadas no exterior e
levavam em torno de 15 dias para ficarem prontas. "Agora vamos
trabalhar com um máximo de 72 horas para ter esses resultados."
Os laboratórios da JBS Carnes realizam cerca de 70 mil
diagnósticos por mês. De acordo com a executiva, a empresa vem
aumentando em torno de 8 a 10 por cento por ano a quantidade de
análises.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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