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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento e mais
informações)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – A bolsa brasileira fechou em
forte queda nesta quinta-feira, conforme a manutenção da taxa
básica de juros do país, contrariando expectativas de corte,
pressionou ações de consumo e abriu espaço para um ajuste
negativo amplo no pregão, endossada pelo viés pessimista em
outros mercados emergentes.
O Ibovespa caiu 3,37 por cento, a 83.622 pontos,
maior queda desde maio do ano passado. O volume financeiro da
sessão somou 17,278 bilhões de reais, bem acima da média diária
do mês, de 12,6 bilhões de reais. No exterior, o índice MSCI de
ações de mercados emergentes caiu 0,95 por cento.
No Brasil, o Copom manteve na quarta-feira a Selic em 6,50
por cento ao ano, justificando que o cenário externo tornou-se
mais desafiador e apresenta volatilidade, apesar de reconhecer
que a atividade econômica do país perdeu força e o comportamento
da inflação continua favorável.
"Parece que este é o piso da Selic e que o próximo
movimento, quando acontecer, será de alta", disse o Itaú
Unibanco, em nota a clientes, ainda no final da quarta-feira.
O analista de investimentos da Modalmais, Leandro Martins,
destacou que a manutenção da Selic surpreendeu o mercado e
atingiu principalmente as ações de consumo e varejo, que vinham
se beneficiando do cenário de cortes de juros, mas também
contaminando outros papéis.
"A bolsa estava ensaiando uma recuperação, com o Ibovespa
tendo tocado na véspera máxima em dois meses…o Copom mudou bem
o cenário", afirmou Martins
O analista da Terra Investimentos, Régis Chinchila, também
atribuiu o movimento na bolsa nesta sessão à decisão do BC,
destacando que a retomada da atividade econômica ainda é bem
lenta e agora ficou sem o instrumento de juros. "O mercado
especula que a Selic pode subir em setembro", afirmou.
Preocupações com a cena política também respingaram na
bolsa, em meio a apreensões sobre eventual avanço do
pré-candidato à Presidência da chamada centro-esquerda Ciro
Gomes (PDT). A equipe XP Política disse em nota a clientes que
há possibilidade concreta de uma aliança de Ciro com o PT.

DESTAQUES
– B2W e VIA VAREJO UNIT caíram 6,16 e
5,50 por cento, respectivamente, com o setor de varejo e consumo
como um todo sofrendo após a decisão do Copom.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

– BRF recuou 5,82 por cento, tendo no radar
também revisão da perspectiva do rating da empresa de alimentos
pela Fitch para "negativa", enquanto a nota de crédito foi
mantida em "BBB-".

– TIM perdeu 6,36 por cento, com o noticiário da
operadora de telefonia incluindo que fechou contrato com a sua
controladora, a Telecom Italia , de licenciamento do
uso da marca TIM. O presidente da Telecom Italia também
descartou qualquer venda da operadora.

– ESTÁCIO cedeu 5,75 por cento, mesmo após
prorrogação de programa de recompra de ações, em movimento
também influenciado pela manutenção inesperada da Selic. KROTON
perdeu 5,53 por cento.

– ITAÚ UNIBANCO PN caiu 5,23 por cento, em sessão
negativa para o setor bancário de modo geral. BRADESCO PN
cedeu 4,16 por cento.

– VALE recuou 0,93 por cento, contaminada ainda
pelo declínio dos preços do minério de ferro à vista na China
.

– PETROBRAS PN caiu 5,26 por cento e PETROBRAS ON
cedeu 4,49 por cento, após forte ganhos recentes que
colocaram as cotações nas máximas desde 2010. Investidores
seguem atentos ao noticiário relacionado às negociações sobre o
acordo da cessão onerosa entre a companhia e a União. O ministro
da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que um acordo deve ser
concluído na semana que vem.

– ELETROBRAS ON subiu 1,28 por cento, tendo no
radar notícia do jornal Valor Econômico de que o governo
pretende se valer de uma norma do regimento da Câmara dos
Deputados para acelerar a votação da proposta de privatização da
companhia. ELETROBRAS PNB caiu 1,13 por cento.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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