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BRASÍLIA (Reuters) – O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou nesta segunda-feira, após se reunir com o presidente Michel Temer, que o governo brasileiro não deve, ao menos por ora, recorrer à entidade para questionar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar importações de aço e alumínio.

Segundo Azevêdo, o Brasil busca chegar a uma entendimento com outras nações para tomar uma decisão coletiva em relação aos EUA.

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"Pelo que pude depreender, o governo brasileiro está em contato com outros países que podem ser afetados por essas medidas para estudar quais alternativas seriam mais adequadas do ponto de vista brasileiro e até coletivo. Eu não sei se há uma determinação neste momento de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC", disse Azevêdo a jornalistas.

Azevêdo afirmou que o governo brasileiro "não exclui" a possibilidade de pedir a arbitragem da OMC, mas busca outras alternativas de solução do conflito.

O diretor-geral da OMC afirmou que, no momento, se está no início das articulações. "Acho que nós estamos em um primeiro momento da rodada de negociações e espero muito que esse entendimento frutifique e que nós consigamos evitar uma situação de quiproquó", disse, ao observar que uma escalada de retaliações seria difícil de reverter.

(Por Ricardo Brito)
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