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SÃO PAULO, 26 Mai (Reuters) – A greve dos caminhoneiros
levou os brasileiros a correrem para estocar produtos de
primeira necessidade, mudando seus hábitos de consumo no momento
em que o bloqueio de rodovias passou a afetar o abastecimento no
país, mostrou pesquisa divulgada nesta sábado.
A receita de vendas em postos de combustíveis– os primeiros
produtos a registrarem desabastecimento- -chegou a dobrar quarta
e quinta-feira na comparação com a média diária do início do mês
de maio, mostrou o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) sobre
o comportamento do consumo no país entre os dias 23 e 25 de
maio, após o início da greve dos caminhoneiros, no dia 21,
segunda-feira.
O aumento na receita veio em meio ao crescimento da
quantidade de vendas e do gasto médio, que subiram 53 por cento
e 31 por cento, respectivamente, no mesmo período.
No entanto, na sexta-feira houve queda de 28 por cento na
receita de vendas, afetada pela baixa na quantidade de vendas
realizadas (-38 por cento) em meio à diminuição na oferta, com
diversos estabelecimentos fechados. O gasto médio, entretanto,
seguiu em alta, com 15 por cento.
O segmento de supermercados e hipermercados teve crescimento
de 23 por cento nas receitas quarta e quinta-feira, ampliando o
ganho para 52 por cento na sexta-feira, ficando atrás apenas da
receita registrada no sábado véspera do Dia das Mães.
O aumento no segmento de super e hipermercados refletiu de
forma similar o crescimento tanto na quantidade de vendas quanto
no gasto médio, que também tiveram as maiores altas na
sexta-feira.
"O ICVA nos evidencia que a população brasileira tem se
preocupado com itens de necessidade básica. Porém, pode ocorrer
que esse segmento também seja afetado pela eventual escassez de
produtos", disse Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da
Cielo, em comunicado.
O setor de alimentação (bares e restaurantes) registrou
queda de 8 por cento na quinta-feira em comparação com a semana
anterior, devido, principalmente, à diminuição da quantidade de
vendas, que também caiu 8 por cento.
Vestuário e artigos desportivos teve comportamento parecido,
com quedas de 10 por cento na receita e de 12 por cento na
quantidade de vendas.
Os setores de móveis, eletrodomésticos e lojas de
departamento, e de materiais para construção também registraram
quedas na receita na quinta-feira em relação à semana
anteriores, de 19 e 16 por cento, respectivamente. Os dois
resultados foram afetados pela redução na quantidade de produtos
vendidos.
A paralisação dos caminhoneiros contra a alta do diesel
entrou no sexto dia neste sábado, afetando o abastecimento no
país e ainda com bloqueios em estradas. O governo vai começar a
aplicar multas de 100 mil reais por hora parada para as
transportadoras que não voltarem à atividade após o recente
acordo.

(Por Flavia Bohone; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))

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