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O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) avançou 1,5 ponto em novembro, para 91,8 pontos, retornando ao nível de maio de 2014. Os dados foram apresentados nesta manha.

“Gradualmente a confiança empresarial avança e se aproxima de níveis compatíveis com períodos de expansão econômica. A aceleração da melhora das percepções sobre a situação atual nos últimos meses deu mais consistência à tendência recuperação da confiança em 2017. Do lado das expectativas, chama atenção em novembro o fato de que pela primeira vez em três anos há mais empresas prevendo aumentar que reduzir o total de pessoal ocupado nos meses seguintes.” afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE.

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O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Em novembro, houve melhora das avaliações em relação à situação atual e das expectativas para os meses seguintes. A alta de 1,1 ponto do Índice de Expectativas (IE-E), para 98,5 pontos, leva este indicador ao maior nível desde dezembro de 2013 (100,3 pontos). Já o Índice da Situação Atual (ISA-E) subiu 0,7 ponto, para 86,7 pontos. Após a quinta alta consecutiva, este subíndice acumula ganho de 13,7 pontos no ano e atinge o maior patamar desde dezembro de 2014.

A confiança empresarial avançou em dois dos quatro setores que integram o ICE. A maior contribuição para a alta do ICE em novembro foi dada pela Indústria (1,4 ponto) seguida pelo Setor da Construção (0,1 ponto).

Um destaque de novembro é a evolução do indicador de ímpeto de contratações pelo setor empresarial: pela primeira vez desde novembro de 2014 a parcela de empresas que preveem aumentar o quadro de pessoal nos três meses seguintes (15,2%) supera a das que projetam redução (14,6%). O resultado foi influenciado pelo avanço do ímpeto de contratações na indústria, segmento em que a diferença entre a proporção de previsões de aumento e de redução do total de pessoal ocupado alcançou 6,8 pontos percentuais no mês. Em Serviços e no Comércio a diferença ficou próxima a zero e na Construção continua negativa (-9,5 p.p.).

Difusão da alta da confiança entre os segmentos

Em novembro, a confiança aumentou em 49% dos 49 segmentos pesquisados pela FGV IBRE para compor o ICE. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta na margem é de 60% do total.

Para a edição de novembro de 2017, foram coletadas informações de 4.923 empresas entre 1 e 27 de novembro.


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