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SÃO PAULO, 1 Dez (Reuters) – O principal índice da bolsa
paulista fechou no azul nesta sexta-feira, com as perdas
recentes abrindo espaço para compras em dia positivo para
commodities, enquanto as negociações para a reforma da
Previdência seguem no centro das atenções.
O Ibovespa fechou em alta de 0,41 por cento, a
72.264 pontos, mas ainda fechou a semana com perda acumulada de
2,5 por cento. O volume financeiro somou 7,74 bilhões de reais.
O índice alternou alta e baixa ao longo do pregão, indo de
queda de 0,67 por cento na mínima a alta de 0,7 por cento.
O investidor tem mostrado forte sensibilidade ao noticiário
político, esperando algum sinal de que o governo conseguirá
articular a aprovação da reforma da previdência ainda este ano
na Câmara dos Deputados, evitando assim empurrar todo o processo
no Congresso para 2018, ano eleitoral que dificulta a aprovação
de medidas polêmicas.
Neste sentido, o mercado aguarda o resultado da reunião
entre o presidente Michel Temer e o governo de São Paulo,
Geraldo Alckmin, neste final de semana, à espera por um acordo
que sele o apoio do PSDB à reforma da Previdência.
"A partir dessa reunião a gente talvez tenha a direção do
que vai acontecer", disse o economista da Órama Investimentos
Alexandre Espirito Santo.
O noticiário econômico segue dando sinais de recuperação,
ainda que lento, com o Produto Interno Bruto do terceiro
trimestre crescendo 0,1 por cento ante o segundo trimestre, o
terceiro período seguido de expansão, embora tenha vindo abaixo
da estimativa de analistas ouvidos pela Reuters, que esperavam
alta de 0,3 por cento.

DESTAQUES
– PETROBRAS PN subiu 1,5 por cento e PETROBRAS ON
teve alta de 1 por cento, em linha com o movimento
dos preços do petróleo no mercado internacional.

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– BANCO DO BRASIL ON avançou 2,84 por cento, o
melhor desempenho entre os bancos, num ajuste após cair 8,3 por
cento nos dois pregões anteriores. SANTANDER UNIT
subiu 1,25 por cento. ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 0,05
por cento e BRADESCO PN recuou 0,25 por cento.

– VALE ON avançou 0,97 por cento, em dia de alta
dos contratos futuros do minério de ferro na China.

– CPFL ENERGIA fechou em queda de 4,62 por cento,
um dia após a oferta pública de aquisição (OPA) pela chinesa
State Grid, numa operação de 11,3 bilhões de reais.

– FIBRIA ON perdeu 1,04 por cento. SUZANO PAPEL E
CELULOSE ON subiu 1,31 por cento. O Credit Suisse
cortou a recomendação das ações das duas empresas para "neutra",
ante "outperform". No caso da Fibria, o preço-alvo caiu para 48
reais, ante 60 reais, enquanto o novo preço-alvo para os papéis
da Suzano foi reduzido a 20 reais, ante 24 reais.

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(Por Flavia Bohone; Edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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