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SÃO PAULO, 16 Abr (Reuters) – O déficit acumulado dos fundos
fechados de previdência complementar diminui fortemente em 2017,
refletindo a melhora de rentabilidade e o equacionamento feito
pelas instituições, informou nesta segunda-feira o órgão que
regula o setor, Previc.
Segundo a autarquia, o saldo negativo do setor no final do
ano passado era de 15,6 bilhões de reais, valor 36,1 bilhões de
reais inferior ao de um ano antes.
"A dinâmica positiva da solvência é resultante da
recuperação da atividade econômica e, principalmente, do
equacionamento de déficits", afirmou a Previc, em comunicado.
Alguns dos maiores fundos fechados do país, incluindo o
Petros, dos funcionários da Petrobras ; e o Funcef,
dos empregados da Caixa Econômica Federal, lançaram programas de
equacionamento, cobrando contribuições maiores de seus
associados, para cobrir anos de rombos bilionários, causados
entre outros motivos por investimentos fracassados em projetos
como o da afretadora de sondas de petróleo Sete Brasil.
Com a redução dos índices de inflação e das taxas de juros
em 2017, ativos indexados à taxa de juros pré-fixada e marcados
a mercado propiciaram o reconhecimento de resultados positivos.
Além disso, a forte valorização do mercado acionário trouxe
resultados positivos para as participações que os fundos têm em
empresas listadas na B3.
Os ativos dos fundos fechados de previdência cresceram 5,9
por cento em 2017, para 842 bilhões de reais, segundo a Previc.

(Por Aluisio Alves
Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; + 55 11 5644-7712;
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