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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Flavia Bohone
SÃO PAULO, 10 Nov (Reuters) – O principal índice da bolsa
paulista fechou em queda pelo segundo dia seguido nesta
sexta-feira, acumulando perda de superior a 2 por cento na
semana, com a cautela predominando diante de receios em relação
ao trâmite da reforma da Previdência.
O Ibovespa fechou em queda de 1,05 por cento, a
72.165 pontos, acumulando perda de 2,37 por cento na semana, a
segunda consecutiva com perdas acumuladas acima da marca de 2
por cento. O giro financeiro era de 8,99 bilhões de reais.
Embora a possibilidade de votar um texto da reforma da
Previdência ainda este ano tenha voltado à tona, ainda há
receios sobre a habilidade do governo em articular a maioria
necessária para aprovar a medida e sobre o teor da versão que
conseguiria passar no Congresso.
"O comportamento de hoje é o de inércia do sentimento que
predominou ao longo da semana, que foi muito pautada pela
reforma da Previdência e pelo mercado internacional", disse o
sócio analista da Eleven Financial Raphael Figueredo.
Segundo o analista, o Ibovespa pode ver novas perdas no
curto prazo, diante da ausência de noticiário mais favorável,
podendo chegar mais perto dos 70 mil pontos antes de reiniciar o
processo de recuperação.
Ajudou o tom de cautela com a cena política no pregão a
retirada do comando interino do PSDB do senador Tasso Jereissati
(CE) pelo presidente licenciado do partido, senador Aécio Neves
(MG). Parte dos tucanos, entre eles Tasso, é favorável ao
desembarque do partido do governo federal, enquanto outra
parcela, incluindo Aécio, defende a permanência.
No exterior, o tom de cautela veio com o andamento da
reforma tributária nos Estados Unidos. Na véspera, os
republicanos do Senado apresentaram um plano tributário
diferente da versão dos deputados em vários tópicos importantes,
incluindo a maneira como tratam a tributação corporativa e
dedução para impostos estaduais e locais.

DESTAQUES
– BRF ON caiu 4,6 por cento, anulando os ganhos
iniciais, quando chegou a subir 1,74 por cento na máxima, tendo
como pano de fundo o resultado do terceiro trimestre que mostrou
lucro abaixo do esperado. A empresa de alimentos reportou lucro
líquido de 138 milhões de reais no terceiro trimestre, abaixo da
estimativa de analistas.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

– CEMIG PN teve queda de 3,43 por cento. Como
pano de fundo esteve o anúncio da empresa de programa para
quitação de débitos de ICMS, que impactará negativamente o
Ebitda e o lucro do terceiro trimestre em aproximadamente 588
milhões e 388 milhões de reais, respectivamente.

– KROTON ON perdeu 2,94 por cento, após reportar
resultado para o terceiro trimestre com lucro líquido de 450,8
milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 22,4 por cento
em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo analistas do
Morgan Stanley, os resultados não foram empolgantes, com margens
"apenas estáveis", pressionadas por uma comparação mais difícil
na base anual.

– ELETROBRAS ON caiu 2,15 por cento e ELETROBRAS
PNB recuou 3,4 por cento, ampliando as perdas da
véspera após o BNDES divulgar as regras básicas para o leilão de
privatização de seis distribuidoras de eletricidade da estatal,
prevendo ajustes financeiros para acomodar uma dívida de quase
21 bilhões de reais.

– CYRELA ON subiu 1 por cento, após avançar 2,84
por cento na máxima do dia e cair 1,25 por cento na mínima. A
empresa divulgou na noite da véspera resultado do terceiro
trimestre com prejuízo de 6,8 milhões de reais. Segundo
analistas do Itaú BBA, o resultado da última linha do balanço
veio em linha com o esperado, sendo que o destaque positivo
ficou por conta da geração de fluxo de caixa.

– PETROBRAS PN fechou estável e PETROBRAS ON
subiu 0,17 por cento, em sessão de perdas para os
preços do petróleo no mercado internacional.

– MAGAZINE LUIZA ON , que não faz parte do
Ibovespa, caiu 5,14 por cento, ampliando as fortes perdas da
véspera. O movimento deste pregão veio apesar do início de
cobertura do JP Morgan, com recomendação "overweight" e
preço-alvo de 72 reais ao final de 2018. Segundo os analistas do
banco, a varejista traz uma boa combinação de execução e cultura
corporativa para reinventar o negócio e passar por processos de
transformação de lojas físicas para um canal mais amplo e
plataforma digital.

– SUZANO PAPEL E CELULOSE encerrou em queda de
2,7 por cento, a 20,56 reais, em linha com recuo no setor, com
Fibria caindo 3,2 por cento e Klabin
caindo 3 por cento. A Suzano estreou nesta sexta-feira no
segmento Novo Mercado da B3. Em evento com analistas, o
presidente da companhia afirmou que a empresa deve decidir no
primeiro trimestre de 2018 se vai ampliar sua capacidade de
produção de celulose e se esse aumento será feito via
crescimento de capacidade em instalações atuais ou construção de
fábrica nova.

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(Edição de Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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