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(Texto atualizado com mais informações)
Por Gabriela Mello
SÃO PAULO, 11 Jan (Reuters) – As vendas da indústria
brasileira de materiais de construção devem retomar o
crescimento em 2018 após quatro anos seguidos de retração,
acompanhando a melhora de indicadores econômicos como desemprego
e inadimplência
A expectativa é de que o faturamento do setor suba entre 1 e
2 por cento neste ano, informou nesta quinta-feira a Associação
Brasileira da Indústria Materiais de Construção (Abramat),
citando, entre outros motivos, a fraca base de comparação com
2017, quando houve queda de 4 por cento sobre 2016, para 162
bilhões de reais.
Segundo o presidente da entidade, Walter Cover, a projeção
leva em conta a possibilidade de retomada antes das eleições de
obras públicas paralisadas. "Os governos estão sem recursos, mas
devem usar o pouco que têm para influenciar as eleições…Até
abril, novas obras podem ser contratadas e as que ficaram
paralisadas podem ser retomadas tanto nas esferas estadual
quanto federal", explicou.
Além disso, alguns fabricantes de materiais de construção
podem aproveitar uma inflação um pouco mais alta em 2018 para
recuperar as margens perdidas nos últimos anos, disse Cover.
Ainda de acordo com ele, outro fator que pode contribuir
para a alta do faturamento é a desvalorização do real ante o
dólar, o que tende a encarecer alguns produtos de acabamento
importados.
Em 2017, o reajuste dos preços dos materiais de construção
ficou 1,5 ponto percentual abaixo da inflação, afirmou o
presidente da Abramat, destacando que o setor retornou no ano
passado aos níveis de 2007 tanto em termos de produção quanto em
vendas.
Mais que a crise política, os cortes de gastos públicos e as
paralisações na contratação do Minha Casa Minha Vida (MCMV),
Cover observou que o desemprego foi o principal vilão para o
desempenho da indústria no ano passado. "Esse foi no decorrer de
todo o ano o fator que mais pesou para as famílias e para os
empresários", disse.
Na avaliação dele, o resultado de 2017 deteria sido ainda
pior não fosse pelo setor de varejo, onde o faturamento aumentou
5 por cento, amenizando o tombo de 15 por cento das vendas para
as construtoras.
"O varejo representou 57 por cento das vendas em 2017 e as
construtoras 43 por cento, mas historicamente essa relação é
50/50", contou o presidente. Para 2018, a Abramat espera
estabilidade nas vendas para construtoras, e alta de 3 a 4 por
cento para o varejo.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; 551156447553; Reuters
Messaging: [email protected]))

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