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Por Jim Finkle e Heather Somerville
TORONTO, 22 Nov (Reuters) – Governos de vários países
abriram investigações contra o Uber UBER.UL , após a empresa
revelar que encobriu uma violação que expôs dados de milhões de
clientes e motoristas, no mais recente escândalo a atingir a
empresa de transporte urbano compartilhado por aplicativo.
Autoridades na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, dois dos
principais mercados do Uber, bem como a Austrália e as Filipinas
anunciaram nesta quarta-feira que vão investigar a resposta da
empresa à violação dos dados.
Parlamentares dos EUA pediram audiências no Congresso e que
a Comissão Federal de Comércio (FTC) analise a questão.
O Uber disse que está em contato com a FTC e vários países
para discutir o ataque no ano passado, que expôs dados sobre
milhões de clientes e motoristas.
"Fizemos contato com vários procuradores-gerais e com a FTC
para discutir esta questão, e estamos prontos para cooperar com
eles no futuro", disse um porta-voz do Uber por e-mail.
O Uber dissera na terça-feira que, no fim de 2016, pagou
100 mil dólares para hackers destruírem dados roubados de mais
de 57 milhões de clientes e motoristas da empresa e que não
revelou o incidente para as vítimas e autoridades.
O presidente-executivo da empresa reconheceu que a empresa
cometeu um erro ao lidar com a violação.
A empresa é conhecida pela posição dura que tem adotado
contra os reguladores, em sua busca para ampliar agressivamente
seu serviço e competir com serviços de táxi.
Procuradores-gerais em pelo menos quatro estados
norte-americanos –Connecticut, Illinois, Massachusetts e Nova
York, disseram que lançaram investigações sobre a violação.
"Temos sérias preocupações sobre a conduta relatada", disse
a procuradora-geral de Massachusetts, Maura Healey.
A FTC, que investiga empresas acusadas de descuido com os
dados dos consumidores, disse que está analisando o assunto, mas
recusou-se a dizer se lançou uma investigação formal.
"Soubemos de reportagens que descrevem uma violação no final
2016 nas ações dos funcionários do Uber após essa violação.
Estamos avaliando de perto as questões graves levantadas", disse
uma porta-voz da FTC.
A autoridade britânica de proteção de dados disse que vai
trabalhar com agências locais e no exterior para investigar a
questão.
"Se os cidadãos do Reino Unido foram afetados, então
deveríamos ter sido notificados para que pudéssemos avaliar e
verificar o impacto sobre as pessoas cujos dados foram
expostos", disse James Dipple-Johnstone, vice-comissário de
Informação do Reino Unido.
As informações roubadas incluíam nomes, endereços de email
e números de telefone de 57 milhões de usuários do Uber, e nomes
e números de licenças de 600 mil motoristas dos EUA, segundo um
post do novo executivo-chefe do Uber, Dara Khosrowshahi, que
substituiu o cofundador Travis Kalanick em agosto.
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS AAP


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