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Por Sybille de La Hamaide
PARIS, 12 Jun (Reuters) – A francesa Tereos TEREO.UL ,
diante dos preços internacionais do açúcar em patamares
historicamente baixos, está considerando oferecer uma
participação a um parceiro internacional, já que o grupo busca
construir mercados no exterior, disse a empresa nesta
terça-feira.
É improvável que o novo sócio seja francês ou uma
cooperativa, e não seria necessariamente outro grupo de açúcar,
disse o presidente-executivo Alexis Duval à Reuters antes de
anunciar os resultados.
A Tereos, que se tornou a segunda maior produtora de açúcar
do mundo na última temporada, ao impulsionar a produção após o
fim das cotas da União Europeia no ano passado, está enfrentando
uma queda acentuada nos preços do açúcar devido ao excesso de
oferta.
"Hoje a diversificação e a internacionalização não são uma
opção para grupos como o nosso… neste contexto, estamos
lançando um estudo que poderá nos levar a abrir o capital da
Tereos para atores externos que não cooperativas", disse Duval.
Ele disse que o grupo acaba de começar essa avaliação e que
uma mudança no capital, que poderia tomar a forma de uma oferta
pública inicial (IPO, na sigla em inglês), não ocorrerá nesta
temporada. Ele disse que o grupo ainda não entrou em contato com
nenhum parceiro em potencial.
"O mercado de açúcar está ficando mais internacional
estruturalmente", disse ele, acrescentando que há um número
crescente de clientes no exterior.
A Tereos listou anteriormente operações de processamento de
cana-de-açúcar, cereais e amido na Bolsa de Valores de São Paulo
no Brasil em 2010. Mas o negócio foi deslistado seis anos
depois.
Apesar do forte aumento na produção de açúcar e amido, as
vendas do grupo no ano até 31 de março aumentaram apenas 3,5 por
cento em valor, para 4,99 bilhões de euros. O lucro ajustado
antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda)
caiu 2 por cento, para 594 milhões de euros.
O grupo limitou o impacto dos preços mais baixos do açúcar
graças a maiores vendas e operações de hedge, disse Duval a
repórteres.
O grupo fixou suas exportações europeias de açúcar para
2017/18 a preços médios mais altos do que o mercado mundial e
cobriu as exportações para metade da temporada de 2018/19, disse
Duval. Um terço da produção europeia de açúcar para o período de
2018/19 também foi fixada.
A filial comercial do grupo, a Tereos Commodities, abriu
escritórios no Vietnã e na África do Sul na última temporada,
elevando o número de escritórios de vendas para oito. Ela
comercializou quase 1,4 milhão de toneladas de açúcar, alta de
cerca de 40 por cento.
A produção de açúcar da Tereos saltou 26 por cento em 2017,
para 5,3 milhões de toneladas, tornando-a a segunda maior
fabricante de açúcar, atrás apenas da Suedzucker, da Alemanha.
O grupo, que tem 12 mil membros, espera que o excedente na
produção mundial de açúcar se estenda até o próximo ano fiscal.
Os preços mundiais médios do açúcar caíram 27 por cento em
2017/18.
"Esse ambiente deve afetar os resultados previstos para a
divisão de açúcar na Europa", disse a empresa.
Os resultados da divisão internacional devem se mostrar mais
resilientes do que os da Europa, beneficiando-se de ganhos de
desempenho e fortes preços do etanol no Brasil, onde o grupo
processou um recorde de 20 milhões de toneladas de
cana-de-açúcar em 2017/18.
A divisão de amido e adoçantes teve um aumento de 11 por
cento nas vendas em 2017/18, e o grupo disse que espera um
aumento nos volumes em 2018/19.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG LC


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