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Por Silke Koltrowitz
GENEBRA, 19 Jan (Reuters) – A relojoaria de luxo suíça
Audemars Piguet disse que vai lançar um negócio de relógios
usados neste ano, tornando-se a primeira grande marca a anunciar
planos para explorar um mercado de rápido crescimento de
relógios usados.
A empresa disse à Reuters que realizou um teste em uma loja
em Genebra e que vai ampliar o negócio para outros
estabelecimentos na Suíça este ano. Se os resultados forem
positivos, ele disse que iria implementar a operação nos Estados
Unidos e no Japão.
"A segunda mão é a próxima grande coisa na indústria de
relógios", disse o presidente-executivo, François-Henry
Bennahmias, à Reuters na entrevista na feira relógio SIHH, em
Genebra, nesta semana.
Os relojoeiros de luxo até então evitavam o comércio de
produtos usados, temendo diluir a exclusividade de suas marcas e
canibalizar suas vendas. Em vez disso, cederam o terreno a
terceiros.
Mas alguns agora estão buscando rever a estratégia, devido à
desaceleração das vendas em toda a indústria, combinada com um
mercado de usados que está se expandindo rapidamente, alimentado
por plataformas online como o Chrono24 e The RealReal.
Várias marcas menores, incluindo H.Moser & Cie e MB&F,
sinalizaram interesse no comércio de usados.
"É importante controlar a venda de relógios usados para
proteger os proprietários e o valor dos relógios ao manter o
mercado secundário sob controle", disse o chefe da H.Moser &
Cie, Edouard Meylan, à Reuters.
A MB&F, que planeja vender relógios usados em seu site este
ano, disse à Reuters que espera dar desconto normal de 20 a 30
por cento. Um porta-voz disse que os clientes que compram de
marcas de relógios estabelecidas podem sentir-se confiantes de
que estão adquirindo produtos genuínos em bom estado de
funcionamento e com garantia válida.
As marcas maiores, Rolex, Patek Philippe, Swatch Group,
Richemont e Breitling, recusaram-se a comentar, quando
perguntadas se planejam entrar no mercado de usados, enquanto a
divisão de relógios da LVMH não estava imediatamente disponível.
(Por Pravin Char)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS MPP


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