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XANGAI/PEQUIM, 10 Nov (Reuters) – Na extensa Universidade
Renmin da China, em Pequim, dois novos mensageiros brilhantes
atravessam multidões de estudantes para entregar encomendas ao
longo do dia. Mas eles não são entregadores normais.
Vermelho, cinza e pretos, eles são os entregadores do
futuro, controlados a 40 quilômetros de distância por um centro
de comando da gigante de comércio eletrônico JD.com .
Os robôs estão entre as tecnologias que estão revolucionando
a vasta indústria de entregas da China, que está enfrentando
dificuldades para lidar com o ritmo de crescimento de 50 por
cento ao ano em volumes de encomendas.
As principais empresas de entrega da China, como S.F.
Express , BEST e ZTO Express
começaram a testar robôs e linhas de triagem automatizadas antes
do Dia dos Solteiros na China – uma festa de compras online que
pode fazer com que até 1,5 bilhão de encomendas sejam enviadas
em todo o país.
"Os salários estão aumentando e o custo da tecnologia está
realmente diminuindo", disse Bao Yan, diretor de estratégia da
JD Logistics, que gerencia a rede logística da JD.com. "Nós
controlamos o processo completo… queremos ter automação em
tudo, desde o centro de atendimento ao transporte e a entrega no
último quilômetro."
A revolução robótica não é exclusividade da China. A
varejista online Amazon equipa seus armazéns com
milhares de robôs desde 2014, o que tem ajudado a reduzir custos
operacionais e tempos de entrega.
Entretanto, executivos da indústria na China afirmam que
estão superando a Amazon ao usarem e desenvolverem a tecnologia
mais rápido. "A taxa de adoção entre empresas chinesas é
extremamente rápida. A economia se desenvolve tão rapidamente
então todos estão correndo para competir e acompanhar o ritmo",
afirmou Johnny Chou, presidente e fundador da BEST.
Os varejistas online Alibaba, JD.com e S.F. Express estão
investindo em programas que envolvem drones, com os quais
esperam um dia poder fazer entregas de encomendas na última
milha, especialmente em áreas rurais de difícil acesso.
Outros, como a ZTO Express, desenvolveram linhas
automatizadas de seleção que podem escanear os produtos e
separar as encomendas para destinos diferentes na mesma correia.
O vice-presidente financeiro da ZTO, James Guo, afirmou que
as linhas automáticas, que custaram cerca de 600 mil dólares
cada uma, podem separar 25 mil encomendas por hora empregando 40
trabalhadores. Uma linha manual pode separar 4 mil pacotes com
ajuda de 120 funcionários. A ZTO tem 44 dessas linhas
automáticas.
"Ao economizar em salário anual de 70 a 80 trabalhadores, eu
posso recuperar facilmente meu investimento em uma linha", disse
Guo.
Outros executivos da indústria disseram que os salários do
setor, que emprega cerca de 3 milhões de funcionários, estão
subindo em ritmo de dois dígitos por ano, superando o
crescimento da economia da China.
"Podemos não precisar nem de 10 anos para conseguirmos ter
armazéns e distribuição totalmente automatizados", disse Chou,
da BEST. "O desenvolvimento está acontecendo muito rapidamente."
(Por Brenda Goh e Pei Li)
((Tradução Redação São Paulo 56447764))
REUTERS NS AAJ


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