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JERUSALÉM, 14 Abr (Reuters) – Os ataques liderados pelos
Estados Unidos na Síria são um "sinal importante" para o Irã, e
para os militantes do grupo sírio-libanês Hezbollah, disse um
ministro do gabinete do governo israelense neste sábado.
"O uso de armas químicas ultrapassa a linha vermelha que a
humanidade não pode mais tolerar", disse no Twitter Yoav
Gallant, membro do gabinete de Segurança do primeiro ministro de
Israel Benjamin Netanyahu.
Forças norte-americanas, britânicas e francesas fizeram
ataques aéreos na madrugada em resposta a um ataque de gás
venenoso que matou dezenas de pessoas na semana passada. O
presidente dos EUA, Donald Trump, disse que estava preparado
para responder até que o governo de Assad suspenda o uso de
armas químicas.
"O ataque americano é um sinal importante para o eixo do mal
– Irã, Síria e o Hezbollah", disse Gallant.
Uma autoridade israelense disse que Israel foi notificado
dos ataques com antecedência. Perguntado sobre a antecedência do
anúncio recebido por Israel, a autoridade disse à Reuters:
"Entre 12 e 21 horas, eu acredito".
Perguntado se Israel havia ajudado na escolha dos alvos, o
oficial, que falou em condição de anonimato disse: "Não que eu
tenha conhecimento".
Uma porta-voz da embaixada dos EUA confirmou à Reuters que
Israel havia sido notificado antes dos ataques, mas não ofereceu
mais detalhes.
O envolvimento do Irã na Síria em apoio ao presidente Bashar
al-Assad alarmou o governo israelense, que já disse que
contra-atacaria qualquer ameaça. O Hezbollah, movimento apoiado
pelo Irã, que tem um extenso arsenal de mísseis, combateu Israel
em guerra pela última vez em 2006.
Síria, Irã, e Rússia dizem que Israel esteve por trás do
ataque a uma base Síria na última segunda-feira que vitimou sete
militares iranianos, acusação que não foi confirmada nem negada
por Israel.
Na quarta-feira o presidente russo Vladimir Putin conversou
com o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu e pediu que
ele não faça nada para desestabilizar a Síria, de acordo com um
comunicado do Kremlin.
(Por Maayan Lubell, Ari Rabinovitch e Dan Williams)


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