Clicky

MetaTrader 728×90

(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento e mais
informações)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) – O principal índice de ações da
B3, recuou pelo quarto pregão seguido nesta sexta-feira,
renovando mínima de fechamento do ano, em meio ao aumento da
percepção de risco dos investidores com o cenário
político-eleitoral e o rumo da economia do país.
O Ibovespa caiu 1,23 por cento, a 72.942 pontos,
mínima desde 19 de dezembro. O volume financeiro da sessão foi
novamente expressivo e somou 20,5 bilhões de reais.
Na semana, o índice acumulou perda de 5,6 por cento, maior
declínio semanal desde maio de 2017. Foi também a quarta semana
de queda. A última vez que o Ibovespa teve essa série de perdas
semanais foi entre outubro e novembro de 2017.
Profissionais de renda variável seguiram citando a maior
apreensão de investidores em relação à cena eleitoral e à
fragilidade da economia, que tem se recuperado mais lentamente
do que o esperado.
Segundo o analista Lucas Claro, da Ativa Investimentos, o
cenário político é bastante parecido com o de três meses atrás,
mas o fato de os pré-candidatos considerados pró-reformas não
engrenarem e as incertezas seguirem elevadas conforme a eleição
se aproxima tem trazido desconforto.
"O mercado não interpreta bem essas incertezas", afirmou.
Apesar da queda do Ibovespa, muitos papéis se recuperaram,
após fortes perdas recentes, o que o analista da Ativa avaliou
como uma correção a exageros, embora o cenário siga
desfavorável. Na mínima do dia, o Ibovespa caiu 2,9 por cento.
A maior aversão a risco a ativos de mercados emergentes em
geral tem corroborado mais recentemente o viés mais negativo nas
operações domésticas. Nesta sessão, o índice MSCI de ações de
mercados emergentes caiu 1,05 por cento, a 1.137 pontos.
O Credit Suisse cortou o preço-alvo do MSCI de mercados
emergentes para o fim de dezembro a 1.250 pontos, versus 1.300
pontos anteriormente, mantendo classificação 'underweight' para
Brasil, citando entre os fatores um calendário político intenso.

DESTAQUES
– PETROBRAS PN caiu 3,24 por cento e PETROBRAS ON
recuou 4,86 por cento, na esteira da queda nos preços
do petróleo no exterior, e refletindo também as
incertezas sobre a autonomia da empresa de controle estatal. O
conselho da companhia aprovou a adesão à segunda fase do
programa de subvenção do diesel. Na véspera, o UBS cortou a
recomendação dos papéis para 'neutra'.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

– ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON
recuaram 4,81 e 3,8 por cento, respectivamente, ainda afetadas
pelo ceticismo dos investidores quanto à capitalização da
companhia, mas também pela percepção de dificuldades na
privatização de suas distribuidoras no Norte e Nordeste.

– BRF cedeu 7,49 por cento, após decisão da China
de impor direito antidumping provisório sobre as importações de
carne de frango do Brasil. Analistas veem possível pressão nas
margens da companhia, maior exportadora de frango do mundo, e
mais um entrave para os negócios globais da empresa.

– JBS subiu 4,14 por cento. O Itaú BBA disse em
nota a clientes que o impacto para JBS é mais limitado do que
para BRF e pode até ser positivo no médio prazo. Eles citam que
a Seara, unidade de frangos e suínos da JBS, representa menos de
15 por cento do Ebitda consolidado da empresa, enquanto a
Pilgrim's, subsidiária avícola norte-americana da JBS, pode se
beneficiar se a China retomar as importações de frango dos EUA.

– SUZANO PAPEL E CELULOSE desabou 9,54 por cento,
em meio ao recuo de mais de 5,5 por cento do dólar, após o
presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, prometer reforço na
atuação no mercado de câmbio nos próximos dias e lembrar os
agentes que a autoridade tem outros instrumentos para ampliar a
liquidez. FIBRIA caiu 4,63 por cento.

– VALE perdeu 6,4 por cento, no segundo pregão de
queda, apesar da alta do preço do minério de ferro
, acompanhando a queda de outras exportadoras.

– CSN caiu 5,02 por cento, em dia de queda das
ações de siderúrgicas, em meio à queda dos futuros do vergalhão
de aço na Bolsa de Xangai e à queda do dólar, enfraquecendo
também outras com receita favorecida pela alta da moeda
norte-americana, como EMBRAER , que caiu 4,31 por
cento.

– SMILES subiu 6,18 por cento, recuperando-se,
após perder mais de 20 por cento nos três pregões anteriores,
contaminada por preocupações relacionadas à sua controladora GOL
, em razão da recente disparada do dólar ante o real.

– B2W subiu 5,8 por cento, após queda nos últimos
três pregões, acumulando queda de 17,6 por cento no período, com
o setor de consumo experimentando uma trégua, apoiado em
sinalizações do presidente do Banco Central de que não irá
elevar a taxa de juros para conter a valorização do dólar.

Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em

(Edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


Assuntos desta notícia

Join the Conversation