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MetaTrader 728×90

(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento e mais
informações)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 12 Jun (Reuters) – O Ibovespa fechou no azul
nesta terça-feira, quebrando uma série de cinco pregões em
queda, apoiado principalmente na alta dos papéis da Vale e da
B3, mas os receios com o cenário político-eleitoral e a economia
no Brasil mantiveram o clima de cautela.
O principal índice do mercado acionário doméstico subiu 0,62
por cento, a 72.754 pontos. Na máxima da sessão, a alta chegou a
1,4 por cento. O giro financeiro somou 9,7 bilhões de reais.
O alívio ocorreu após o Ibovespa acumular nos últimos cinco
pregões queda de 8 por cento. Das 67 ações que fazem parte da
carteira, 31 papéis ainda encerraram o pregão no vermelho.
Na visão do analista Leandro Martins, da Modalmais, o
mercado encontrou alguns pontos de suporte, mas ainda não tem
força para retomar níveis anteriores à greve dos caminhoneiros,
dada a deterioração de fundamentos econômicos, saída de
estrangeiros e cenário eleitoral incerto.
"O mercado está em compasso de espera", disse. Segundo ele,
há oportunidades na bolsa após as fortes quedas recentes, mas o
cenário ainda muito volátil justifica a cautela do investidor.

DESTAQUES

MetaTrader 300×250

– VALE subiu 1,67 por cento, em dia de alta do
preço do minério de ferro à vista na China . O
presidente Michel Temer assinou decretos que regulamentam o novo
código de mineração; e o presidente do fundo de pensão Petros
disse que o fundo de pensão espera vender parte de sua fatia na
empresa este ano.

– B3 ganhou 2,84 por cento, após a divulgação de
dados operacionais de maio. "Reiteramos a visão otimista para
B3, por esperarmos que a ação se beneficie do desenvolvimento do
mercado de capitais no Brasil, bem como de volumes maiores de
curto prazo, devido à maior volatilidade antes da eleição
presidencial", disse o Bradesco BBI em nota a clientes.

– VIA VAREJO avançou 6,7 por cento, em meio a
expectativas de conclusão de sua venda até o começo do próximo
ano, além de sinalizações positivas pela companhia sobre as
vendas para a Copa do Mundo.

– EMBRAER fechou com alta de 6,12 por cento, após
a Bloomberg reportar, citando fonte, que a fabricante brasileira
e a norte-americana Boeing estão discutindo os detalhes
finais de um acordo, com o presidente Michel Temer concordando
em princípio com uma joint venture de ambas.

– ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON
subiram 5,95 e 2,37 por cento, respectivamente, após a notícia
de que a empresa poderá avançar com o processo de privatização
de suas empresas de distribuição, após derrubada da liminar que
suspendia o processo. A elétrica de controle estatal também
informou que a greve de empregados da holding foi suspensa.

– BANCO DO BRASIL avançou 3,85 por cento,
destaque positivo no setor bancário, após analistas do Credit
Suisse colocarem os papéis do banco estatal entre os preferidos,
apesar de corte no preço-alvo, de 50 reais para 36 reais.

– SANTANDER BRASIL cedeu 1,03 por cento, após o
Credit Suisse cortar recomendação para neutra, enquanto reduziu
preço-alvo de 44 para 33 reais. ITAÚ UNIBANCO PN
cedeu 0,2 por cento e BRADESCO PN recuou 0,26 por
cento. O Credit Suisse cortou o preço-alvo de Itaú para 46 reais
e do Bradesco para 33 reais.

– PETROBRAS PN subiu 0,32 por cento, enquanto
PETROBRAS ON cedeu 0,82 por cento, revertendo ganhos
mais cedo. A companhia anunciou o pré-pagamento de linha de
crédito com o The Bank of Nova Scotia, no valor de 750 milhões
de dólares, que vencia em 2022, e contrato de novo financiamento
com o mesmo banco, de igual valor, "mas com custos financeiros
mais competitivos", com vencimento em 2023.

– CVC BRASIL caiu 4,57 por cento, ainda afetado
por preocupações como o potencial efeito da recente alta do
dólar na demanda por pacotes internacionais da operadora de
turismo. Na véspera, analistas do JPMorgan cortaram a
recomendação das ações para 'underweight'.

– BRF recuou 2,88 por cento, após o Credit Suisse
cortar o preço-alvo da ação da companhia de alimentos de 28 para
18 reais, mantendo recomendação underperform. Ainda no radar, o
presidente da Previ, Gueitiro Genso, disse nesta terça-feira que
o fundo de pensão não planeja vender as ações da exportadora de
carne de frango no curto e médio prazos.

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(Edição de Aluísio Alves)
(([email protected]; +55 11 5644 7764; Reuters
Messaging: [email protected]))


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