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Por Taro Fuse e Taiga Uranaka
TÓQUIO, 17 Mai (Reuters) – A Toshiba Corp disse na
quinta-feira que os reguladores da China aprovaram a venda de
sua unidade de chips por 18 bilhões de dólares a um consórcio
liderado pela empresa norte-americana de private equity Bain
Capital, marcando o fim de uma saga que durou um ano em torno de
seu ativo mais valioso.
A análise antimonopólio era o maior e último obstáculo para
a venda bem-sucedida da Toshiba Memory, a segunda maior
produtora mundial de chips NAND.
O consórcio Bain venceu no ano passado uma longa e altamente
controversa batalha pelo negócio, que a Toshiba colocou à venda
após bilhões de dólares em custos extras com a sua unidade
nuclear Westinghouse, que mergulhou em uma crise.
A aprovação do acordo veio em um momento de tensão comercial
entre a China e os Estados Unidos, que tem alimentado temores de
que Pequim adiaria as revisões dos principais acordos globais de
chips. Liu He, confidente de Xi Jinping, está atualmente em
Washington para discutir a disputa comercial.
A Toshiba informou em um breve comunicado que espera que o
acordo seja concluído em 1º de junho.
Um representante da Administração Estatal da China para a
Regulamentação do Mercado disse no início do dia que não estava
ciente da situação e não fez mais comentários. Um representante
da Bain não estava imediatamente disponível para comentar.
A revisão prolongada alimentou especulações de que a Toshiba
poderia abandonar o negócio e buscar planos alternativos, como
uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da
unidade.
A aprovação do consórcio Bain pode aumentar as esperanças de
que Pequim também dê a luz verde para a proposta da Qualcomm
de 44 bilhões de dólares pela rival NXP Semiconductors
. Fontes com conhecimento do assunto disseram à Reuters
na terça-feira que ainda não houve nenhum avanço concreto na
China.
O consórcio da Bain inclui a fabricante de chips sul-coreana
SK Hynix , a Apple Inc. , Dell Technologies,
Seagate Technology e Kingston Technology.
O acordo vai levar a Toshiba a reinvestir na unidade e junto
com Hoya Corp , fabricante de peças para dispositivos de
chips, as empresas japonesas vão deter mais de 50 por cento do
negócio – um desejo profundo do governo japonês.
Se a aprovação não tivesse sido concedida, a Toshiba teria a
opção de desistir. A empresa não está mais desesperada por
dinheiro, depois de uma nova emissão de 5,4 bilhões de dólares
para investidores estrangeiros no final do ano passado, enquanto
alguns acionistas ativistas se opõem à venda, argumentando que
ela subestima o valor da unidade significativamente.
Mas os credores da Toshiba, incluindo os principais bancos,
estão ansiosos para que o acordo prossiga, dizendo que a empresa
por si só não é capaz de arcar com o enorme investimento de
capital necessário para acompanhar rivais como a Samsung
Electronics .
(Reportagem adicional de Stella Qiu em Pequim, Makiko
Yamazaki e Junko Fujita em Tóquio, e Miyoung Kim em Cingapura)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7727))
REUTERS FB RBS


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