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SÃO PAULO, 10 Mai (Reuters) – O presidente do conselho de
administração da Azul , David Neeleman, disse nesta
quinta-feira que a valorização do dólar é um desafio, mas que a
empresa está preparada.
Em teleconferência com analistas para comentar o resultado
do primeiro trimestre, executivos da empresa disseram que a Azul
possui política de hedge cambial e também para a exposição às
oscilações dos preços do combustível, mas que essas medidas são
de curto prazo e fazem parte de outras frentes adotadas pela
empresa para enfrentar essas oscilações.
Segundo o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson,
embora as oscilações cambiais tenham algum impacto nos negócios,
a empresa tem baixa exposição cambial.
No primeiro trimestre, 65 por cento da dívida total da Azul
era em reais, enquanto 35 por cento era em dólares. Quando
exclui aeronaves, a dívida na moeda norte-americana vai para 1
por cento do total.
Em relação ao eventual impacto na demanda por voos
internacionais, os executivos da empresa disseram que é possível
ver uma redução nessa linha devido à alta do dólar, mas que um
aumento na demanda por voos do exterior com destino ao Brasil
poderia compensar esse efeito.
Mais cedo, a Azul reportou seus números referentes aos
primeiros três meses do ano, com lucro líquido de 210,5 milhões
de reais, um salto de 260 por cento ante o mesmo período de
2017. A receita líquida nos três primeiros meses do ano subiu
17,8 por cento, a 2,2 bilhões de reais.
"Nossa receita nunca esteve mais forte do que agora", disse
Neeleman.
Os executivos reforçaram que a empresa está confiante em
entregar as estimativas de desempenho divulgadas para este ano,
que incluem previsão a de uma margem operacional entre 11 e 13
por cento. No primeiro trimestre, a margem operacional foi de
12,5 por cento, alta de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo
período do ano passado.

(Por Flavia Bohone; Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
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