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LONDRES, 30 Set (Reuters) – O secretário de Relações
Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que o período
de transição de uma saída do Reino Unido da União Europeia em
março de 2019 não deve durar mais de dois anos.
Em entrevista ao jornal The Sun publicada neste sábado, às
vésperas da conferência anual do Partido Conservador, Johnson
detalhou quatro "linhas vermelhas" para o chamado Brexit que
parecem ir além da posição adotada pelo gabinete da
primeira-ministra britânica, Theresa May.
Ele afirmou que o Reino Unido não deve aceitar as novas
decisões da UE ou da Corte Europeia de Justiça durante o período
de transição, nem efetuar pagamentos para acessar o mercado
único europeu quando a transição acabar ou concordar com os
regulamentos do bloco para garantir o acesso.
Johnson ainda se desviou da pasta de Relações Exteriores,
dizendo que o atual salário mínimo nacional de 7,50 libras por
hora no Reino Unido, que subirá a 9 libras por hora até 2020,
não era "suficiente".
Ele ainda disse ao jornal que especulações sobre suas
intenções de liderança foram "massivamente" exageradas. "Estou
impaciente quanto a isso (Brexit), quero concluí-lo o mais
rápido possível? Sim, absolutamente. Quero que o atraso se
prolongue por mais de dois anos? Nem um segundo mais", disse
Johnson ao tablóide.
(Por James Davey)
((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM


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