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(Texto atualizado com confirmação oficial e mais detalhes)
Por Alexandra Ulmer e Deisy Buitrago
CARACAS, 30 Nov (Reuters) – A Venezuela prendeu nesta
quinta-feira duas autoridades que já comandaram o Ministério do
Petróleo e a companhia energética estatal PDVSA, como parte de
um expurgo na indústria, medida vista como uma jogada do
presidente Nicolás Maduro.
Nas prisões de maior escalão até o momento, o engenheiro
Eulogio Del Pino e o químico Nelson Martínez foram detidos sob
acusações de corrupção e tentativa de sabotar a debilitada
indústria energética do país, disse o procurador Tarek Saab em
discurso televisionado.
Ele acusou Del Pino de ter participado em um esquema de
corrupção e sabotagem de 500 milhões de dólares na joint venture
Petrozamora com a russa Gazprombank e disse que
Martínez havia permitido que um improdutivo acordo de
refinanciamento para a Citgo Petroleum da Venezuela, refinaria
nos Estados Unidos que costumava comandar, seguisse adiante sem
aprovação do governo.
"Estamos falando sobre a desmontagem de um cartel de crime
organizado que havia tomado conta da PDVSA", disse Saab conforme
a TV estatal exibia um vídeo de agentes da inteligência militar
batendo em uma porta e imagens dos dois homens sendo presos.
Maduro prometeu uma vasta operação anticorrupção para limpar
a indústria petroleira de máfias. Cerca de 65 executivos já
foram detidos, pondo funcionários da PDVSA em pânico, privando a
indústria petroleira do país de grande parte de seu alto escalão
e adiando tomada de decisões na companhia que supervisiona as
maiores reservas de petróleo do mundo, segundo especialistas.
((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))
REUTERS AAP


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