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SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) – O principal índice de ações da
B3 não mostrava uma tendência firme nesta sexta-feira, marcada
por nova agenda repleta de balanços corporativos, com as ações
da Natura disparando 15 por cento após a fabricante de
cosméticos divulgar resultado trimestral considerado sólido por
analistas.
Às 12:27, o Ibovespa caía 0,16 por cento, a 85.720
pontos, tendo variado até o momento entre alta de 0,6 por cento
e queda de 0,32 por cento.
O volume financeiro do pregão somava 5,5 bilhões de reais.
"A bolsa está com a mesma dinâmica dos últimos pregões, com
o desempenho do Ibovespa ainda apoiado principalmente nas ações
de Vale e Petrobras, mas em um ritmo mais leve", afirmou um
gestor de uma corretora no Rio de Janeiro, destacando o cenário
relativamente calmo no mercado externo.
"O fluxo está voltando. Os gestores locais de fundos de
ações (FIAs) estavam com muito caixa desde o mês passado. Com
esse movimento recente, estão tendo que comprar para aumentar a
exposição", destacou.

DESTAQUES
– NATURA disparava 14,5 por cento, em meio à
repercussão positiva do balanço da fabricante de cosméticos,
que, na visão de analistas da Brasil Plural, mostrou resultados
sólidos que ajudarão a diminuir receio sobre a capacidade da
empresa entregar resultados.

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– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam
1,2 e 2,77 por cento, respectivamente, conforme agentes
financeiros mantêm o viés benigno para os papéis da petroleia,
diante de um cenário de preços do petróleo mais elevados e
apostas positivas sobre a execução operacional da companhia.

– VALE ON tinha alta de 3,42 por cento, endossada
pelo avanço dos preços do minério de ferro à vista na China
e conforme o dólar voltava a se valorizar
ante o real.

– B2W ON subia 8,5 por cento, tendo no radar
resultado do primeiro trimestre, com lucro líquido de 20 milhões
de reais, ante prejuízo de 133 milhões de reais no mesmo período
de 2017. LOJAS AMERICANAS , que controla a B2W, subia
1,9 por cento, com balanço sólido também de pano de
fundo.

– CCR avançava 2,5 por cento, após a empresa de
concessões de infraestrutura divulgar lucro líquido de 446,8
milhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 35,8 por cento
ante mesmo período de 2017. Analistas do Itaú BBA consideraram
os números operacionais fortes.

– BRF ON caía 1,63 por cento, em sessão volátil,
após a companhia de alimentos divulgar prejuízo líquido de 114
milhões de reais no primeiro trimestre, ante perda de 286
milhões um ano antes. Para o Credit Suisse, os números ficaram
em linha com o esperado, mas o horizonte segue desafiador.

– KROTON desabava 8,9 por cento, em meio à
repercussão do balanço do primeiro trimestre, com lucro líquido
ajustado de 539 milhões de reais, recuo de 6,6 por cento em
relação ao mesmo período do ano passado, bem como estimativas
para o ano abaixo do desempenho obtido em 2017.

– SABESP recuava 5 por cento, após a companhia de
saneamento paulista divulgar que i lucro líquido caiu 13,9 por
cento no primeiro trimestre na comparação annual, para 580,4
milhões de reais. Para analistas do JPMorgan, os números foram
fracos.

– B3 perdia 2,96 por cento, tendo no radar o
balanço do primeiro trimestre da operadora da bolsa de valores
de São Paulo, que mostrou lucro líquido recorrente de 448,2
milhões de reais, queda de 15 por cento ante igual período do
ano passado.

– CYRELA caía 3 por cento, após a construtora e
incorporadora divulgar prejuízo líquido de 51 milhões de reais
no primeiro trimestre, ante lucro de 4 milhões um ano antes. A
receita líquida da empresa caiu 29,4 por cento. Analistas do
Bradesco BBI consideraram o resultado negativo.

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(Por Paula Arend Laier
Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
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