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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento e mais
informações)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 11 Jun (Reuters) – O Ibovespa, principal índice
de ações da B3, teve a quinta queda consecutiva nesta
segunda-feira, afetado particularmente pelo declínio das ações
de bancos, enquanto seguem os receios sobre o cenário político e
o crescimento da economia no Brasil.
O Ibovespa caiu 0,87 por cento, a 72.307 pontos,
menor patamar desde 1º de dezembro de 2017. O volume financeiro
do pregão somou 9,73 bilhões de reais.
Após recuar 8 por cento nos últimos cinco pregões, o
Ibovespa agora acumula perda de mais de 5 por cento em 2018.
De acordo com profissionais de renda variável, não houve
mudança no cenário dos últimos dias, com o quadro
político-eleitoral ainda incerto e a economia crescendo a um
ritmo mais fraco do que o estimado inicialmente.
Pesquisa Datafolha de intenção de voto para a eleição
presidencial, divulgada no fim de semana pelo jornal Folha de
S.Paulo, "não trouxe novidades, mostrando que a disputa segue
indefinida", disse a consultoria Lopes Filho.
Em outro front, pesquisa Focus do Banco Central mostrou que
o mercado passou a estimar crescimento inferior a 2 por cento da
economia brasileira neste ano e, pela primeira vez em quase
cinco meses, reduziu as estimativas para 2019.
Na visão do chefe da área de renda variável da corretora de
um banco em São Paulo, o mercado segue na mesma toada dos
últimos pregões, com os resgates afetando principalmente ações
com maior alocação de investidores, como é o caso dos bancos.
"Há resgate tanto de estrangeiro como de fundos
multimercados, que migraram da renda fixa para ações no começo
do ano e agora estão fazendo o movimento contrário", disse.

DESTAQUES
– ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,89 por cento e teve o
maior peso negativo no Ibovespa, seguido por BRADESCO PN
, em queda de 1,89 por cento. Banco do Brasil
e Santander Brasil unit fecharam com
quedas mais fortes, de 3,3 e 3,13 por cento, respectivamente.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

– CVC BRASIL cedeu 6,12 por cento, maior queda do
Ibovespa, após relatório do JPMorgan cortando a recomendação das
ações operadora de turismo para 'underweight' ante 'neutra', com
novo preço-alvo de 47 reais para dezembro de 2019, ante 36
reais, para dezembro de 2018.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON fecharam
com altas de 1,05 e 2,17 por cento, respectivamente, após recuos
fortes nas últimas semanas, mas longe das máximas da sessão.

– CCR avançou 4,84 por cento, tendo no radar
notícia de os sócios da concessionária de infraestrutura deram
início a conversas para rever o acordo de acionistas. O jornal O
Estado de S.Paulo publicou nesta segunda-feira que Andrade
Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido querem rever o
contrato para poder vender participações no negócio. Outra opção
é a entrada de um quarto investidor na companhia.

– ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON
fecham com ganhos de 2,12 e 4,5 por cento, respectivamente, após
notícia de que o governo e a estatal conseguirem derrubar uma
liminar que suspendia processos em andamento para a venda de
seis distribuidoras de energia da companhia, considerada
essencial para a privatização da empresa.

– VIA VAREJO subiu 4,35 por cento, com o setor
de varejo com forte presença no comércio eletrônico na ponta
positiva do índice. Em nota a clientes, a Brasil Plural disse
que conversas recentes com a Via Varejo sugerem que os impactos
da greve dos caminhoneiros não devem ofuscar o crescimento das
vendas mesmas lojas dos últimos trimestres e que a empresa deve
se beneficiar da Copa do Mundo. O Casino , dono da Via
Varejo, também anunciou plano de venda de 1,5 bilhão de euros em
ativos a ser concluído no começo de 2019, incluindo a varejista
brasileira.

– VALE cedeu 0,08 por cento, revertendo ganhos
registrados mais cedo, em meio ao recuo do preço do minério de
ferro à vista na China .

– BRMALLS perdeu 1,8 por cento, em sessão
negativa do setor de shopping centers na bolsa. Estrategistas do
Itaú BBA excluíram as ações da companhia de sua carteira TOP 5.

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(Por Paula Arend Laier; edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
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