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Por Julie Astrid Thomsen
COPENHAGEN, 8 Jan (Reuters) – A dinamarquesa GN Store Nord
almeja ganhar uma fatia maior do mercado em rápida
expansão de fones de ouvido sem fio ao introduzir um novo
produto, desafiando os populares Airpods da Apple .
A tecnologia sem fio deve responder por uma participação
crescente do mercado global de fones de ouvido de 9,6 bilhões de
dólares, o que significa intensa concorrência entre as empresas
de tecnologia dispostas a lucrar com essa tendência.
Integrar o sistema de controle de voz da Amazon ,
Alexa, e reduzir pela metade o preço estão entre as medidas
adotadas pela GN para atrair novos clientes com seu mais recente
produto.
"Estamos expandindo nossa marca para entregar produtos
visando um segmento mais amplo dominado pela Apple", disse à
Reuters René Svendsen-Tune, executivo-chefe da divisão de áudio
da GN.
A GN é mais conhecida como fabricante de aparelhos
auditivos, mas segue uma tradição dinamarquesa de inovação que
remonta a 1869, quando iniciou as operações como companhia de
telégrafo.
De fato, a divisão de aparelhos auditivos foi beneficiada
por trabalhar de perto com a Apple por anos ao usar a tecnologia
similar a bluetooth, instalada na orelha, que permite ao usuário
transmitir voz e música dos iPhones.
A empresa prosseguirá com a parceria e, ao mesmo, competirá
com a Apple no mercado de fones de ouvido sem fio, de acordo com
Svendsen-Tune.
A GN lançou seus primeiros fones de ouvido sem fio em
novembro de 2016. No mês seguinte, a Apple lançou os Airpods.
Os fones de ouvido originais da GN, customizados para
atletas com capacidade de monitorar o progresso e o batimento
cardíaco, eram vendidos a 370 dólares, duas vezes mais caro que
o produto equivalente da Apple.
"A Apple ajudou a desenvolver esse mercado com grande
velocidade, mas agora nós estamos lançando uma nova geração",
explicou Svendsen-Tune antes do lançamento do produto no
Consumer Electronics Show, em Las Vegas.
Na primeira metade de 2017, cerca de 900 mil unidades de
fones de ouvido sem fio foram vendidos só nos Estados Unidos e,
desde o lançamento em 2016, a Apple respondeu por 85 por cento
das vendas, segundo dados do NPD Group.
A GN disse que ocupava a segunda posição, mas com uma
participação de mercado de um único dígito. Mas o mercado ainda
está evoluindo e a concorrência é acirrada.
"Se mantivermos um segundo lugar em 2018, eu acredito que
teremos nos saído muito bem", disse Svendsen-Tune. A divisão de
áudio da GN responde por 40 por cento da receita da companhia,
enquanto a de aparelhos auditivos contribui com 60 por cento.
((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM RBS


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