Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

(Texto reescrito e atualizado com mais informações)
Por Alberto Alerigi Jr.
SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters)- – A indústria brasileira de
veículos deve superar suas próprias projeções de vendas internas
e exportações em 2017 e deve acelerar crescimento em 2018,
apesar da volatilidade a ser gerada pelo processo eleitoral,
afirmou nesta quarta-feira a Anfavea, associação que representa
as montadoras instaladas no país.
O setor, responsável por cerca de 25 por cento do Produto
Interno Bruto industrial do Brasil, estima alta de 7,3 por cento
nas vendas internas este ano, enquanto a projeção para o
crescimento das exportações é de 43,3 por cento.
No acumulado de janeiro a novembro, as vendas de carros,
comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil cresceram 9,8 por
cento sobre o mesmo período de 2016, a 2 milhões de unidades,
enquanto as exportações saltaram 53,3 por cento, para 700,9 mil
veículos.
O recorde de exportações da indústria aconteceu em 2005, com
vendas externas de cerca de 724 mil veículos. Até agora em 2017
a média mensal de exportações tem sido acima de 60 mil unidades.
A projeção da entidade para as vendas externas este ano é de 745
mil veículos.
"Felizmente vamos errar as projeções para vendas e
exportações", disse o presidente da Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.
"As vendas internas devem crescer mais próximo de 9 por cento, e
isso considerando que este ano temos alguns dias úteis a menos
que 2016", acrescentou em entrevista a jornalistas.
Megale afirmou que para 2018 a indústria deve atingir um
crescimento de dois dígitos nas vendas no mercado interno e as
exportações, que vão bater recorde histórico neste ano, deverão
continuar avançando.
"Projetamos economia mais robusta para o ano que vem…mas
estamos vendo instabilidade enorme…O crescimento do setor
automotivo do ano que vem será maior que neste ano. Se fecharmos
em alta de 9 por cento (em 2017), certamente teremos dois
dígitos no ano que vem", afirmou Megale, acrescentando que a
Anfavea estima crescimento de entre 2,5 e 3 por cento no PIB do
país.
No próximo ano o setor, que até 2016 amargava quatro anos de
quedas consecutivas do mercado interno, acumulando ociosidade
acima de 50 por cento, deverá zerar o número de funcionários com
contratos de trabalho suspensos, disse Megale.
Até novembro, havia cerca de 1 mil funcionários de
montadoras do país no sistema chamado de 'layoff' e outros 2,3
mil inscritos no programa federal de proteção ao emprego PSE. No
início do ano passado, o número de pessoal em layoff e inscritos
no PSE estava na casa de 38 mil.
Megale afirmou que o nível de ociosidade das fábricas de
veículos do país ao final de novembro era de 45 por cento,
enquanto no segmento de caminhões o percentual ainda era
elevado, em torno de 75 por cento, mas abaixo dos 80 por cento
de alguns meses atrás.
Em novembro, a indústria produziu 249,1 mil carros,
comerciais leves, caminhões e ônibus em novembro, praticamente
estável sobre o montado em outubro e melhor marca para o mês
desde 2014. Na comparação com um ano antes, o volume produzido
foi 15,2 por cento maior.
O setor teve vendas de 204,2 mil veículos no Brasil no mês
passado, expansão de 0,7 por cento na comparação mensal, também
melhor volume para o mês desde 2014. Sobre novembro de 2016, as
vendas subiram 14,6 por cento. O movimento foi influenciado por
um menor número de dias úteis em novembro ante outubro e por uma
fraca base de comparação um ano antes.
"É um resultado positivo, pois tivemos um dia útil a menos
em novembro em relação ao mês anterior. Pela primeira vez no ano
ultrapassamos o emplacamento diário (dias úteis) de 10 mil
unidades", disse Megale. Segundo ele, o emplacamento de novembro
correspondeu a 10,2 mil unidades por dia útil ante nível de
cerca de 6 mil veículos no início do ano.
"Temos expectativa de continuar com esse crescimento (de
vendas) sobre um ano antes", disse Megale.
O setor, que meses atrás apurava quedas mensais no nível de
pessoal ocupado, registrou crescimento de 2,5 por cento no
número de funcionários em atividade na comparação com novembro
do ano passado, para 126.349 empregos. O crescimento foi puxado
pelo segmento de máquinas agrícolas, que viu seus quadros se
expandirem em 9,3 por cento no período.

(Edição Raquel Stenzel)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation