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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – O principal índice do mercado
acionário brasileiro buscava se manter no azul nesta
terça-feira, com dados benignos de inflação nos Estados Unidos
no radar e as ações da Petrobras entre os principais suportes,
enquanto bancos pressionavam negativamente.
Às 11:25, o Ibovespa subia 0,28 por cento, a 87.146
pontos. O volume financeiro era de 1,78 bilhão de reais.
A inflação ao consumidor dos EUA desacelerou em fevereiro em
meio à queda nos preços da gasolina e à moderação no custo dos
aluguéis, reforçando apostas de que a esperada aceleração da
inflação provavelmente será gradual.
Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,56 por cento.
De acordo com o gestor chefe da Garín Investimentos, Ivan
Kraiser, a bolsa brasileira segue beneficiada pelo ambiente
externo mais favorável, mas há também fatores locais ajudando,
notadamente os juros baixos e melhora da atividade.
Nesta sessão, dados do IBGE mostraram que as vendas no
varejo subiram em janeiro 0,9 por cento em relação ao mês
anterior, dado mais forte desde junho de 2017, e acima da
expectativa de alta de 0,6 por cento em pesquisa da Reuters.
.

DESTAQUES
– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam
0,76 e 0,85 por cento, respectivamente, acompanhando o avanço
dos preços do petróleo no exterior, em meio a expectativas
otimistas para o resultado da petroleira previsto para esta
semana e no aguardo de um desfecho sobre a revisão do contrato
da chamada cessão onerosa no pré-sal.

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– VALE valorizava-se 0,61 por cento, resistindo a
nova queda nos preços do minério de ferro na China e ajudando no
viés positivo do Ibovespa.

– ESTÁCIO ON tinha elevação de 3,37 por cento, em
nova sessão positiva, mas ainda registrava perdas no mês. A
companhia divulga resultado trimestral nesta semana. No setor,
KROTON avançava 1,16 por cento.

– SUZANO PAPEL E CELULOSE subia 1,85 por cento,
recuperando-se de perdas na véspera, conforme segue influenciada
pelo noticiário relacionado a uma possível combinação de
negócios com a FIBRIA , que recuava 0,92 por cento,
após renovar máxima histórica intradia na véspera. O BNDESPar
confirmou nesta terça-feira que recebeu uma proposta da
holandesa Paper Excellence para aquisição de sua participação na
Fibria . Também, analistas do Credit Suisse elevaram
os preços-alvos de Fibria e Suzano.

– JBS ON valorizava-se 2,65 por cento, engatando
a terceira sessão de alta. No radar, seguem as especulações
acerca de uma eventual venda da participação do BNDES na empresa
de alimentos.

– MRV ON avançava 1,84 por cento, após o conselho
de administração aprovar dividendo extraordinário de 155 milhões
de reais na semana passada, acompanhando o anúncio do resultado
do quarto trimestre, considerado forte por analistas. A equipe
do JPMorgan melhorou suas estimativas para a companhia e elevou
o preço-alvo dos papéis de 18 para 20 reais.

– ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,47 por cento, após
ganhos fortes na véspera, pesando negativamente no Ibovespa em
razão da relevante participação que detém no índice. O setor
bancário do índice como um todo recuava nesta sessão. BRADESCO
PN caía 0,48 por cento.

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(Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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