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A B3 – Brasil, Bolsa, Balcão encerrou o terceiro trimestre do ano com receita total de R$ 1,17 bilhão no terceiro trimestre deste ano, resultado 20% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro líquido (atribuído aos acionistas) atingiu R$336,3 milhões, queda de 23,6% sobre o 3T16, impactada, principalmente, pela redução do resultado financeiro em decorrência da menor posição de caixa e do aumento do endividamento da Companhia.

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No período, a receita total atingiu R$1,17 bilhão no 3T17, 20,0% superior ao 3T16, reflexo do crescimento de receitas em todos os segmentos.

O resultado financeiro atingiu R$19,0 milhões no 3T17, queda de 91,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As receitas financeiras totalizaram R$154,2 milhões, queda de 57,9% sobre o 3T16, explicada principalmente pela queda do caixa médio do período, com o pagamento no valor de R$8,4 bilhões da parcela em dinheiro para os ex-acionistas da Cetip, efetuado em abr/17.

As despesas financeiras totalizaram R$135,2 milhões, queda de 3,8% em relação ao 3T16, explicada pelo efeito positivo, nesta linha, da variação cambial de empréstimos bancários contratados pela CETIP Lux, subsidiária integral da B3.

O imposto de renda e contribuição social totalizaram R$150,5 milhões 3T17. O imposto corrente somou R$6,2 milhões e inclui R$3,4 milhões em impostos pagos pelo Banco BM&FBOVESPA e pela Cetip Info, com impacto caixa. O imposto de renda e a contribuição social diferidos de R$144,3 milhões, sem impacto caixa, são compostos pelas diferenças temporárias da amortização fiscal do ágio9 que totalizaram R$252,7 milhões no 3T17 e pela criação de imposto diferido que somou R$108,4 milhões (positivo), relacionado principalmente à constituição de créditos fiscais.

Além de registrar crescimento nas receitas, a B3 concluiu projetos importantes no terceiro trimestre: “A B3 alcançou um grande marco em sua história com a conclusão da segunda fase da integração de nossas clearings, migrando os mercados de ações e renda fixa corporativa para uma nova infraestrutura integrada aos mercados de derivativos financeiros e de commodities. A nova clearing utiliza nosso sistema proprietário de risco CORE, que traz ganhos de eficiência para a gestão de colateral por considerar o portfólio de cada cliente como um todo. Como resultado desta entrega, R$21 bilhões em garantias foram devolvidos aos nossos clientes, melhorando o uso de capital para o mercado”, disse Gilson Finkelsztain, presidente da B3.

Todas as áreas de negócios da empresa registraram crescimento de receita na comparação com o terceiro trimestre do ano passado: segmento BM&F, alta de 19,9%; segmento Bovespa, aumento de 18,7%; Cetip UTVM, 5,1% de alta; e Cetip UFIN, crescimento de 17,3%. Já as receitas não ligadas a volumes negociados tiveram crescimento de 52,4%. “Este crescimento é sustentado pelas plataformas tecnológicas nas quais investimos ao longo dos últimos anos”, afirma Daniel Sonder, vice-presidente Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores da B3.

No período, as despesas ajustadas cresceram abaixo da inflação e totalizaram R$ 252,1 milhões. “A gestão de despesas continua a ser uma de nossas prioridades e estamos capturando as sinergias da combinação com Cetip conforme planejado, o que fortalece ainda mais a alavancagem operacional de nosso negócio”, disse Daniel Sonder, vice-presidente Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores da B3.

A Companhia também deu continuidade no processo de redução de sua dívida, com o resgate de uma emissão de debêntures de R$ 500 milhões, o que terá um impacto positivo no resultado da companhia nos próximos trimestres. “Continuamos a trabalhar para alcançar nossa meta de alavancagem de 1x dívida bruta/ EBITDA até o fim de 2019. Também pretendemos continuar a retornar o caixa excedente aos nossos acionistas, distribuindo 50% do lucro líquido contábil trimestralmente e, potencialmente, fazendo uma distribuição adicional no final do ano”.

Integração – O processo de integração pós-fusão segue avançando. “Completamos a reestruturação de nossa área de produtos e clientes, buscando aprimorar o desenvolvimento de soluções e a experiência de nossos clientes”, disse Finkelsztain.

CAPEX

Os investimentos totalizaram R$45,7 milhões, dos quais R$36,3 milhões foram destinados a projetos dos Segmentos Bovespa e BM&F, em especial na atualização tecnológica do PUMA e na fase de ações da nova Clearing, e R$8,1 milhões foram investidos nos Segmentos Cetip UTVM e Cetip UFIN, em infraestrutura e arquitetura tecnológica.

Distribuição de Proventos aos acionistas: pagamento de juros sobre capital próprio no montante de R$168,1 milhões, a serem pagos em 7 de dezembro de 2017 com base no registro de acionistas de 21 de novembro de 2017.

A B3 encerrou o período com valor de mercado de R$ 49,3 bilhões.


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