Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

SÃO FRANCISCO, Estados Unidos, 7 Jun (Reuters) – O Google
não vai permitir que seu software de inteligência artificial
seja usado em armas ou em esforços de vigilância não
justificáveis, afirmou a companhia nesta quinta-feira.
A restrição poderá ajudar a gestão do Google a desarmar
meses de protestos de milhares de funcionários contra o trabalho
da empresa junto a militares dos Estados Unidos para identificar
objetos em vídeos produzidos por drones.
O Google vai buscar outros contratos governamentais,
incluindo cibersegurança, recrutamento militar e busca e
resgate, disse o presidente-executivo, Sundar Pichai.
"Queremos deixar claro que apesar de não estarmos
desenvolvendo inteligência artificial para uso em armamentos,
vamos continuar com nosso trabalho junto a governos e o exército
em muitas outras áreas", disse o executivo.
Avanços na redução de custo e performance de computadores
avançados começaram a levar a inteligência artificial de
laboratórios de pesquisa para setores como o militar e o de
saúde. O Google e seus grandes rivais se tornaram líderes em
vendas de ferramentas de inteligência artificial.
Mas o potencial dessa tecnologia em selecionar ataques de
drones melhor que especialistas militares ou em identificar
dissidentes por meio de um grande conjunto de dados recolhidos
em comunicações online tem criado preocupações entre acadêmicos
que estudam ética e entre os funcionários do próprio Google.
"Assumir uma posição clara contra o uso destas tecnologias
em armamentos" ajudará o Google a demonstrar "seu compromisso em
preservar a confiança de sua base internacional de clientes e
usuários", disse Lucy Suchman, uma professora de sociologia na
Lancaster University, na Inglaterra, à Reuters.
O Google afirmou que não vai buscar o desenvolvimento de
aplicações de inteligência artificial que possam causar
ferimentos físicos, que estejam vinculadas à vigilância e
"violem normas aceitas internacionalmente que protegem os
direitos humanos" ou que apresentem maiores "riscos materiais"
que benefícios.
Os princípios também determinam que funcionários da empresa
e clientes "evitem impactos injustos sobre as pessoas",
particularmente relacionados a raça, gênero, religião,
orientação sexual ou política.
Pichai afirmou que o Google se reserva o direito de bloquear
aplicações que violem estes princípios.
(Por Paresh Dave)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ GM


Assuntos desta notícia