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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento e mais
informações)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) – O Ibovespa, principal índice
de ações da B3, fechou em queda nesta quinta-feira, renovando a
mínima do ano, com bancos respondendo pela maior pressão de
baixa, conforme o mercado brasileiro segue enfraquecido pela
maior percepção de risco com o quadro macroeconômico e cenário
político-eleitoral no país.
O Ibovespa caiu 0,97 por cento, a 71.421 pontos,
menor patamar desde 14 de novembro de 2017. O volume financeiro
da sessão somou 11,15 bilhões de reais.
Os negócios começaram sem tendência clara. O índice foi
perdendo fôlego até tocar a mínima do dia, contagiado pela piora
no mercado de câmbio, com o dólar superando 2,80 reais após a
terceira intervenção do Banco Central, com leilão de swaps.
"O BC pareceu demonstrar preocupação com um nível específico
de cotação e isso é muito ruim", disse o sócio da gestora Galt
Capital, Igor Lima. "O mercado de juros futuros também estressou
nessa hora e, por fim, a bolsa também sentiu o aumento de risco
e passou a cair mais fortemente."
A autoridade fez três leilões de swaps, somando desde a
sexta-feira passada até agora 18 bilhões de dólares. O último
leilão do dia aconteceu no meio da tarde, quando o dólar
disparava ao redor do mundo. O dólar avançou 2,64 por cento, a
3,8119 reais na venda.
De acordo com Lima, os bancos costumam ser os papéis que
mais rapidamente capturam o risco macroeconômico, mas a bolsa de
forma geral anda bastante fraca.
"Não tem nenhum motivo para o investidor se animar com essa
classe de ativo no curto prazo. O crescimento tem decepcionado,
o risco político só aumenta e o ambiente externo é cada vez
menos benigno, como demonstrou a mudança de tom do Federal
Reserve na véspera", destacou.
No exterior, Wall Street fechou sem direção única dos
principais índices, enquanto o índice MSCI de ações de mercados
emergentes caiu 1,24 por cento.

DESTAQUES
– BRADESCO PN caiu 4,06 por cento e ITAÚ UNIBANCO
PN cedeu 3,55 por cento, enquanto BANCO DO BRASIL
perdeu 4,53 por cento. SANTANDER BRASIL UNIT
teve baixa de 3,61 por cento.

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– PETROBRAS PN fechou em baixa de 0,46 por cento,
mesmo após aprovação pela Câmara dos Deputados de requerimento
que confere regime de urgência ao projeto que autoriza a
petrolífera de controle estatal a vender até 70 por cento dos
campos da chamada cessão onerosa.

– BRF subiu 3,32 por cento, diante de expectativa
de que Pedro Parente assumirá a presidência-executiva da
companhia de alimentos, que tem sofrido com uma série de eventos
negativos que levaram as ações a acumular queda de mais de 45
por cento apenas neste ano.

– MAGAZINE LUIZA ganhou 6,22 por cento e B2W
subiu 4,9 por cento, em dia positivo para o
ecommerce, em meio a expectativas positivas sobre vendas
relacionadas à Copa do Mundo.

– WEG recuou 2,31 por cento, após relatório do
Morgan Stanley reiterando 'underweight', com preço-alvo de 14
reais – embora acima dos 9,20 reais anteriores, segue abaixo do
preço corrente.

– VALE subiu 0,31 por cento, revertendo perdas do
começo da sessão, em dia de alta do preço do minério de ferro na
China .

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(Edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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