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LONDRES, 13 Fev (Reuters) – Os credores comerciais de Cuba
ofereceram um "alívio de dívida muito significativo" em uma
proposta enviada a Havana no final de janeiro, segundo dois
assessores do grupo, em um sinal de que os detentores de títulos
inadimplentes estão prontos para aumentar pressão sobre a ilha.
Cuba tem visto uma queda em sua situação financeira nos
últimos dois meses por conta do aprofundamento de uma crise
econômica na Venezuela, menores receitas de exportações de
matérias-primas e produtos relacionados, devastação provocada
pelo furacão Irma e por conta do endurecimento das restrições a
negócios e viagens feitas pelos Estados Unidos.
Em 2015, a ilha chegou a um acordo de dívida com credores
reunidos no Clube de Paris, mas o país segue excluído dos
mercados internacionais de capitais por não ter negociado com
detentores de dívidas inadimplentes do Clube de Londres.
"O comitê se aproximou de Cuba no final de janeiro", disse
Rodrigo Olivares-Caminal, coordenador do grupo de credores e
professor de direito da Queen Mary University, em Londres.
"Fizemos uma proposta de boa-fé ao governo", acrescentou.
O grupo possui dívida cubana com um valor nominal de 1,4
bilhão de dólares e é formado por três fundos – Stancroft Trust,
Adelante Exotic Debt Fund e CRF I – e um banco comercial.
"Estamos tentando dar outra oportunidade ao país para que
alcance um entendimento amigável com credores", disse
Olivares-Caminal à Reuters. "Isto lhe daria termos vantajosos
para remediar sua situação a respeito dos mercados de capital."
Embora os detalhes da proposta sejam confidenciais, a
proposta incluirá um "alívio de dívida muito significativo",
disse Lee Buchheit, do escritório Cleary Gottlieb Steen &
Hamilton, um advogado especializado em reestruturações que foi
contratado pelo grupo no ano passado.
Sob o acordo de 2015, diversos credores do Clube de Paris
perdoaram 8,5 bilhões dos 11,1 bilhões de dólares em dívidas que
o país não havia cumprido desde 1986, mais encargos. O pagamento
foi estruturado em 18 anos e Havana já cobriu duas parcelas
deste então.
Como parte do acordo, alguns credores também se prepararam
para trocar dívida por uma participação em projetos locais de
desenvolvimento. Isto foi visto como um avanço e Cuba concordou
pela primeira vez em entregar a países capitalistas ricos uma
parte de projetos em setores como manufaturas e agricultura.
(Por Karin Strohecker)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ


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