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PEQUIM, 11 Jan (Reuters) – A China informou nesta
quinta-feira que um sentimento protecionista tem crescido nos
Estados Unidos, e criticou Washington por bloquear a aquisição
chinesa de uma companhia financeira norte-americana por razões
de segurança.
A compra planejada de 1,2 bilhão de dólares da companhia de
transferências MoneyGram International pela Ant Financial ruiu,
na semana passada, após uma comissão do governo dos EUA rejeitar
o acordo por preocupações de segurança nacional.
O acordo seria a negociação chinesa mais importante a ser
finalizada nos Estados Unidos desde que Donald Trump foi eleito
presidente norte-americano há um ano com promessas de colocar os
EUA em primeiro lugar e proteger empregos norte-americanos de
competidores estrangeiros.
"Nós notamos recentemente que vozes protecionistas têm
crescido nos EUA", disse o porta-voz do Ministério do Comércio
chinês, Gao Feng, em entrevista coletiva.
A China está particularmente preocupada com países que usam
preocupações de segurança nacional como uma maneira de bloquear
investimentos estrangeiros, acrescentou.
A Ant Financial é propriedade do conglomerado chinês Alibaba
Group Holding Ltd .
Em outro golpe às ambições globais de companhias chinesas, o
acordo planejado da Huawei Technologies com a operadora
norte-americana AT&T para vender smartphones nos EUA também
desmoronou por preocupações de segurança, disseram pessoas com
conhecimento do assunto na quarta-feira.
Os acordos fracassados acontecem conforme os EUA consideram
diversas novas ações tarifárias nas próximas semanas, incluindo
amplas restrições sobre importações de aço e alumínio e ações
punitivas contra a China oriundas de uma investigação sobre
suposto roubo de propriedade intelectual cometido por Pequim.
"O comércio continua acima de tudo em minha cabeça como um
risco para a China porque é algo que eles não podem controlar",
disse Michael Spencer, economista-chefe para Ásia-Pacífico no
Deutsche Bank.
"Mas meu caso base é que eles terão mais atritos comerciais
neste ano do que no ano passado, mas isto não vai levar a um
declínio significativo em exportações reais da China".
Um editorial no jornal oficial China Daily nesta
quinta-feira culpou o fim do acordo entre Huawei e AT&T na
pressão política, ao invés de considerações de negócios, e disse
que isto ameaça o tipo de relações benéficas para ambos lados
que a China busca.
"Esta não é a primeira vez que políticos dos EUA recorrem a
insultos para impedir a entrada de companhias chinesas de alta
tecnologia no mercado norte-americano sob o pretexto de que
impõem ameaças à segurança nacional", disse o jornal.
As críticas de Washington à economia rigidamente controlada
e restrições da China sobre investimentos estrangeiros soam
vazias, afirmou o jornal.
"Seu bloqueio de acordos envolvendo companhias chinesas em
setores nos quais tradicionalmente possui vantagem mostra que
suas críticas possuem mais validade caso direcionadas ao mercado
dos EUA", disse o editorial.
(Reportagem de Elias Glenn e Stella Qiu)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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