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Por Helen Reid
LONDRES, 9 Out (Reuters) – O boom das ações de tecnologia de
mercados emergentes está se tornando um problema para gestores
de fundos.
O crescente valor de mercado de um punhado de empresas, como
as chinesas Alibaba e Tencent , está
aumentando de modo estável o peso desses papéis no índice de
ações emergentes MSCI .
Isto significa que investidores em fundos que acompanham os
índices (fundos negociados em bolsa ou ETF, na sigla em inglês),
que buscam ficar expostos a várias empresas e pagar uma taxa de
administração menor, estão ficando cada vez mais expostos a um
único setor.
Enquanto isso, administradores de fundos ativos, que
justificam a cobrança de taxas mais altas por sua experiência em
escolher ações individualmente, estão sobre pressão para comprar
esses papéis, para garantir que seus fundos acompanhem os ganhos
do índice.
E com ambos os grupos de investidores buscando o mesmo
ativo, o risco de saídas de recursos aumenta se o setor
apresentar algum problema.
"Isso é o oposto do que você quer fazer com um ETF – você
quer exposição diversificada barata, mas acaba se concentrando
em basicamente 10 ações", disse o chefe de estratégia de
investimentos Psigma, Rory McPherson, que detém fundos ativos de
mercados emergentes.
As cinco maiores empresas dos mercados emergentes no índice
são de tecnologia – Alibaba, Tencent, Samsung ,
Naspers e Taiwan Semiconductor – e
correspondem a quase 19 por cento do valor de mercado do índice.
Essa é uma fatia maior do que no índice S&P 500 , onde as
cinco principais empresas – Alphabet , Apple ,
Facebook , Microsoft e Amazon –
respondem por 13 por cento.

DESCONFORTO
A mudança em direção a investimentos passivos, evidente na
maioria das classes de ativos, entrou no foco das ações
emergentes, que registraram alta de 60 por cento desde o início
de 2016. Mas o setor também pode ilustrar os riscos que os
fundos negociados em bolsa podem trazer para os portfólios.
Os investidores estão interessados em empresas de tecnologia
que estão lucrando ao desestabilizar o status quo em setores que
vão desde mídia a varejo e matérias-primas.
Mas a dependência da tecnologia para retornos está causando
certo desconforto entre os investidores, que preferem ações no
mercado emergente do setor automobilístico ou fabricantes de
bebidas, por exemplo, para se expor à demanda em países em
desenvolvimento.
O chefe de estratégias de portfólio da Columbia
Threadneedle, Ed Kerschner, disse que o desempenho das empresas
de tecnologia reflete principalmente o de seus pares
norte-americanos, em vez de fornecer exposição a países em
desenvolvimento.
"A questão é: você está comprando mercados emergentes ou
tecnologia? O risco de comprar referências do mercado emergente
é que você não está se diversificando em relação ao S&P".
(Reportagem adicional por Sujata Rao e Claire Millhench)
((Tradução Redação São Paulo 56447764))
REUTERS NS RBS

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