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Por Yuka Obayashi e Ritsuko Shimizu
TÓQUIO, 20 Mai (Reuters) – Uma demanda global forte ajudou a
amortecer o impacto das tarifas de importação dos Estados Unidos
na Nippon Steel
, mas o principal siderúrgico japonês continua
preocupado que as barreiras comerciais dos EUA podem levar a um
excesso de produtos na Ásia, com um mercado muito maior.
O Japão está entre os 10 maiores exportadores de aço para os
Estados Unidos, que em março passou a cobrar uma tarifa de 25
por cento sobre produtos de aço, com o objetivo de reduzir
compras da China.
"Não houve grande impacto das tarifas dos EUA graças a uma
sólida demanda global", disse à Reuters em entrevista na semana
passada o vice-presidente executivo da Nippon Steel, Katsuhiro
Miyamoto.
A Nippon Steel, cujos carregamentos para os EUA representam
4 por cento de suas exportações totais, viu mais de 90 por cento
de seus clientes mantendo a compra de seus produtos mesmo depois
que as tarifas foram impostas, por serem produtos especializados
como trilhos e canos longos, disse Miyamoto.
As subsidiárias da Nippon Steel nos EUA que possuem
capacidade de produção combinada de 7,1 milhões de toneladas
estão se beneficiando dos preços mais altos, ele acrescentou.
"Mas estamos observando de perto para onde estão indo os
produtos que foram barrados dos Estados Unidos, já que eles
podem prejudicar o mercado asiático se vierem para esta área",
disse ele. Cerca de 70 por cento das exportações da Nippon Steel
vão para a Ásia.
As pesadas tarifas dos EUA sobre o aço poderiam transformar
o sudeste da Ásia no novo posto de caça para exportadores
globais encontrarem compradores, dizem representantes da
indústria e operadores, criando um excesso que poderia reduzir
preços e levar alguns produtores à falência.
Por agora, Miyamoto está otimista sobre a demanda por aço na
Ásia.
"A demanda do Japão em construção e automóveis é sólida. Na
China, os gastos dos consumidores também estão fortes e há
vários projetos de infraestrutura como metrôs e apartamentos
próximos às estações", disse ele.
Dada a perspectiva de uma demanda saudável e seus gastos
atuais para modernizar unidades mais antigas, a Nippon Steel
planeja elevar sua produção de aço bruto para mais de 42,6
milhões de toneladas no corrente ano até março de 2019, ante
40,67 milhões de toneladas há um ano.
A companhia também busca melhorar margens aumentando preços
de produtos para ajudar na absorção de custos em alta de
materiais auxiliares, como manganês e zinco, e despesas de
distribuição, disse Miyamoto.
O fabricante não fornece uma previsão de resultados. Uma
pesquisa Thomson Reuters com 13 analistas prevê um lucro
recorrente médio de 351 bilhões de ienes para o ano atual,
contra 297,5 bilhões de ienes no ano passado.

($1 = 110.8300 ienes)
(Por Yuka Obayashi e Ritsuko Shimizu)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7757))
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