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Por Flavia Bohone
SÃO PAULO, 14 Nov (Reuters) – O principal índice da B3
fechou em queda nesta terça-feira, abaixo dos 71 mil pontos,
pressionado pela forte queda nas ações da Petrobras
após a empresa reportar balanço trimestral e em meio
à queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
O Ibovespa fechou em queda de 2,27 por cento, a
70.826 pontos, a menor pontuação de fechamento desde 23 de
agosto (70.477 pontos).
O volume financeiro deste pregão somou 11,08 bilhões de
reais, sendo que as ações preferenciais da Petrobras responderam
por 1,4 bilhão de reais do giro.
O tom de cautela também foi acentuado pela véspera de
feriado no Brasil, quando os mercados internacionais vão operar
normalmente, e ainda em meio aos receios em torno do cenário
político.
Na segunda-feira, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, do
PSDB, pediu demissão, levando o Palácio do Planalto a confirmar
que vai aproveitar o movimento para iniciar a reforma
ministerial, que deverá estar concluída até meados de dezembro.

Embora a notícia tenha dado algum fôlego aos mercados, com a
visão de que a antecipação da reforma ministerial poderia ajudar
o governo a angariar mais apoio para aprovar a reforma da
Previdência, o calendário apertado ainda traz receios aos
agentes do mercado.
"Se a reforma ministerial realmente sair logo, ela pode
causar um rali de curto prazo, mas não vai fazer o mercado
precificar a realização da reforma. O índice não deve voltar
para os 77 mil pontos, mas pode voltar para o patamar dos 73 mil
pontos", disse o gestor de renda variável da Fator Administração
de Recursos Obede Rodrigues, acrescentando que o avanço real na
reforma é necessário para fazer o índice mudar novamente de
patamar.

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DESTAQUES
– PETROBRAS PN caiu 7,75 por cento e PETROBRAS ON
teve perda de 8,18 por cento, liderando as perdas do
Ibovespa, após resultado do terceiro trimestre, com lucro
líquido de 266 milhões de reais, abaixo da expectativa do
mercado, em meio a eventos não recorrentes, como contingências
judiciais e adesão a programas de regularização tributária, além
de queda nas vendas de combustíveis.

– MARFRIG ON caiu 1,76 por cento. No radar estava
a divulgação do resultado do terceiro trimestre, que mostrou
redução no prejuízo líquido, para 58 milhões de reais. Segundo a
equipe do BTG Pactual, o resultado mostra melhora nas métricas
operacionais, o que é positivo. No entanto, a manutenção desses
resultados e a capacidade da empresa em transformar isso em
geração de caixa mais forte e, por fim, reduzir a alavancagem e
o custo de capital ainda precisam ser vistas.

– ELETROBRAS ON teve queda de 3,8 por cento e
ELETROBRAS PNB recuou 4,19 por cento, também tendo
como pano de fundo o resultado do terceiro trimestre, com queda
de 37 por cento no lucro líquido da empresa, para 550 milhões de
reais. Os papéis da empresa têm passado por grande volatilidade
em meio à expectativa pela privatização.

– VALE ON recuou 2,96 por cento, na contramão dos
contratos futuros do minério de ferro na China, que fecharam em
alta nesta sessão. Segundo analistas, a pressão veio após dados
da economia da China um pouco mais fracos que o esperado, como a
produção industrial, que subiu 6,2 por cento em outubro ante
igual mês do ano passado, um pouco abaixo da expectativa em
pesquisa Reuters, de alta de 6,3 por cento.

– JBS ON fechou em queda de 2,63 por cento, após
subir 6,13 por cento na máxima da sessão, depois que a empresa
de alimentos reportou lucro líquido no terceiro trimestre de 323
milhões de reais, enquanto o Ebitda ajustado somou 4,32 bilhões
de reais, alta de 37 por cento na comparação anual. Segundo
analistas do BTG Pactual, o forte resultado da JBS mostra como o
"senso de urgência" pode ajudar a restaurar valor.

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(Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644-7727; Reuters
Messaging: [email protected]))


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