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SÃO PAULO, 5 Dez (Reuters) – O principal índice acionário da
B3 subia nesta terça-feira, buscando manter o tom favorável da
véspera diante de melhora no otimismo em torno das negociações
para a votação da reforma da Previdência.
Às 11:45, o Ibovespa subia 1,3 por cento, a 74.039
pontos. O giro financeiro era de 1,5 bilhão de reais.
O mercado tem mostrado forte sensibilidade às negociações do
governo do presidente Michel Temer para angariar apoio e
conseguir colocar a reforma em votação na Câmara dos Deputados
ainda este ano. Neste sentido, apesar do cenário mais otimista,
operadores não descartam volatilidade ao longo da sessão e nos
próximos pregões, dependendo do noticiário.
A expectativa é que alguns partidos, incluindo o PSDB,
decidam se vão fechar questão para votar a favor da reforma, o
que deixaria o governo mais perto de conseguir os 308 votos
necessários na Câmara.
Nesta sessão, uma fonte disse à Reuters que a bancada do
PMDB na Câmara decidiu pelo fechamento de questão a favor da
reforma e deve formalizar pedido para a Executiva Nacional do
partido oficializar a decisão.
"Esse é o jogo do dia e a posição do PSDB forçará outros
partidos da base para o fechamento de questão", escreveram
analistas da corretora Lerosa Investimentos, em nota a clientes.
Na véspera, o bom humor veio na esteira de reuniões ao longo
do fim de semana e declarações mais otimistas do presidente da
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Embora tenha
afirmado que o governo ainda está distante de ter os votos
necessários para a aprovação do texto, Maia disse que a base
aliada está organizada.

DESTAQUES
– VALE ON subia 1,19 por cento, após o Credit
Suisse elevar a recomendação para os ADRs da empresa
para outperform, ante neutra, elevando o preço-alvo para 15
dólares, de 9,50 dólares. Na máxima da sessão até o momento, o
papel subiu 1,55 por cento e alcançou 37,4 reais– maior cotação
desde setembro de 2011. O tom positivo era sustentado apesar da
queda modesta para os contratos do minério de ferro na China
nesta sessão.

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– JBS ON avançava 3,30 por cento, entre as
maiores altas do Ibovespa, engatando o quarto pregão seguido no
azul e após subir 8 por cento na véspera. Apesar da sequência de
ganhos, o papel ainda é negociado abaixo do patamar que estava
antes da delação dos executivos da empresa, em meados de maio.

– PETROBRAS PN tinha alta de 1,61 por cento e
PETROBRAS ON ganhava 1,43 por cento, na contramão dos
preços do petróleo no mercado internacional e tendo como pano de
fundo a atuação da empresa para melhorar o perfil da dívida. A
petroleira informou que fechou um contrato de financiamento de 5
bilhões de dólares com o China Development Bank (CDB), com
vencimento em 2027, ao mesmo tempo em que anunciou pré-pagamento
do saldo devedor de 2,8 bilhões de dólares de um empréstimo
contratado com o banco em 2009.

– SANTANDER UNIT ganhava 2,83 por cento, tendo
no radar a informação de que a gestora de recursos do banco
assumirá a gestão de fundos locais do J.P. Morgan no Brasil.
Segundo analistas da corretora Coinvalores, a notícia é
favorável para o banco, mas tem um impacto apenas marginal no
seu resultado consolidado.

– ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,7 por cento e BRADESCO
PN ganhava 1,75 por cento, corroborando o tom
positivo do índice devido ao peso em sua composição. Os demais
bancos que figuram o Ibovespa também avançavam, e o BANCO DO
BRASIL ON tinha alta de 2,19 por cento.

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(Por Flavia Bohone; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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