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LONDRES/TÓQUIO, 8 Mai (Reuters) – A farmacêutica japonesa
Takeda anunciou nesta terça-feira acordo para comprar a
britânica Shire por 45,3 bilhões de libras (62 bilhões de
dólares), na maior aquisição até agora no setor que atravessa
uma onda de consolidação.
Assumindo que a Takeda consiga aprovação de acionistas para
o acordo, a transação será a maior aquisição internacional já
feita por uma companhia japonesa e vai impulsionar a Takeda,
liderada pelo francês Christophe Weber, para o grupo das 10
maiores companhias farmacêuticas do mundo.
O grupo combinado será um líder em medicamentos para
distúrbios gástricos, neurociência, oncologia, doenças raras e
terapias com derivados de sangue usadas em casos como hemofilia.
A Shire tem se mostrado lucrativa vendendo medicamentos para
tratamento de hiperatividade e doenças raras, mas o tamanho do
acordo tornará a Takeda uma das farmacêuticas mais endividadas
do mundo, o que fez a agência de classificação de risco Standard
& Poor's alertar para um potencial corte de nota da empresa.
Para reduzir a dívida rapidamente, a Takeda planeja cortar
milhares de empregos e investimento duplicado em pesquisa de
medicamentos. O grupo combinado tem hoje 52 mil funcionários e
esse número provavelmente será reduzido em 6 a 7 por cento.
A oferta da Takeda envolve 46 por cento do valor em dinheiro
e o restante em ações, o que deixará os acionistas da Shire
controlando cerca de metade do grupo combinado. A Shire tinha
rejeitado quatro ofertas anteriores da Takeda.
A Shire foi criada em 1986, vendendo suplementos de cálcio
para tratamento de osteoporose, em um escritório acima de uma
loja em Hampshire, sul da Inglaterra. Desde então a empresa
cresceu rapidamente por meio de aquisições, gerando no ano
passado receita de 15,2 bilhões de dólares.
Mas a companhia tem passado por pressão nos últimos 12 meses
por causa da competição maior de fabricantes de medicamentos
genéricos e dívida gerada pela criticada aquisição da Baxalta em
2016 por 32 bilhões de dólares.
(Por Ben Hirschler, Paul Sandle e Sam Nussey)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ AAP


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