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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) – O principal índice da bolsa
paulista operava sem viés firme nesta quarta-feira, com as
atenções voltadas para as articulações do governo para conseguir
iniciar o processo de votação da reforma da Previdência ainda
este ano.
Às 11:43, o Ibovespa subia 0,26 por cento, a 72.731
pontos. Na mínima até o momento, o índice recuou 0,64 por cento
e na máxima subiu 0,46 por cento. O giro financeiro era de 1,24
bilhão de reais.
O noticiário político segue gerando volatilidade nos
negócios, conforme as declarações vindas de Brasília levam o
mercado a calibrar as apostas sobre o apoio à reforma da
Previdência. Nesta quarta-feira, considerada como "Dia D", o
Palácio do Planalto e aliados querem definir qual o real apoio
dos deputados da base aliada para tentar votar em primeiro
turno, na próxima semana, a nova versão da reforma da
Previdência na Câmara dos Deputados.
Mais cedo, após café da manhã com o presidente Michel Temer
e líderes da base aliada, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS),
um dos vice-líderes do governo na Câmara, disse que o texto
sobre a reforma da Previdência será votado na próxima
terça-feira.
Também após o encontro, o relator da proposta, deputado
Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse que há entre 290 e 310
votos favoráveis à reforma, enquanto o também vice-líder do
governo, deputado Beto Mansur (PRB-SP), colocou o apoio à PEC em
cerca de 260 votos. O governo precisa de 308 votos para aprovar
a proposta na Câmara.
Está marcada para esta tarde a reunião da executiva nacional
do PMDB para discutir o fechamento de questão do partido a favor
da reforma da Previdência. O PSDB também se reúne nesta
quarta-feira e há expectativa que o assunto seja discutido pela
legenda.
"A ideia de fechar o voto do partido (PMDB) é uma estratégia
para que outros partidos aliados façam o mesmo, ampliando o
convencimento da necessidade da aprovação da reforma da
Previdência neste ano e tirando o ônus político de retomar o
tema em 2018, quando o foco será as eleições", escreveram os
analistas da corretora Magliano, em nota a clientes.
No front econômico, o mercado aguarda para o fim do dia a
decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros do país. A
expectativa em pesquisa Reuters é de corte de 0,50 ponto
percentual da Selic, para nova mínima histórica de 7 por cento.
A taxa de juros mais baixa tende a levar o investidor a buscar
retornos maiores, favorecendo a renda variável.

DESTAQUES
– FIBRIA ON avançava 5,56 por cento, liderando a
ponta positiva do índice, com uma visão mais positiva para a
empresa após encontro na véspera com investidores e analistas,
no qual a Fibria destacou o crescimento no investimento para
aumentar a capacidade e a possibilidade de fusões. Segundo
analistas do BTG Pactual, que têm recomendação de compra para as
ações da Fibria, a empresa destacou ainda que a perspectiva
segue promissora para o mercado de celulose.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

– PETROBRAS PN tinha alta de 0,59 por cento e
PETROBRAS ON ganhava 0,63 por cento, tentando
firmar-se no azul apesar das perdas para os preços do petróleo
no mercado internacional. No radar estava a aprovação pela
Câmara dos Deputados da medida provisória que cria um regime
tributário especial adicional para as atividades de exploração,
desenvolvimento e produção de petróleo e gás.

– VALE ON recuava 0,14 por cento, acompanhando o
movimento negativo dos contratos futuros para o minério de ferro
na China.

– ELETROBRAS ON perdia 2,11 por cento e
ELETROBRAS PNB tinha queda de 2,44 por cento, com a
visão de que o processo de privatização da empresa deve ser
lento, ofuscando o tom mais favorável que viria da notícia
publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, de que a Eletrobras
avalia uma captação externa no começo de 2018. Segundo analistas
da Guide Investimentos, a captação seria positiva por contribuir
para a redução do custo do endividamento.

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(Por Flavia Bohone; Edição de Raquel Stenzel)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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